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CCBB recebe exposição pós-impressionista com obras de Van Gogh e Cézanne

Mostra conta com obras 75 obras do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie

Por: Redação

Paul Gauguin Femmes de Tahiti [Mulheres do Taiti] (© RMN-Grand Palais (musée d'Orsay))
Paul Gauguin Femmes de Tahiti [Mulheres do Taiti]
(© RMN-Grand Palais (musée d’Orsay))
Entre 4 de maio e 7 de julho o Centro Cultural Banco do Brasil recebe a exposição pós-impressionista “O Triunfo da Cor. O pós-impressionismo: obras-primas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie“, que leva ao centro cultural localizado no centro de São Paulo 75 obras de 32 artistas que, a partir do fim do século XIX, buscaram novos caminhos para a pintura. A mostra pode ser visitada de quarta a segunda, das 9h às 21h, sempre com entrada Catraca Livre. Para comprar e reservar seu ingresso online, clique aqui.

A mostra apresenta obras-primas de uma geração de artistas que sucede aos impressionistas, e que recebe do crítico inglês Roger Fry a designação de pósimpressionista. São obras de nomes como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse, grandes mestres da pintura moderna, que promoveram uma verdadeira revolução estética por meio do uso da cor.

O Triunfo da Cor se organiza em 4 módulos, que apresentam os 75 trabalhos provenientes dos museus d’Orsay e de l’Orangerie, ambos sediados em Paris. Confira abaixo cada módulo:

[tab:A Cor Científica]
O módulo apresenta uma seleção de obras de artistas motivados pelos estudos desenvolvidos pelo cientista Michel Eugene Chevreul sobre a técnica neoimpressionista de aplicar na tela pontos justapostos de cores primárias. O olho do espectador passa a recompor à distância a aplicação do pontilhado das cores complementares e contrastantes. Seurat, expoente do pontilhismo, influencia também Van Gogh, que desembarca em Paris em 1886 e que, sob o efeito imediato do contato com a pintura moderna parisiense, passa a utilizar uma paleta de cores vivas.

[tab:No Núcleo Misterioso do Pensamento. Gauguin e a Escola De Pont-Aven]
O módulo inclui uma série de obras que refletem a pesquisa realizada por Paul Gauguin e Émile Bernard a partir de uma pintura sintética, marcada pela presença do desenho nos contornos e nas silhuetas, valendo-se de cores simbólicas. A pintura passa a refletir um mundo interior, poético e espiritual. Gauguin confere à cor o papel revelador de uma dimensão simbólica da pintura e é ele o mentor de um grupo de artistas apresentados neste módulo.

[tab:Os Nabis, Profetas de uma nova arte]

O módulo tem como tema a ideologia estética do grupo de artistas que se definiu como profetas de uma arte nova e defendeu a origem espiritual da arte, fazendo uso da cor como um elemento transmissor dos estados de espírito. Entre os nabis, artistas como Maurice Denis, Vuillard, Maillol e Vallotton revelam uma paixão por
temas da vida cotidiana e por uma dimensão misteriosa e sobrenatural que a cor confere a sua pintura.

[tab:A Cor em Liberdade]
Este módulo apresenta, por um lado, obras de artistas do final do século XIX, como Cézanne, que busca inspiração na Provence, e Paul Gauguin, que parte para o Taiti e se inspira na natureza tropical, além de obras de jovens artistas do início do século XX, que compartilhavam o gosto por uma composição ornamental em que a cor assume o protagonismo. O triunfo da cor é mais um capítulo de uma trajetória bem-sucedida do CCBB de formação contínua de público no Brasil por meio da apresentação de exposições históricas sobre a arte moderna, dentre elas, a mostra Impressionismo: Paris e a modernidade. Com O triunfo da cor, que reúne obras criadas a partir da influência do movimento impressionista, o público terá a oportunidade de conhecer e vivenciar ícones de um momento relevante da história da arte. A coordenação e a organização de O triunfo da cor. O pós-impressionismo: obrasprimas do Musée d’Orsay e do Musée de l’Orangerie estão sob a responsabilidade da Expomus, empresa brasileira que atua há mais de 30 anos no mercado cultural.

[tab:END]
As imagens pertencem ao Musée d’Orsay e ao Musée de l’Orangerie e foram trazidas para cá em uma parceria entre a Fundación MAPFRE e o Musée d’Orsay.

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