Casa Marielle é inaugurada no centro do Rio de Janeiro

Museu é o primeiro passo de um enorme projeto que busca fazer do mundo um lugar mais justo

Por: Redação

O Rio de Janeiro ganhou mais um museu para chamar de seu! E um super importante para a luta por justiça e igualdade no país: a Casa Marielle, que funciona durante o mês de março.

Casa Marielle Franco
Crédito: Klecia Melo/ DivulgaçãoCasa Marielle Franco é o primeiro passo em um projeto que busca fortalecer a população para lutar por uma sociedade menos desigual

Criado para homenagear Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018 junto com o motorista Anderson Gomes – crime ainda sem solução –, o centro cultural vai preservar o legado dessa importante guerreira por meio de uma exposição permanente e uma intensa programação cultural.

No acervo, que pode ser visitado de terça a sexta, das 12h às 18h, itens pessoais contam a trajetória política de Marielle e sua luta em nome das representatividades feminina, negra, pobre e LGBTQ+.

Socióloga e ativista de direitos humanos, foi presidente da Comissão da Mulher na Câmara do Rio e integrava a comissão que investigava abusos das Forças Armadas e da polícia durante a intervenção federal na área da Segurança Pública do Estado.

Ao longo do mês, estão previstas diversas atividades na casa, incluindo uma programação com horários diferenciado durante os fins de semana. A ideia da instituição é ser um espaço de acolhimento, com rodas de conversa, oficinas e apresentações de artistas que queiram seguir a luta da vereadora.

Este museu só foi possível graças a uma campanha de financiamento coletivo ainda aberta realizada pelo Instituto Marielle Franco, criado pela família da vereadora. Você pode acompanhar a programação neste link. Também é possível  acompanhar as novidades pelo Facebook da organização.

Marielle Franco
Crédito: Mídia Ninja/ Wikimedia CommonsA luta de Marielle Franco precisa continuar!

A Casa Marielle está localizada no Largo de São Francisco da Prainha, 58, na Saúde, coladinha na Pedra do Sal. O lugar não poderia ser mais significativo. Aquela região é conhecida como “Pequena África”, lar histórico da comunidade afro-brasileira na Região Portuária do Rio de Janeiro. Entre 1850 e 1920, escravos libertos permaneceram vivendo e trabalhando nesta área. Leia mais sobre isso na Catraca Livre.

É só o começo!

Esta é a primeira etapa de uma iniciativa grandiosa organizada pelo instituto. Na próxima fase, tem início o projeto da Escola Marielles, que visa fortalecer jovens negras, LGBTs e periféricas de todo o Brasil para lidarem com os desafios da luta por uma sociedade mais justa e menos desigual.

Se o financiamento atingir R$ 200 mil, uma equipe vai entrevistar pessoas e movimentos que atuavam com Marielle e organizar tudo em uma plataforma virtual, em uma tentativa de impedir a divulgação de mentiras sobre a atuação da vereadora.

A quarta meta, de R$ 300 mil, garante a criação de Centro de Memória e Ancestralidade, que reúne o acervo físico e digital de Marielle.

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