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Exposição ‘Museu Nacional Vive’ exibe itens salvos no incêndio

CCBB Rio apresenta mais de cem peças resgatadas inteiras ou danificadas

Por: Redação | Comunicar erro
Até
29
de abril 2019
Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Das 9h às 21h

Em meio a tanta tragédia, uma boa notícia para quem está no Rio: o CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil) abre suas portas para a exposição “Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate”, que exibe uma centena de peças resgatadas do incêndio que destruiu o prédio principal da instituição em setembro do ano passado.

A mostra ocupa duas salas do segundo andar com cerca de 180 itens, entre eles 103 salvos das cinzas inteiros ou danificados. Os demais são os preservados, que estavam fora da área atingida ou emprestados. Até 29 de abril, você pode conferir toda essa riqueza sem pagar nada!

Crânio e mandíbula de jacaré-açú. Melanosuchus niger - Exposição 'Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate'
Crédito: Romulo Fialdini/DivulgaçãoExposição 'Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate' exibe itens resgatados no incêndio de 2018, como esse crânio de jacaré-açú
Meteorito Santa Luzia - Exposição 'Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate'
Crédito: Bernardo Oliveira/DivulgaçãoMeteorito Santa Luzia também faz parte do acervo da mostra em cartaz no CCBB
Harpia ou gavião-real - Exposição 'Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate'
Crédito: DivulgaçãoAnimais taxidermizados estão entre os mais de cem itens da exposição 'Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate'

A mostra contempla todas as áreas de pesquisa do Museu Nacional: Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Invertebrados e Vertebrados. No térreo, está o Meteorito Santa Luzia, descoberto antes de 1920 em Goiás. Já a sala do segundo andar apresenta a Arqueologia do Resgate, em que peças recuperadas guiam o percurso associadas a outras preservadas. Lá, o visitante encontra animais taxidermizados; crânios de rinoceronte, boto e pacamara; peixes, tartarugas, sapos e pouquíssimos insetos (foram muito afetados pelo incêndio); corais e mais.

O crânio de um jacaré-açu resgatado dos escombros é um dos destaques da exposição. Além dele, há outras peças recuperadas, como vasos, ânforas e lamparina romanos e etruscos, e peças mochica e chimú das coleções de D. Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina.

A publicação Météorito de Bendégo, de 1888, faz parte da Biblioteca, que não foi atingida, e também está exposta.  Do herbário, um dos cinco mais importantes do mundo, o público pode conferir amostras de plantas prensadas das coleções de D. João VI, D. Pedro I, Dom Pedro II, da Imperatriz Teresa Cristina, da Princesa Isabel e de grandes expedições estrangeiras ao Brasil, como a missão francesa.

Resultado de um trabalho coletivo de funcionários da instituição que teve o prédio destruído, a exposição “Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate” pode ser vista de quarta a segunda, das 9 às 21h.

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