‘Leopoldina, Independência e Morte’ revela a importância da imperatriz

Você sabia que Dona Leopoldina foi a primeira mulher a se tornar chefe de Estado do Brasil? E que ela foi decisiva para o processo de independência?

Até 29 de fevereiro de 2020

Sábado - Domingo

Às 17h. Classificação: 12 anos. Duração: 80 minutos.

O espetáculo girl power Leopoldina, Independência e Morte recupera a trajetória de Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena (1797-1826), a primeira imperatriz brasileira.

Ela foi tão importante para a História do Brasil quanto seu marido D. Pedro I, mas foi injustiçada e esquecida como tantas outras intelectuais.

Leopoldina e José Bonifácio
Crédito: Maíra Barillo/divulgaçãoLeopoldina, Independência e Morte reestreia no Teatro Petra Gold

A montagem teve como ponto de partida o ensaio de Maria Rita Kehl publicado no livro “Cartas de uma Imperatriz” (Estação Liberdade). A trama narra três diferentes momentos da vida da arquiduquesa austríaca, que teve um casamento arranjado com D. Pedro I e reinou ao lado dele entre os anos de 1817 e 1826.

São eles: o relato sobre as primeiras impressões do Brasil, quando a imperatriz acabara de chegar da Áustria; a conversa em que Leopoldina e José Bonifácio, seu principal aliado, analisam o complexo processo de independência do país; e o delírio nos últimos dias de vida da protagonista, no qual ela relaciona a sua vida, a sua época e os projetos então em disputa com os dias de hoje.

Atriz Sara Antunes e ator Plínio Soares
Crédito: Maíra Barillo/divulgaçãoA peça narra a três momentos na vida de Dona Leopoldina, cuja importância foi apagada pela História

Além de falar diversos idiomas, a imperatriz era botânica e mineralogista, e, entre os seus feitos, destaca-se a declaração de independência do país no dia 2 de setembro, feita no período em que atuava como regente interina enquanto o imperador viajava a São Paulo.

Para a atriz que interpreta Leopoldina, Sara Antunes, é difícil encontrar figuras femininas historicamente relevantes devido a um apagamento proposital da atuação das mulheres ao longo do tempo. Dirigida por Marcos Damigo, a peça tem justamente o objetivo de reparar essa injustiça da sociedade patriarcal.

O elenco fica completo com o ator Plínio Soares, que interpreta José Bonifácio, e com a musicista Ana Eliza Colomar, que toca ao vivo flauta transversal e violoncelo. O espetáculo estreou em 2018 em São Paulo e desde então já passou por Belo Horizonte e o próprio RJ. Vale à pena conferir!

Você assiste à “Leopoldina, Independência e Morte” no Teatro Petra Gold, entre os dias 7 e 29 de março, aos sábados e domingos, às 17h. Os ingressos custam R$60 (inteira) e R$30 (meia-entrada).

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