Exposição polêmica e censurada ‘Queermuseu’ chega ao Rio

Com entrada gratuita, exposição no Parque Lage explora a expressão e identidade de gênero, a diversidade e a diferença na arte brasileira

Por: Redação

Até 16 de setembro de 2018

Segunda a sexta, das 12h às 20h

Sábado, domingo e feriados, das 10h às 17h

Grátis

Depois de ser censurada e cancelada em Porto Alegre, a polêmica exposição Queermuseu: Cartografias da Diferença na Arte Brasileira desembarca no Rio! Até o dia 16 de setembro, o público pode conferir, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 223 obras que exploram a expressão e identidade de gênero, a diversidade e a diferença na arte brasileira, com entrada gratuita.

Nas Cavalariças, estão reunidos trabalhos de 84 artistas reconhecidos, como Adriana Varejão, Alair Gomes, Alfredo Volpi, Cândido Portinari, Efrain Almeida, Guignard, Leonilson, Lygia Clark, Pedro Américo, Sidney Amaral e Yuri Firmeza. O curador, Gaudêncio Fidelis, reuniu obras que percorrem um arco histórico de meados do século XX até a atualidade.

Debates, feira e música

Em paralelo à mostra, a EAV promove o Fórum Queermuseu, com curadoria de Ulisses Carrilho. As mesas públicas estão programadas para acontecer sempre às terças, quintas e sábados, durante toda a temporada. Entre os temas, estão: “A Judicialização da Arte”, “Crenças e Manifestações Religiosas’, “O Caso Queermuseu: Entre a Liberdade e a Censura”, “Arte e Política”, “Teoria Queer” e “Fake News”.

A exposição conta ainda com apresentações musicais em todos os finais de semana, além de uma edição da Feira Tijuana de Arte Impressaa primeira feira de livros de artista organizada no Brasil.

Sem censura

A reabertura da “Queermuseu” foi viabilizada através de uma campanha de financiamento coletivo, que arrecadou mais de R$ 1 milhão. Iniciativas históricas, como um show de Caetano Veloso contra a censura, impulsionaram o movimento.

No Rio, a EAV Parque Lage não impedirá o acesso de crianças à exposição. Um aviso foi destacado na entrada, informando que a mostra “contém imagens que podem estar em desacordo com determinadas crenças, sensibilidades ou visões de mundo”. É recomendando que pais ou responsáveis “tenham isso em mente antes de decidir sobre o ingresso de seus filhos e/ou aqueles que estejam sob sua guarda”.

As obras podem ser vistas de segunda a sexta, das 12h às 20h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. 

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