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Exposição no CCBB SP explora hiper-realismo e realidade virtual

Obra "Mother and Child, de John de Andrea, selecionada para a exposição "50 Anos de Realismo", no CCBB
Até
14
de janeiro 2019
Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
De quarta a segunda, das 9h às 21h

Centro cultural

site: culturabancodobrasil.com.br

email: ccbbsp@bb.com.br

telefone: (11) 3113-3651 / (11) 3113-3649

Há obras de artistas de diversos lugares do mundo

Sabe aquelas pinturas e desenhos que são TÃO realistas que parecem uma fotografia? Esses trabalhos ligados ao hiper-realismo são o ponto de partida da nova exposição do CCBB SP: “50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual”, em cartaz entre 7 de novembro e 14 de janeiro de 2019.

Obra
Crédito: Divulgação - CCBB SPObra "Grade", de Hildebrando de Castro, na exposição "50 Anos de Realismo", no CCBB
scultura hiper-realista
Crédito: Divulgação - CCBB SPObra "Mother and Child, de John de Andrea, selecionada para a exposição "50 Anos de Realismo", no CCBB
Pintura
Crédito: Divulgação - CCBB SPPintura "Crystal Palace Reconstruction", de Ben Johnson, que pode ser vista no CCBB
Pintura
Crédito: Divulgação - CCBB SPPintura "Second Nature", de Andreas Nicolas Fischer, que pode ser vista no CCBB

Ao longo de todo espaço expositivo do CCBB, o público encontra cerca de 90 obras, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações interativas, feitas por 30 artistas de vários lugares do mundo. Um dos destaques é o trabalho hiper-realista de Giovani Caramello, conhecido como Ron Mueck brasileiro. O público encontra uma grande escultura dele logo no saguão de entrada do centro cultural, além de outros trabalhos ao longo do espaço.

Tereza Arruda, curadora da exposição, sugere que os visitantes iniciem a visita pelo 4º andar, onde estão as obras dos primeiros pintores a se dedicarem ao foto e e ao hiper-realismo. Há, por exemplo, artistas que participarem da “Documenta” de Kassel em 1972, pioneira em dar visibilidade a essa tendência no campo internacional.

Um dos destaques do 4º andar é o inglês John Salt, que mudou-se para os Estados Unidos na década de 1960 e passou a retratrar em suas pinturas as paisagens suburbanas ou parcialmente rurais do país, como carros abandonados e trailers dilapidados. Neste setor também estão as obras a óleo e aquarelas do norte-americano Ralph Goings (1928 – 2016), que retratam caminhonetes, restaurantes populares e naturezas-mortas de produtos triviais, como embalagens de ketchup e mostarda .

No 3º e no 2º andares, os trabalhos estão divididos em quatro temas: paisagem e paisagem urbana, retrato e natureza-morta. Espere encontrar as pinturas em grandes dimensões baseadas em espaços arquitetônicos e urbanos do britânico Ben Johnson, as paisagens naturais da inglesa Raphaella Spence e as representações geométricas inspiradas em fachadas de prédios modernistas do recifense Hildebrando de Castro.

Neste espaço há também obras tridimensionais de escultores do hiper-realismo que mostram representações do corpo humano. Além do trabalho do Giovani Caramello, único brasileiro na exposição dedicado a este estilo, há esculturas do dinamarquês Peter Land, que explora, de maneira humorística e burlesca, padrões humanos de comportamento, com os quais o espectador pode se identificar, notadamente em representações bizarras.

Por fim, no 1º andar e no subsolo estão as artes que exploram a realidade virtual. Neste setor, destacam-se o japonês Akihiko Taniguchi, que desenvolve modelos detalhados em 3-D de espaços do cotidiano e os insere na realidade virtual de sua obra; e a brasileira Regina Silveira, que explora mídias distintas em uma mesma obra, sendo precursora em trabalhos com vídeo, fotografia, colagem, xerox e postais. Na exposição, apresenta uma animação digital.

No dia 7 de novembro , às 19h, o CCBB São Paulo realiza um bate-papo gratuito sobre realismo na contemporaneidade aberto ao público. Participam Tereza de Arruda (curadora), Bianca Kennedy, Fiona Valentine Thomann, Hildebrando de Castro, Rafael Carneiro, Regina Silveira, Ricardo Cinalli, The Swan Collective (artistas) e Maggie Bollaert (consultora).

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Autor: Por: Redação