Cinco peças imperdíveis para ver em São Paulo em outubro

A SP Escola de Teatro preparou uma lista de espetáculos em cartaz na cidade para você se programar

Por: SP Escola de Teatro Comunicar erro
Até
29
de outubro 2018
Segunda - Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Confira os horários de cada atração na publicação

Outubro chegou e, como não poderia deixar de ser, a SP Escola de Teatro separou algumas das peças de teatro em cartaz em São Paulo para você conferir. Entre as opções, um clássico de Shakespeare, uma encenação sobre a Tragédia de Mariana (MG) e uma montagem que homenageia mulheres invisibilizadas pela História.

O mês também traz uma atração especial: o Festival Satyrianas, cuja 19ª edição acontece durante o feriadão, de 11 a 14 de outubro. São mais de 600 atrações gratuitas, entre teatro, shows, dança, circo, debates e exibição de filmes. Tudo concentrado na Praça Roosevelt e na região central da cidade. Imperdível!

Crédito: DivulgaçãoEspetáculo faz homenagem a vítimas da tragédia que atingiu a cidade mineira em 2015

Hotel Mariana
Biblioteca Mário de Andrade (R. da Consolação, 94 – República)
Até 29 de outubro
Segundas, às 19h
Grátis

Os depoimentos colhidos uma semana após o acidente que ficou conhecido como Tragédia de Mariana, em Minas Gerais, dão base à narrativa do espetáculo. No palco, dez atores interpretam os depoimentos instantaneamente, enquanto os ouvem nos fones de ouvido. A peça procura revelar a simplicidade de pessoas cujas vidas mudaram de uma hora para outra com o desastre.

Crédito: Francisco Costa/DivulgaçãoMontagem do grupo carioca Foguetes Maravilha mistura ficção com temas sociais

Mortos-vivos: uma ex-conferência
Sesc Belenzinho (R. Padre Adelino, 1000 – Belenzinho)
Até 27 de outubro
Sextas e sábados, às 21h30; domingos, às 18h30
R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada) | R$ 9 (credencial Sesc)

Em meio ao apocalipse zumbi, quatro especialistas analisam a crise que tomou o mundo e instruem os espectadores sobre estratégias de sobrevivência. Enquanto o caos se espalha, discutem assuntos como alteridade, xenofobia, fascismo, preconceito, tortura, banalidade do mal, fascínio pela violência, sistema digestivo dos zumbis e razões evolutivas para que os seres humanos tenham um medo inato de serpentes.

Crédito: Vitor Vieira/DivulgaçãoRita Pisano e Bruno Perillo vivem personagens sem nome no novo espetáculo da Suacompanhia

A[r]mar
Teatro Cacilda Becker (R. Tito, 295 – Lapa)
Até 21 de outubro
Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 19h
R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada)

Baseada em um conto do escritor argentino Julio Cortázar, a peça traz um homem e uma mulher que relembram a casualidade de um encontro no metrô de uma grande cidade. A encenação é dividida em três planos: um para ele, um para ela e um com os dois juntos. Dialogando com o público, com si próprio ou entre eles, os personagens recapitulam os passos que os levaram até este encontro. Revelam, assim, medos e desejos que afligem as relações contemporâneas.

Crédito: DivulgaçãoUma das peças mais conhecidas e admiradas do dramaturgo inglês William Shakespeare ganha montagem pela Armazém Cia. de Teatro

Hamlet
CCSP – Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso)
Até 14 de outubro
Terças, quartas, quintas e domingos, às 20h; sextas e sábados, às 21h
R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

Clássico de Shakespeare, a peça narra a história do príncipe da Dinamarca, que decide matar o novo Rei (seu tio e padrasto), depois de ter visões em que seu pai afirma ter sido envenenado pelo próprio irmão. Hamlet se finge de louco para esconder seus planos e vai perdendo o controle sobre sua própria realidade no meio desse processo.

Crédito: Marcelo Almeida/DivulgaçãoEstrelada pela atriz Nena Inoue, peça é baseada em livro do uruguaio Eduardo Galeano

Para Não Morrer
SP Escola de Teatro – sede Roosevelt (Praça Franklin Roosevelt, 210 – Consolação)
Até 8 de outubro
Sextas, sábados e segundas, às 21h; domingos, às 19h
R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada)

A montagem traz uma mulher que se apropria da palavra no palco e passa a relembrar personagens, célebres ou anônimas, cujos atos são vistos hoje como resistência à opressão. As histórias contadas evocam temáticas femininas e feministas, atreladas a questões políticas e sociais ainda pertinentes à atualidade. Mais que uma homenagem, a encenação busca dar voz e manter vivas mulheres — negras, indígenas, mães, filhas e avós — violentadas, torturadas, assassinadas e, por fim, esquecidas.