4 peças de teatro para você refletir sobre regimes autoritários

'Comum', em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade, aborda a ditadura no Brasil; peça tem entrada gratuita
Até
16
de dezembro 2018
Terça - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Confira os horários na publicação

Cidade

Por: Redação | Comunicar erro

Governos repressores na Espanha, Chile e no Brasil são retratados nas montagens em cartaz em São Paulo

Um dos papéis inerentes à arte é o de promover a mudança social por meio das reflexões que levanta. Por isso, a cultura está diretamente ligada ao processo educacional. No teatro, por exemplo, as narrativas épicas relembram contextos históricos importantes para nos fazer repensar o presente e até o futuro. Como é o caso de quatro espetáculos em cartaz em São Paulo, cujas temáticas abordam períodos de regimes autoritários na Europa e na América Latina – incluindo, evidentemente, a ditadura no Brasil.

Crédito: João Caldas Fº/Divulgação‘Estado de Sítio’

Estado de Sítio
De 8/11 a 16/12
Sesc Vila Mariana (R. Pelotas, 141 – Vila Mariana)
Quintas a sábados, às 21h; domingos e feriados, às 18h
R$ 40 e R$ 20 (meia) | R$ 12 (credencial Sesc)

Adaptação da obra do filósofo Albert Camus, o espetáculo se passa em uma cidade litorânea assolada pela Peste (Elias Andreato), que, ao lado de sua secretária Morte (Claudio Fontana), instaura um regime reacionário e governa com uma política do terror. No meio desse cenário desolador e aterrador, haveria espaço para uma “revolta” estimulada pelo amor aos seres humanos e pela liberdade? Para isso, os habitantes da pequena cidade precisarão resistir ao medo e entender que o povo é quem detém o poder.

Crédito: Giorgio Donofrio/Divulgação‘AI-5’

AI-5
Até 13/12
Casarão do Belvedere (Rua Pedroso, 267 – Bela Vista)
Terças, 20h30
R$ 30 e R$ 15 (meia)

A peça, um teatro documentário, foi criada a partir da ata do Conselho de Segurança Nacional de 13 de dezembro de 1968. Na trama, em um momento de crise nacional, um marechal e 24 ministros instauram um ato autoritário e antidemocrático.

Crédito: Leekyung Kim/Divulgação‘Villa’

Villa
Até 24/11
Sesc Pinheiros (R. Pais Leme, 195 – Pinheiros)
Quintas a sábados, às 20h30; feriado, às 18h
R$ 25 e R$ 12,50 (meia) | R$ 7,50 (credencial Sesc)

Com dramaturgia do chileno Guillermo Calderón, a montagem gira em torno do Villa Grimaldi, um dos mais famosos centros de tortura e extermínio na ditadura do chileno Augusto Pinochet (1915-2006). Na trama, três mulheres tentam decidir o que fazer com o local, discutindo dilemas atuais de organizações de direitos humanos e se perguntando como explicar o horror do passado sem ser sensacionalista ou desrespeitoso. Memória coletiva e as “edições” feitas na História de um povo são os temas levados ao palco.

Crédito: Fabia Pierangeli/Divulgação‘Comum’

Comum
Até 10/11
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro)
Quintas e sextas, às 20h; sábados, às 18h
Grátis

Inspirado na história da vala comum do Cemitério Dom Bosco no bairro de Perus, em São Paulo, o espetáculo do Grupo Pandora de Teatro acompanha três histórias ligadas à descoberta de uma vala comum clandestina criada no período da Ditadura Militar Brasileira. A busca de um filho por informações de seus pais desaparecidos políticos, o dilema de dois coveiros encarregados da criação de uma vala e uma jovem estudante que se aproxima do ativismo político se intercalam na trama.

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Autor: Por: Redação