13º Festival de Cinema Latino-americano exibe filmes de 11 países

"Keyla" integra a programação do 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo
Até
01
de agosto 2018
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Com 77 títulos, mostra destaca produções inéditas e protagonismo feminino

Chegou o momento mais esperado do ano para os fãs da produção cinematográfica da América Latina: o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo! Entre os dias 25 de julho e 1º de agosto, o público pode conferir 77 filmes realizados na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, na Costa Rica, em Cuba, no Equador, no México, no Paraguai, no Uruguai e na Venezuela.

Foto do filme "Correndo Atrás", com Aílton Graça sentado com o outro protagonista
Crédito: Reprodução“Correndo Atrás” é o filme de abertura do 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

Acha que não terá dinheiro para assistir todos os filmes que quiser? Não se preocupe! As exibições são gratuitas no Memorial da América Latina (Auditório Simón Bolívar, Auditório da Biblioteca Latino-Americana e Praça Cívica). No CineSesc, os ingressos custam R$ 12 (inteira), R$ 6 (meia entrada) e R$ 3,50 (credencial plena) e no CCBB-SP o valor é R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada). Caso você esteja em Campinas no período, as exibições no Instituto CPFL também são gratuitas.

Com curadoria de Jurandir Müller e Francisco Cesar Filho, o festival explora a produção recente da região, além de oferecer homenagens e uma programação paralela com oficinas, debates e encontros.

Neste ano, a atriz argentina Inés Efron, conhecida internacionalmente por seu papel no filme “XXY” (2008), de Lucía Puenzo, no qual interpreta uma adolescente hermafrodita em busca de sua identidade, será uma das homenageadas. Além de uma retrospectiva de sua obra, a artista participa do Cinema da Vela, debate que acontece no CineSesc e, durante o festival, abordará o tema “O Cinema no Feminino”, com participação da diretora colombiana Viviana Gómez Echeverry e mediação da jornalista brasileira Flávia Guerra. O bate-papo acontece no dia 31 de julho, às 19h30.

O cineasta brasileiro Jeferson De, cujo filme “Bróder” (2009) foi eleito Melhor Filme no Festival de Gramado, também ganhará homenagem com retrospectiva no festival. A sessão de abertura será com um filme dele inédito no Brasil. “Correndo Atrás” conta a história de Paulo Ventania, que vive um dia após o outro, fazendo qualquer coisa para ganhar algum dinheiro. Até que, ao ver-se sem saída, esbarra na oportunidade de tornar-se um empresário de jogador de futebol ao conhecer Glanderson. Em meio a trapaças, esperanças, altos, baixos e muito bom humor, a dupla inusitada faz seu melhor para fazer seu sonho realidade.

Um dos destaques da programação é o longa “Mulheres do Caos Venezuelano”( 2017), dirigido por Margarita Cadenas. A obra revela uma sociedade caótica, apresentando aos espectadores o pulso de uma população em perigo. Abrangendo diferentes origens e idades, essas mulheres representam uma espécie de barômetro da situação daquela nação. O filme foi selecionado para festivais da Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, Suíça e França, sendo inédito no Brasil. O longa é exibido no dia 27, às 21h, no Auditório Simón Bolívar (Memorial da América Latina), e no dia 1º de agosto, às 15h, no CineSesc.

Foto do filme "Mulheres do Caos Venezuelano", com uma senhora sentada em uma cama
Crédito: Reprodução“Mulheres do Caos Venezuelano” integra a programação do 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

Exibido em importantes festivais, como Cartagena de Indias e Varsóvia, o colombiano “Keyla” (2017), de Viviana Gómez Echeverry, conta a história de uma adolescente que mora em uma pequena ilha. Como seu pai, pescador, não retorna do mar, ela parte em sua procura e, ao mesmo tempo, recebe uma visita inesperada: a ex-mulher do pai chega da Espanha com seu meio-irmão. Para quem quiser assistir, tem sessões no dia 28, às 17h, no Instituto CPFL, em Campinas e no dia 31, no CineSesc, às 21h.

Foto do filme "Keyla", com duas crianças sentadas conversando
Crédito: Reprodução“Keyla” integra a programação do 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

O longa “Princesinha” (2017), uma coprodução Chile, Argentina e Espanha dirigido por Marialy Rivas se passa em um país remoto onde mora uma menina de 12 anos. Durante um verão, ela toma conhecimento da missão da sua vida: ter um filho santo. A cineasta estará no Brasil apresentando seu filme, que já foi exibido nos festivais de Toronto e San Sebastián. Às sessões são no dia 26, às 15h, no CineSesc; no dia 28, às 19h, no Instituto CPFL, em Campinas, e no dia 30, às 17h, no CineSesc.

