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Festival de teatro lusófono no Sesc reúne peças de seis países

Espetáculos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal são exibidos nos Sescs Vila Mariana, Santo Amaro e Campo Limpo

Por: Redação
Até
18
de outubro 2018
Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Diversos horários

Buscando uma maior aproximação entre os países falantes de português, a atriz Arieta Corrêa e o produtor Pedro Santos criaram o Festival Yesu Luso – Teatro em Língua Portuguesa, evento que chega à terceira edição no Sesc. Este ano, o evento acontece entre os dias 8 e 18 de novembro nos Sescs Vila Mariana (Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana), Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro) e Campo Limpo (Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 – Campo Limpo), com ingressos custando até R$ 20.

Um ator e uma atriz em cena em um fundo preto
O espetáculo "A Linha" é o representante de Macau no festival de teatro lusófono Yesu Luso Divulgação - Festival Yesy Luso
Close de atriz em cena tocando sanfona
O espetáculo "Os Cadernos de Kindzu" é o representante brasileiro no festival de teatro lusófono Yesu LusoDaniel Barboza - Divulgação - Festival Yesu Luso
Um ator no palco com um violino em cena
O espetáculo "Esquizofrenia" é o representante de Cabo Verde no festival de teatro lusófono Yesu LusoDivulgação - Festival Yesu Luso
Ator em cena agachado, com uma luz vermelha incidindo sobre ele
O espetáculo "Nos Tempos de Gungunhana" é o representante moçambicano no festival de teatro lusófono Yesu LusoMargareth Leite - Divulgação - Festival Yesu Luso
Close de ator segurando um coco com as mãos para cima
"A Casa de Bernarda Aba" é o represente português do festival de teatro lusófono Yesu LusiMario Rainha - Divulgação - Festival Yesu Luso

Nesta terceira edição, o festival de teatro lusófono apresenta seis espetáculos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Macau, Moçambique e Portugal. As produções traçam paralelos entre essas nações, revelando sociedades complexas, com traços violentos, preconceituosos e repressores.

O representante de Angola é uma peça criada especialmente para a mostra. “A Última Viagem do Príncipe Perfeito”, do Grupo Elinga Teatro, narra histórias de pessoas que viajam entre Lisboa e Luanda em 1975, a bordo do navio Príncipe Perfeito (apelido do rei D. João II de Portugal). Algumas dessas figuras são um estudante que decide regressar convencido de que terá papel decisivo na revolução em curso em seu país, uma mulher que perde todas as ilusões e luta para reencontrar um lar, um clandestino de todas as viagens que fez na vida e um casal que descobre que os sentimentos nunca morrem. As sessões acontecem no dia 15 de novembro, às 18h, e 16, às 20h30, no Sesc Vila Mariana.

Outra montagem desenvolvida para o festival é “A Linha”, uma parceria entre a prestigiada Associação de Representação Teatral Hiu Kok e a Macao Artfusion. O espetáculo de Macau, falado em português e mandarim, é livremente inspirado no livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago. Ao longo da cena, os pastores Hon e Maria entram em conflito por causa da cegueira gerada pelo sentimento de posse sobre um território. As sessões acontecem no dia 17 de novembro, às 20h, e no dia 18, às 18h, no Sesc Santo Amaro.

Diretamente de Portugal, a Companhia João Garcia Miguel revisita o texto do espanhol Federico García Lorca (1898-1936), “A Casa de Bernarda Alba”.  A montagem reflete sobre o aumento do isolamento criado pelas instituições no mundo contemporâneo. Na história, a matriarca Bernarda Alba mantém uma vigilância intensa em suas cinco filhas, Angústias, Madalena, Martírio, Amélia e Adela, que vivem trancafiadas em casa. As sessões acontecem dias 8, 9 e 10 de novembro, às 20h, e no dia 11, às 18h, no Sesc Santo Amaro.

No espetáculo cabo-verdiano, 0 grupo Craq’ Otchod contribui para a minimização dos estigmas sociais que existem em relação à esquizofrenia. O espetáculo “Esquizofrenia” revela que os paradigmas da saúde mental modificaram o seu lema de “isolar” para “conhecer e tratar”. As sessões acontecem no dia 10 de novembro, às 19h, e no dia 11, às 18h, no Sesc Campo Limpo.

O diretor Klemente Tsamba, de Moçambique, traz para o Brasil a obra “Nos Tempos de Gungunhana”. A peça fala sonre um guerreiro da tribo tsonga chamado Umbangananamani, que foi casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Eles não tiveram filhos, embora tenham tentado muito. Este é o mote que dá início ao grande “karingana”, ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro, que muito rapidamente se vai se transformar em uma sequência de outros pequenos karinganas. As sessões acontecem nos dia 17 de novembro, às 19h, e no dia 18h, às 18h, no Sesc Campo Limpo.

O representante brasileiro também tem uma ligação com Moçambique, mais especialmente com o livro “Terra Sonâmbula”, do escritor moçambicano Mia Couto. “Os Cadernos de Kindzu”, baseado no romance, do Amok Teatro, conta a trajetória do jovem Kindzu, que, para fugir das atrocidades de uma devastadora guerra civil, deixa sua vila e parte para uma viagem iniciática.

No Festival Yesu Luso também tem uma roda de conversas com os dramaturgos José Mena Abrantes (Portugal), Dione Carlos (Brasil) e João Garcia Miguel (Portugal), no dia 14 de novembro, às 20h, no Sesc Vila Mariana; uma oficina sobre processo pedagógico de criação, com o João Garcia Miguel; e um ciclo de leituras dramáticas com o Coletivo de Heterônimos.

Confira a programação completa no site do Sesc.

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