Exposição ‘VAIVÉM’ explora relação entre redes de descanso e a cultura

Olha que irado: a mostra leva ao CCBB Rio de Janeiro 350 obras de 141 artistas - sendo 32 deles indígenas!

Por: Redação
Até
17
de fevereiro 2020
Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
das 9h às 21h

Já parou para pensar que aquela rede de descanso em que você adora deitar tem muito mais a dizer do que realmente parece? Não? Pois o CCBB Rio de Janeiro apresenta a mostra “VAIVÉM”, que investiga as relações entre as redes de dormir e a construção da identidade nacional.

Crédito: Foto: Edson Kumasaka - divulgação“Série As Transformações do Criador Temerõ e Seu Irmão Gêmeo Laposié que Falam do Algodão na Nossa Cosmologia” (2019), de Yermollay Caripoune

Criadas por diferentes povos originários ameríndios, a rede passou a ser associada de maneira direta com o território brasileiro e a noção de brasilidade, e a exposição conta com obras de coleções públicas e privadas, algumas especialmente criadas para o projeto, que refletem sobre as permanências, rupturas e resistências na representação e nos usos das redes de dormir na arte e na cultura visual brasileiras.

Com curadoria do historiador da arte Raphael Fonseca, a exposição reúne 350 obras em diferentes suportes feitas por 141 artistas – sendo 32 indígenas – desde o século 16 até os nossos dias. Tem pintura, fotografia, vídeos, escultura, instalação, cerâmica e muito mais.

EXPOSIÇÃO ‘EGITO ANTIGO’ TEM ESTÁTUAS, SARCÓFAGOS E ATÉ MÚMIA!

As obras estão divididas por seis eixos temáticos: “Resistências e permanências”, “A rede como escultura, a escultura como rede”, “Olhar para o outro, olhar para si”, “Disseminações: entre o público e o privado”, “Modernidades: espaços para a preguiça” e “Invenções do Nordeste”.

Gravura "Mario de Andrade na Rede 1930"
Crédito: Coleção de Artes Visuais do Instituto de Estudos Brasileiros da USP - divulgaçãoGravura “Mario de Andrade na Rede 1930”, de Lasar Segall, é um dos destaques da VAIVÉM

Entre os artistas que tiveram seus trabalhos expostos na mostra estão Arissana Pataxó, Hélio Oticica, o coletivo Opavivará!, Tunga, Claudia Andujar, Bispo do Rosário, Tarsila do Amaral, Debret, Rugendas, Bené Fonteles, Ernesto Neto, Denilson Baniwa, Dalton Paula, Luiz Braga e outras feras.

Um dos destaques é a instalação interativa “Rede Social”, do coletivo carioca Opavivará!, montada do foyer do CCBB Rio, na qual o público pode deitar em oito redes costuradas umas às outras, com chocalhos presos a elas.

Você ainda tem a oportunidade de conhecer o trabalho de artistas indígenas como Carmézia Emiliano, que retrata em suas pinturas o cotidiano da etnia Macuxi, ou Jaider Esbell, que criou para a exposição a instalação “A capitiana conta a nossa história”, uma rede de couro que carrega textos e documentos sobe a discussão das áreas indígenas em Roraima.

quadro da exposição VAIVÉM
"Ditado na Rede Universal" (2017), de Jaider Esbell Makunaimî, é outro destaque da exposiçãoFoto: Edson Kumasaka - divulgação
fotografia de Bené Fonteles
"Série Ninhos" (1988), de Bené Fonteles, é parte da VAIVÉMBené Fonteles - divulgação
ilustração de Denilson Baniwa
"O antropólogo moderno já nasceu antigo", de Denilson Baniwa Denilson Baniwa - divulgação
"Nepũ Arquepũ (“Rede Macaco”) de Duhigó (2019), é exibida na VAIVÉMFoto: Edson Kumasaka - divulgação
"La siesta" (1850), de RugendasFoto: Edson Kumasaka - divulgação
quado de DJanira
"Descansando na Rede" (1975), de Djanira é uma das obras da VAIVÉMFoto: Edson Kumasaka - divulgação

Já o coletivo MAHKU (Movimento dos Artistas Huni Kuin), do Acre, criou uma pintura mural que faz referência ao canto Yube Nawa Aibu, para trazer força e abrir os caminhos em cerimônias tradicionais.

A mostra “VAIVÉM” fica em cartaz entre 27 de novembro e 17 de fevereiro de 2020 e pode ser visitada de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h. E a entrada é 0800!

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