Foto do filme "Princesinha", com uma série de pessoas e uma menina em primeiro plano
Crédito: ReproduçãoFilme “Princesinha” integra a programação do 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

Vindo diretamente do Paraguai, outro destaque do festival é “A Seleção do Presidente da República pelos Internos do Manicômio Nacional” (2018), de José Eduardo Alcazar. Na história, o público pode acompanhar a trajetória de uma sociedade transparente que se torna apática. No filme, um Ministério do Interior utiliza internos de vários manicômios para auscultar a sociedade e descobrir anseios, tensões, frustrações. O diretor já participou diversas vezes do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. O longa será exibido no CCBB dia 26, às 17h.

Foto do filme “A Seleção do Presidente da República pelos Internos do Manicômio Nacional”, com diversas pessoas sentadas em roda
Crédito: ReproduçãoFilme “A Seleção do
Presidente da República pelos Internos do Manicômio Nacional”
integra a programação do 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

O festival também fará a estreia mundial do brasileiro “Astracã” (2017), de Victória Vic. O filme propõe uma releitura do mito de origem do canto das sereias. O enredo acompanha pérolas com uma pequena mutação que ressurgem no litoral do Atlântico Sul e um jovem beatnik é chamado para levá-las de volta a seu lugar de origem. A diretora também assina a concepção sonora, roteiro e montagem. Longa será exibido no dia 26, às 21h, no CineSesc, e dia 27, às 19h45, no CCBB-SP.

Foto do filme "Astracã", em que uma muljher está dentro da água
Crédito: Reprodução“Astracã” é um dos longas nacionais que fará estreia mundial no 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

Para quem aprecia o cinema de horror, o brasileiro “Mata Negra” (2018), do diretor capixaba Rodrigo Aragão, pode ser uma boa pedida. O enredo gira em torno de uma jovem sonhadora que muda sua vida ao encontrar em uma floresta do interior do Brasil, o Livro Perdido de Cipriano, repleto de magia negra, que lhe concede poderes, mas que também pode liberar um mal sobre a terra. O filme será exibido dia 27, às 23h, no CineSesc.

Foto do filme "Mata Negra", mostrando uma mulher com o rosto ensanguentado
Crédito: ReproduçãoFilme “Mata Negra” é um dos brasileiros exibidos na 13ª edição do Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

Por fim, outro destaque nacional que fará estreia mundial é o “Como Fotografei os Yanomami” (2018), de Otávio Cury. Para os indígenas Yanomami, estar doente é ter sua imagem agredida. Para resgatá-la, os xamãs fazem seus rituais de cura. Mas, para os enfermeiros que chegam às aldeias, as doenças e os remédios são outros. O longa será exibido no dia 27, às 19h, no CineSesc.

Indígenas Yanomami
Crédito: ReproduçãoFilme “Como Fotografei os Yanomami” também fará estreia mundial no 13º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo

Ao longo do festival, acontece uma programação paralela. Nos dias 26 e 30 de julho, a partir das 14h, o seminário “A Cozinha das Emoções e Sentimentos no Cinema Latino-Americano” ocupa o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 4º andar).

No dia 27, às 17h, o CCBB-SP sedia o encontro Produção Independente e Criativa no Cinema Brasileiro, com os cineastas Bel Bechara e Sandro Serpa , do filme “Onde Quer que Você Esteja”. E, às 19h, no Auditório da Biblioteca Latino-Americana do Memorial da América Latina, acontece o debate “A Criação Audiovisual nos Filmes de Realizadores Afrodescendentes Brasileiros”, com os cineastas brasileiros Camila de Moraes, Daniel Solá Santiago e Jeferson De.

Por fim, no dia 31, às 13h, no CineSesc, tem o encontro “Núcleos Criativos” + sarau “Los Orientales”, com Yael Steiner (empreendedora cultural uruguaia), César Troncoso (ator uruguaio), Nicolás Aznarez (produtor uruguaio) e Paula Cohen (atriz brasileira) dia 31, às 13h, no CineSesc.

Acompanhe a programação completa no site.

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Autor: Por: Redação
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