Aprenda sobre as árvores do Ibirapuera em um passeio guiado

Passeio baratinho ensina participantes a identificar as várias espécies vegetais presentes no parque

Por: Redação

Com uma enorme quantidade de espécies de árvores, o Parque Ibirapuera é uma zona de respiro na selva de pedra paulistana, um lugar para o qual as pessoas vão para entrar em contato com a natureza e aliviar a tensão do dia a dia. Se você quer aprender mais sobre a diversidade de plantas no parque, não pode perder um passeio guiado que acontece neste sábado, dia 4 de agosto, a partir das 10h.

Para participar é necessário se inscrever aqui e pagar uma taxa de R$5. O ponto de encontro é o banco ao lado da casinha do Bosque da Leitura, entre o Viveiro Manequinho Lopes e a antiga serraria. A entrada mais próxima é pelo portão 7, na avenida República do Líbano.

É recomendado usar roupas e calçados confortáveis para caminhada e levar pelo menos um litro de água, máquina fotográfica/celular e lanchinhos leves.

Com duração aproximada de 2h30, a caminhada ensina os participantes a identificar e divulgar aspectos históricos e curiosidades sobre as árvores do parque. Coordenado pela especialista Juliana Gatti, o passeio é organizado pela associação Parque Ibirapuera Conservação e pelo Instituto Árvores Vivas.

Você conhece bem o Ibira?

Que o Parque Ibirapuera é a “praia” de São Paulo todo mundo sabe, mas há muito mais sobre esse lugar incrível do que você pode imaginar. Você sabia, por exemplo, que a extinta companhia aérea Vasp já cogitou construir um aeroporto no terreno ocupado pelo parque?

Com 64 anos completos em agosto, o Ibira não é o maior parque da cidade, no entanto, já foi eleito o melhor da América do Sul pelo site de viagens TripAdvisor e é campeão de visitações. O terreno tem cerca de 1,5 milhão de metros quadrados contra cerca de 79 milhões do Parque Estadual da Cantareira.

Inaugurado em 1954, o local teve seus jardins desenhados pelo paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes (1907-1988), cujo projeto foi preferido à proposta apresentada pelo famosos paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994).

Já as construções históricas do auditório, museus e marquise são assinadas pelo grande Oscar Niemeyer (1907-2012), que assumiu o projeto depois de um desentendimento entre os arquitetos da primeira equipe de arquitetura.

Para a construção do parque, foram removidos cerca de 180 barracos, onde moravam mais de 200 famílias, que foram morar na favela do Canindé e em terrenos cedidos pela prefeitura. E durante a construção do Complexo Ayrton Senna, foram encontrados quatro décimos de grama de ouro durante as escavações no subsolo.

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