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Brasil Cena Aberta promove teatro, dança e feira de livros online

Segunda edição do festival apresenta 17 espetáculos seguidos por debates! Confira a programação:

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Até 04 de dezembro de 2020

Quarta - Quinta - Sexta

Diversos horários (ver programação)

Que tal conferir online uma série de espetáculos de teatro e dança pagando quanto puder? É assim que funciona o festival Brasil Cena Aberta 2020, que acontece entre os dias 2 e 4 de dezembro. É uma verdadeira maratona cultural, com direito também a bate-papos, workhops e até feira de livros!

Brasil Cena Aberta, Os uns e os outros
Crédito: Cacá Bernardes/ divulgação“Os uns e os outros” é um dos destaques do Brasil Cena Aberta

A programação é composta por 10 apresentações de dança e sete de teatro, todas seguidas por um debate com os artistas. Basta ficar atento(a) ao horário de cada uma e reservar seu ingresso. Confira a programação completa neste link aqui.

E olha que o Brasil Cena Aberta também conta com uma estreia: “Ôma, um ex-petáculo”, da companhia ultraVioleta_s. Trata-se de uma gamificação da realidade, possibilitando ao público uma visão distanciada (por que não tragicômica?) da nossa existência. Criado coletivamente e isoladamente em meio ao caos dos dias atuais, Ôma oferece a quem joga a escolha entre duas avatares: Lala ou Tetê. Elas são a versão digital das atrizes Laíza Dantas e Tetembua Dandara que também participam do jogo de forma ao vivo e pré-programada.

Um ex-petáculo é como melhor pudemos definir o que estamos fazendo hoje… Achamos que traz a ideia de algo que se deixa para trás, algo que já não é, mas que ainda é reconhecível.Usamos o video game, o RPG, esse universo nostálgico dos anos 90 para aplicar nossa jornada com o teatro, nos valendo da frase ouvida há tempos nas aulas: Teatro é jogo! Sim! E Ôma se apresenta num caminho orgânico à relação com a tecnologia que viemos traçando nos nossos últimos trabalhos. Fomos descobrindo um universo que muito tem a ver com tudo o que fazíamos e com o que gostaríamos de fazer mais ainda. Esse video game performativo foi dando corda para nos aplicarmos na programação, no mundo dos vídeos, da sonorização, da escrita, da interatividade, das artes visuais, do design, da jogabilidade, da relação ativa com o espectador-jogador. É uma lambança das boas!

Posted by Ultravioletas de Palh on Wednesday, September 16, 2020

As outras peças tiveram boa recepção de público e crítica. Em “Refúgio”, de Alexandre Dal Farra, a aparente normalidade da vida da personagem principal se modifica quando parentes, amigos ou mesmo desconhecidos começam a desaparecer, sem saber se por vontade própria ou forçados.

A Companhia de Teatro Heliópolis apresenta “(In)justiça”, um ensaio cênico norteado pela indagação “o que os veredictos não revelam?”, para refletir sobre aspectos do sistema jurídico brasileiro. Já em “Manifesto Traspofágico”, Renata Carvalho “se veste” com seu próprio corpo para narrar a historicidade da sua corporeidade, alimentando-se de sua “transcestralidade”.

Brasil Cena Aberta, (IN)Justiça
Crédito: Rick Barneschi/ divulgação“(In)justiça” é uma das atrações do Brasil Cena Aberta

Sensação do Grupo Galpão, a peça “Outros” é sobre a construção da memória e o impacto do agora no porvir. “Desmonte”, do Grupo Girino, denuncia os desmontes praticados pela política predatória das mineradoras, propondo uma resistência necessária contra o esquecimento desses crimes. Por fim, “Os uns e os outros”, da Cia. Livre de Teatro, é um musical livremente adaptado de “Os Horácios e Os Curiácios”, de Bertolt Brecht.

Gosta de dança? Então não perca “Dilúvio”, de Joana Ferraz; “R.A.L.E. – Realidade Apropriada Libera Evidência”, de Jessé Batista; “O QUE MANCHA”, de Beatriz Sano e Eduardo Fukushima; “Still Reich”, da Focus Cia de Dança; “Paradoxo”, de Zanzibar Vicentino; “Desvios tático-estratégicos para sobreviver à vida urbana”, do Grupo Três em Cena; “Filhxs – da – Po##@! TODA”, do Coletivo Calcâneos; “d o l o r e s”, de Loretta Pelosi; “Titiksha”, de Nalini Cia de Dança; e “Ägô”, de Cristina Moura.

Outras atividades do Brasil Cena Aberta

O público também pode acompanhar alguns lançamentos de livros, como a nova série de cordéis da N-1 Edições e “Hoje não saio daqui”, uma criação da premiada Cia Marginal e de Jô Bilac.

Outros destaques são algumas reflexões abertas sobre temas que inspiram questões atuais e instigantes. Uma dessas atrações é uma mesa sobre “Advocacy para as Artes”, que tem a participação de Daniela Castro (HUB/Imapacta Advocacia – SP), um representante da coalizão negra e Randy Cohen e Pauline Pereira, da American for the Arts, e mediação de Claudia Toni.

Para quem é da área de artes cênicas, acontecem alguns workshops sobre técnica e tecnologia, com a participação de profissionais brasileiros e internacionais. Além disso, há o “Ciclo de Encontros Técnica e Tecnologia na Construção da Cena – interações, intersecções e interferências”.

O festival tem como slogan a frase “Porque somos fortes e vingativos como o jabuti”, para demonstrar o desejo de toda a cadeia produtiva de continuar produzindo mesmo depois de sete meses parada por conta da pandemia de Covid-19.

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Agência Fática

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