Festival Contemporâneo de Dança apresenta espetáculos gringos inéditos

Vai ter muita dança no Sesc Avenida Paulista e no Itaú Cultural!

Por: Redação
Até
10
de novembro 2019
Quarta - Quinta - Sábado - Domingo
Confira os horários na programação

A 12ª edição do Festival Contemporâneo de Dança vem com tudo em novembro e apresenta duas potentes obras coreográficas internacionais: a coreógrafa e dançarina Ligia Lewis com o inédito “minor matter” e Panaibra Gabriel Canda em “Tempo e Espaço: Os Solos da Marrabenta” .

Em tempos cada vez mais adversos para as artes e para toda a diversidade da vida no Brasil, o festival apresenta trabalhos criados por coreógrafos de países e contextos que investigam em seus corpos práticas sensíveis de partilha e formas de resistência e reinvenção.

Ligia Lewis e Panaibra Gabriel Canda realizam obras que ativam os afetos, provocam encontros que possibilitam os deslocamentos, as transformações, desestabilizando os lugares fixos. Ambas as obras partilham experiências plenas de vitalidade questionadora, alargando parâmetros para as artes contemporâneas.

A coreógrafa e dançarina Ligia Lewis apresenta pela primeira vez no Brasil seu trabalho para o Festival Contemporâneo de Dança. Premiado em 2017 com o importante Bessie Award para produção de excelência, “minor matter” é a segunda parte de uma trilogia onde Lewis recorre à cor vermelha, explorando a raiva e o amor.

Espetáculo “minor matter”, de Ligia Lewis
Crédito: Julieta CervantesEm “minor matter” dois dispositivos discursivos estão em jogo – blackness e a caixa preta. Neste trabalho, Lewis recorre à cor vermelha para materializar pensamentos entre amor e raiva
  • EM ‘EU DE VOCÊ’, DENISE FRAGA INTERPRETA HISTÓRIAS REAIS

“minor matter” coloca em jogo dois dispositivos discursivos: blackness e a caixa preta. Criando uma lógica de interdependência entre as partes do teatro – som, luz, imagem e arquitetura – e os corpos dos performers, Lewis faz emergir múltiplos sentidos, onde cada “matéria menor” importa dando vida a uma materialidade poética e social vibrante.

Uma poética da dissonância, a partir da qual surgem questões de representação, apresentação, abstração e limites da significação. O espetáculo acontece nos dias 9 e 10 de novembro, no Sesc Avenida Paulista.

Panaibra Gabriel Canda, um dos precursores da dança contemporânea em Moçambique, vem questionador em “Tempo e Espaço: Os Solos da Marrabenta”, no Festival Contemporâneo de Dança.

As indagações do artista com o espetáculo pairam sobre o conceito de identidade como algo fixo e estável, desconstruindo representações de um corpo “puro” africano, em particular o corpo moçambicano.

Tempo e Espaço: Os Solos da Marrabenta Panaibra Gabriel Canda (Moçambique)
Crédito: Divulgação“Tempo e Espaço: Os Solos da Marrabenta” investiga identidade desmontando a ideia de corpo colonizado, descontruindo as representações culturais de um corpo considerado “puro” africano, em particular do corpo moçambicano

O coreógrafo explora um corpo plural, pós-colonial, contemporâneo que se relacionou com ideais de nacionalismo, modernidade, socialismo e liberdade de expressão, seu próprio corpo.

Após a apresentação de Panaibra Canda, o Coletivo ERER + realiza uma conversa com o coreógrafo aberta ao público. O espetáculo e o bate-papo acontecem nos dias 6 e 7 de novembro, no Itaú Cultural.

O Festival Contemporâneo de Dança segue nos dias 9 e 10, no Sesc Avenida Paulista. Exceto o evento do Sesc, que tem ingressos até R$ 40, toda programação é gratuita.

  • Confira a programação:

“Tempo e Espaço: Os Solos da Marrabenta” – Panaibra Gabriel Canda
Data: 6 e 7 de novembro, às 20h
Local: Itaú Cultural
Entrada gratuita

“minor matter”- Ligia Lewis
Data: 9 e 10 de novembro. Sábado, às 21h; domingo, às 18h
Local: Sesc Avenida Paulista
Ingresso: R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia-entrada); R$ 12 (credencial plena).

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