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#DicaCatraca: festival de cinema exibe filmes sobre deficiência

São 16 produções premiadas de países como Bielorrússia, Espanha, França, Mianmar, Brasil e Tailândia

Por: Redação
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Até 14 de abril de 2021

Segunda - Terça - Quarta - Sábado - Domingo

Duas sessões de filmes por dia, às 15h e 17h, seguidas de debate, às 19h

Muitas salas de cinema permanecem fechadas, mas os cinéfilos estão cheios de opções de eventos e plataformas de streaming para aproveitar em casa, com toda a segurança e conforto. Uma das atrações imperdíveis é o Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência, que ganha uma versão online entre os dias 10 e 14 de abril.

Assim Vivemos
Crédito: ReproduçãoA vida da artista Judith Scott é retratada no longa “O Que Tem Debaixo do Seu Chapéu? “

Saca só essa programação: 16 filmes são exibidos gratuitamente, em sessões às 15h e às 17h, seguidas por bate-papos às 19h. Se você perdeu algum horário, não se preocupe: após a primeira exibição, as produções ficam disponíveis até o último dia do festival.

Não sabe por onde começar? Cada dia é norteado por um tema e os escolhidos desse ano são “Arte e Diversidade”, “Escola e Vida Independente”, “Vida Amorosa e Autonomia” e “Autismo e Neurodiversidade”.

O público tem acesso a curtas, médias e longas-metragens premiados da Bielorrússia, do Brasil, do Canadá, da Espanha, da França, do Irã, de Israel, de Moçambique, de Mianmar, da Rússia e da Tailândia. Para conferir tudo, é só acessar o site do Assim Vivemos.

Festival Assim Vivemos
Crédito: ReproduçãoA atriz e cadeirante Mona Rikumbi é retratada no filme “Mona”

Um dos destaques é o curta brasileiro “Mona” (2019) de Lucca Messer. Na trama, em 2017, Mona se torna a primeira mulher negra cadeirante a se apresentar no Teatro Municipal de São Paulo. Quebrando barreiras no mundo da dança, ela também representa a superação de preconceitos cotidianos contra pessoas negras na maior cidade da América do Sul.

Interessados no universo do teatro também podem gostar do média-metragem bielorrusso “Quem É O Último?” (2018), de Siarhei Isakov. O público acompanha um projeto teatral no qual crianças com e sem autismo atuam juntas no palco, mostrando como os professores trabalham e como conseguem unir crianças com diferentes necessidades emocionais, físicas e mentais.

Festival Assim Vivemos
Crédito: Reprodução“Quem É O Último?” é um dos destaques do evento

Direto de “Mianmar”, o curta “Uma Menina em 10 x 10” (2017), de Mai May Sakarwah, Mary e Yu Par Mo Mo, conta a história de Ngu Wah Hlaing, que foi abandonada por sua mãe quando era um bebê e é recusada nas escolas por causa de sua deficiência. Ela foi adotada por uma monja e seu filho transgênero, que a amam.

O representante espanhol do Festival Assim Vivemos é o longa “O Que Tem Debaixo do Seu Chapéu?” (2006), de Lola Barrera e Iñaki Peñafiel. A narrativa explora a história de Judith Scott (1943-2005), que hoje é uma artista conhecida, com trabalhos exibidos em galerias do mundo todo – mas que passou muitos anos isolada por conta da Síndrome de Down.

Por não falar, aos sete anos ela foi considerada incapacitada, com “alto grau de retardo mental”, o que a levou a ser separada da sua família. Ninguém percebera que ela era surda até os seus 40 anos de idade. Por isso, passou a maior parte da vida esquecida, internada em instituições. Sua irmã gêmea, que não é portadora de deficiência, decidiu remontar sua história.

Gostou? Ainda tem muito mais! Não deixe de acompanhar a programação completa do festival.

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