46ª Ocupação homenageia Vladimir Herzog no Itaú Cultural

Projeto do centro cultural dá foco para a vida de jornalista e amante da sétima arte de Herzog

Por: Redação
Até
20
de outubro 2019
Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
De terça a sexta, das 9h às 20h
Sábado e domingo, das 11h às 20h

Com certeza você sabe quem é Vladimir Herzog e, por consequência, conhece a história de sua mote precoce que repercute até hoje como registro da redemocratização política do Brasil. Mas você sabia que o imigrante iugoslavo também foi um importante jornalista e amante da sétima arte?

vladimir herzog convesando
Crédito: ReproduçãoJornalista atuante entre as décadas de 1960 e 1970, Vladimir Herzog (1937-1975) viveu movido pela curiosidade, pela atenção crítica às estruturas sociais e pelo amor às artes, em especial o cinema – campo que desponta como seu provável projeto de futuro

Para inverter a narrativa conhecida de Herzog e lançar luz sobre sua vida e sua produção intelectual, o Itaú Cultural o homenageia na 46ª edição do programa Ocupação, a fim de nos aproximar do jornalista, do editor, do fotógrafo, do desbravador do audiovisual e do amigo que viveu movido pela curiosidade.

Na mostra, realizada em parceria com o Instituto Vladimir Herzog (IVH), o público é convidado a conhecer a trajetória jornalística de Vlado e suas realizações no campo do audiovisual – uma de suas atividades prediletas.

Fotografias, reportagens e depoimentos recriam a vida de Herzog, hoje considerado personagem icônico da narrativa historiográfica do Brasil e de sua construção democrática.

Além do espaço expositivo, há uma publicação impressa, distribuída gratuitamente na recepção do instituto a partir do dia da abertura, e uma série de conteúdos on-line, como entrevistas em vídeo com amigos e familiares do jornalista.

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Breve vida e morte de Vladimir Herzog

vladimir herzog trabalhando na redação de um jornal
Crédito: ReproduçãoEntre o jornalista preocupado e o criador de coelhos existia o terno e rigoroso Vlado, segundo amigos próximos

Vladimir Herzog sempre foi um crítico das estruturas sociais e um amante às artes, em especial o cinema, campo que desponta como seu provável projeto de futuro mas que foi interrompido em 1975 quando foi morto pela Ditadura Militar brasileira.

A versão oficial dos militares comunicava um suposto suicídio de Herzog nas dependências do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo.

Mas a família e os amigos do então diretor de jornalismo da TV Cultura iniciaram uma luta para provar que o inquérito policial militar (IPM nº 1.173-75) sobre sua morte era forjado.

Em 2018, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) anunciou a condenação internacional do Estado brasileiro pela omissão na apuração do assassinato.

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