4 lugares que você tem que ir no Mercado Central de BH

Salvo todas as lojas repletas de comidinhas e artesanatos, e bares tradicionais, recomendamos não visitar os estabelecimentos entre os corredores L-2 e J-19; confira porquê

Por: Catraca Livre Comunicar erro

Temperos, aromas, sabores e cores: tudo o que é de mais marcante na cultura mineira está presente no Mercado Central, o mais querido centro de compras de Belo Horizonte, que há mais de oito décadas é ponto turístico para quem vem de fora e ponto de encontro para quem vive na cidade.

O vovô do comércio gastronômico da cidade reúne deliciosos pratos da comida típica, toda a criatividade do artesanato e muitos outros preciosos traços da cultura popular mineira, que o fazem um espaço único ao unir tradição e o “novo” de maneira singular.

Mas a gente sabe que pode ser difícil conferir uma por uma das 400 lojas – e sério, o repórter que vos escreve quase se perdeu em meio a tanta coisa em sua última visita – por isso, selecionamos quatro espaços que você PRECISA conhecer por lá.

  • Cachaçaria Dama da Noite

Se você seguir reto após o balcão de informações do Portão 1, ali no setor Augusto de Lima, há uma lojinha tímida mas com delícias de alambique indescritíveis, essa é a Cachaçaria Dama da Noite. Com rótulos próprios, inclusive o que dá nome ao estabelecimento, é um ótimo espaço para você dar uma bebericada e comprar aquele presentinho pros amigos – ou pra você mesmo.

Aliás, a cachaça Dama da Noite é produzida desde 1850 e é umas das mais antigas cachaças de Minas Gerais. De fabricação artesanal em alambique, envelhecida três anos em tonéis de carvalho, bálsamo ou jequitibá rosa, o que mantém seu sabor natural com um leve toque amadeirado. A loja também é indicação do Catraca Livre no roteiro de cachaçarias pra molhar a goela no Belô.

A loja é a fica no corredor P-10.

  • Tupiguá Laticínios

Nó! Pensa numa loja com tudão! Essa é a Tupiguá Laticínios – que na verdade são duas lojas, uma pequeninha com queijos de tudo quanto é jeito expostos, como os com zattar, com chimichurri ou com nozes e damascos. Ali você pode beliscar à vontade o mostruário, mas se ficar tentado a comprar, é só chamar uma das atendentes.

A parte maior da loja é repleta de garrafas de cachaça, além de outros quitutes mineiros, como goiabada cascão e mais queijos. Na Tupiguá você também encontrar cafés dos mais variados estilos, como os blends arábico e o naneusa, este colhido no sul de Minas, na cidade de Três Pontas, com características que remetem à primavera por suas notas frutadas e aromas leves de flores.

O Tupiguá fica no corredor S-16.

  • Empório Árabe Dona Hana

Ah, Dona Hana… a lojinha da libanesa radicada no Brasil é incrível e tem tudo o que os descendentes árabes ou apaixonados por essa cultura precisam: narguilés, objetos de decoração e o carro chefe do estabelecimento: as comidas.

Em especial, o kibe do Empório Árabe Dona Hana é incrível e tem um preço mais incrível ainda! Com R$ 6 você come uma dessas delícias e sai super satisfeito. Aliás, se você é veggie não se preocupe, pois lá rola o quitute sem carne!

Também são de babar os molhos que são preparados na loja, que fica no corredor T-18.

  • Bar da Tia

Tradicionalmente ali na esquina dos corredores B-3 e P-10 desde 1980, o Bar da Tia é um dos lugares mais legais dentro do Mercado Central de BH para se tomar uma cervejinha gelada e jogar conversa fora. Sem cadeiras ou mesas, o negócio é encostar no balcão, pedir uma brejinha e, de quebra, um prato do surpreendentemente delicioso fígado acebolado com jiló.

O atendimento é muito bom e as piadas entre eles, e com outros consumidores que sempre frequentam a bancada, valem a visita também. Pérolas atrás de pérolas você vai ouvir, pode apostar!

  • Mas nem tudo são comidinhas deliciosas…

A venda de animais vivos por lá há mais de 20 anos é motivo de brigas judiciais da direção do mercado com entidades protetoras que alertam para os maus-tratos no armazenamento e venda de bichos no local.

Gatos, cachorros, coelhos, galinhas e galos, pássaros, codornas… a variedade é grande e a visão triste. Engaiolados, os bichos ficam expostos aos visitantes do mercado e à espera para serem vendidos nas oito lojas que ainda praticam esse comércio. A situação, apesar de a direção afirmar em nota oficial “não é ilegal, é legítimo e cumpre o que a legislação determina”, não parece ser a mais confortável para quem está atrás das grades.

Em novembro de 2016, a venda desses animais no Mercado Central de Belo Horizonte foi proibida pelo juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte, que concedeu uma liminar ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que à época tinha proibido a entrada de novos animais vivos no mercado e a venda dos que já estavam lá.

Entretanto, no dia 29 de mesmo mês, a direção do mercado recebeu os deputados estatuais e federais da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Maus Tratos a Animais. Após a visita nos corredores, os representantes da comissão se reuniram com a diretoria para discutir as mudanças que se fazem necessárias no espaço.

Em nota no site oficial, a direção afirmou que convocaria os comerciantes do corredor de animais para uma reunião, com o objetivo de orientá-los sobre as mudanças físicas exigidas pela comissão e as adaptações que seriam feitas. Segundo o atual presidente do Mercado Central, Geraldo Henrique Figueiredo Campos, com o passar do tempo, os comerciantes foram se adaptando às exigências sanitárias.

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