Exposição no Rio faz você sentir efeitos das mudanças climáticas

A mostra O DIA SEGUINTE é inteiramente gratuita e fica em cartaz de 10 de outubro a 10 de novembro na Cidade das Artes

Por: Redação Comunicar erro
Até
10
de novembro 2019
Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
3ª a 6ª feira (14h às 20h) | sábados, domingos e feriados (10h às 20h)

Você sabia que, apenas em 2018, 57 milhões de pessoas em todo o mundo sofreram os efeitos de quase 400 eventos climáticos extremos? Ou que, até 2011, mais de 79 milhões de pessoas podem ficar expostas a inundações? Estes dados preocupantes são projeções reais feitas por cientistas a partir do impacto atual das mudanças climáticas.

Embora as consequências da emergência climática já sejam sentidas em grande parte do mundo, a população ainda não tem dimensão de como será o mundo no futuro caso os países e a sociedade não tomem medidas urgentes para reverter esse panorama.

Pensando nisso, a exposição imersiva O DIA SEGUINTE, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, propõe aos visitantes de todas as idades que eles sintam na pele os efeitos das mudanças do clima e as consequências e oportunidades que elas oferecem para as cidades. A mostra tem entrada gratuita.

Em cartaz de 10 de outubro a 10 de novembro, a exposição apresenta um conjunto de espaços lúdicos, sensoriais e interativos que contam a história dos centros urbanos, as características da emergência climática e a necessidade de construir um novo futuro, mais sustentável.

homem em sala interativa da expoisção
Crédito: Anette AlencarA exposição O DIA SEGUINTE conduz o público por um caminho de mais de 700 metros quadrados

O DIA SEGUINTE leva o público a questionar todas as possibilidades de futuro para as cidade. O foco nos centros urbanos se justifica pelos números: apesar de ocuparem apenas 2% da superfície terrestre, elas concentram 80% do PIB Global e são responsáveis por cerca de 70% dos gases de efeito estufa global, consomem mais de 60% da energia gerada e produzem 2/3 do lixo do planeta.

Além disso, projeções das Nações Unidas mostram que, em 2050, 7 bilhões de pessoas viverão nesses espaços, o que demandará 35% mais alimentos, 40% mais água e 50% mais energia. Por isso, o futuro do planeta depende das soluções que as cidades encontrarem para estes problemas.

“As cidades são causa, sofrem as consequências e podem ser a solução para o enfrentamento realista e urgente das mudanças do clima. A ciência nos mostra que os eventos extremos podem se tornar frequentes. Como o assunto é complexo, desenvolvemos uma exposição sensorial e de imersão para demonstrar que o clima se relaciona diretamente a tudo o que nos importa: saúde, educação, igualdade de gênero, redução da desigualdade social, construção civil e infraestrutura. A palavra de ordem deve ser transformação, para cidades justas, inclusivas e sustentáveis”, afirma Felipe Lobo, da empresa carioca Na Boca do Lobo, co-criador da mostra.

QUAL A RELAÇÃO ENTRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SAÚDE MENTAL?

Anette Alencar
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Anette Alencar
Anette Alencar
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Como é a exposição

O DIA SEGUINTE conduz o público por um caminho de mais de 700 metros quadrados, divididos em dois andares na Cidade das Artes. São seis módulos, com propósitos interligados:

[Bem-Vindos AO Dia Seguinte] – Espaço de boas vindas do público, no qual será possível passear por um piso interativo que mostra o acúmulo de plástico nas cidades e calcular a pegada de carbono durante um ano, e o que isso significa em número de árvores maduras para o planeta.

[Des]Ordem – Uma sala escura cerca o público com projeções em painéis de LED de imagens reais e sensações chocantes e até desconfortáveis dos efeitos dos eventos climáticos extremos – ondas de frio, calor, furacões, inundações, destruição. Tudo o que já acontece, mas pode vir a se tornar um novo e desastroso “normal” nas cidades do mundo.

[Des]Humanidades – Quem são as vítimas de tanta destruição? Neste módulo, feito para sensibilizar, o público “conhece” pessoas reais que sofreram com a crise climática ao redor do globo. Um painel gigante e telas verticais ajudarão a contar as histórias dessas pessoas – que poderiam ser qualquer um de nós moradores de centros urbanos.

[Trans]Formação – Mas como chegamos a esse ponto? Animações combinadas em 2D e 3D contam a história da Terra, desde a Pangeia até hoje, e apresenta os impactos da ação humana sobre o planeta, até chegar às redes complexas que são as cidades atuais e as ameaças que pairam sobre elas com a emergência climática – além das oportunidades.

[In]Formativo – Para ajudar na compreensão, entre as salas do [Des]Humanidades e [Trans]Formação haverá um módulo de imersão, com painéis touch repletos de infografias interativas e jogos divertidos para que os visitantes se aprofundem mais no tema e possam antever tanto as previsões mais pessimistas dos cientistas para o futuro como visualizar os benefícios de adotarmos caminhos mais sustentáveis, além de soluções possíveis rumo a uma economia de baixo carbono. Cidades atuais que já são bons exemplos também ganham espaço, para mostrar que a transformação é viável.

[R]Evolução – O último módulo da exposição traz uma mensagem de esperança. Como será a cidade do futuro com que todos sonhamos? Torres de LED mostrarão espaços muito mais organizados, limpos e habitáveis (como, aliás, algumas cidades do mundo já são), com prédios de jardins verticais, telhados verdes, energias renováveis, transportes públicos eficientes e compartilhados, saneamento básico universal, microclima equilibrado e tecnologias. Bons exemplos existem para ser compartilhados.

Holografias, óculos de realidade virtual, telas touch, um grande painel interativo de colorir e brinquedos, como dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, complementam a experiência educativa e lúdica da exposição O DIA SEGUINTE, que é aberta para toda a família e terá todas as emissões de gases de efeito estufa compensadas pelo Amigo do Clima, desde sua concepção até a desmontagem.

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