‘Festival Mix Brasil’ exalta a diversidade com mega programação!

28ª edição do evento tem cinema, teatro, música, literatura, artes plásticas, bate-papos e muito mais

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Até 22 de novembro de 2020

Todos os dias

24h

Vocês acharam que ficaríamos sem “Festival Mix Brasil” neste ano? De forma alguma! Este que é dos maiores eventos culturais de celebração à diversidade e à comunidade LGBTQIA+ na América Latina chega à sua 28ª edição entre os dias 11 e 22 de novembro, com muito cinema, teatro, música, artes plásticas, literatura, bate-papos e mais!

A maior parte da programação é online e pode ser conferida direto por esta plataforma, mas algumas atividades acontecem presencialmente no Centro Cultural da Diversidade, no Cinesesc e em outros espaços de SP.

Festival Mix Brasil 2020
Crédito: DivulgaçãoTem muito cinema, teatro, música, artes visuais e mais no “Festival Mix Brasil”

A grande homenageada deste ano é a drag queen Marcia Pantera, criadora do movimento Bate-cabelo e destaque em vários filmes nacionais. Ela recebe dos organizadores o tradicional prêmio Ícone Mix.

E, para abrir esta festança multicolorida, você assiste à uma cerimônia totalmente virtual com direito a pocket show da cantora Linn da Quebrada, seguido da exibição do premiado – e inédito no Brasil – filme argentino “As Mil e Uma” (2020), de Clarice Nava, uma história de ternura e amor entre duas mulheres em um ambiente hostil.

A trama se passa na periferia da cidade de Corrientes e narra o encontro e atração imediata entre Iris e Renata, que tem um passado difícil. Para viver seu primeiro amor, Iris terá que superar os próprios medos e inseguranças.

Cineminha, bebê!

Como cinema é sempre um dos pontos mais altos do “Festival Mix Brasil”, neste ano a coisa não poderia ser diferente! A programação tem 101 filmes, entre longas e curtas-metragens, de 24 países, divididos em vários programas e exibidos nas plataformas Sesc Digital, Spcine Play e Innsaei.

Fique ligade! Alguns filmes têm horários específicos de exibição, outros ficam disponíveis durante todo o festival e há, ainda, aqueles com sessão presencial no Cinesesc. Consulte aqui a programação e se planeje para não perder nadinha!

Para quem curte um cineminha nacional, a dica são nove longas que disputam pelo troféu Coelho de Ouro. Entre esses títulos, está “Meu Nome É Bagdá” (2020), de Caru Alves de Souza, a história de uma adolescente de 17 anos que vive na Freguesia do Ó e passa seu tempo com um grupo de meninos skatistas do bairro. Quando Bagdá conhece outras meninas skatistas, sua vida muda.

Outro destaque é o documentário “Vil, Má” (2020), de Gustavo Vinagre, que retrata a senhora Wilma Azevedo, uma escritora de contos eróticos e dominatrix de 74 anos. Mas ela também é Edivina Ribeiro, uma jornalista, mãe de três filhos, religiosa e esposa. Qual das personagens criou a outra?

Você também PRECISA assistir ao documentário “Para Onde Voam as Feiticeiras” (2018), de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral. No filme, um grupo de artistas LGTBQIA+ sai às ruas de São Paulo para desconstruir, com talento e humor, todos os conceitos preestabelecidos. A rua torna-se, assim, um território de lutas, onde a convivência entre pessoas de vários grupos sociais cria uma polifonia singular entre ficção e realidade, que também dá voz aos transeuntes.

Já a mostra internacional exibe 20 longas inéditos no Brasil, que se destacaram nos principais festivais de cinema do mundo – como Cannes, Sundance, Toronto, Berlim e Veneza.

Uma das produções dessa seleção é a canadense “Drag Kid” (2019), de Megan Wennberg, sobre crianças que se identificam como drag queens, como Jason, de 11 anos de idade. Ele vive no meio do Cinturão Bíblico dos Estados Unidos, onde o protestantismo conservador predomina.

Já o sueco “Sempre Amber” (2020), de Lia Hietala e Hannah Reinikainen, apresenta Amber, um jovem queer de 17 anos que está em pleno processo de construção de sua identidade. Ele compartilha seus sonhos, festas e novas amizades com seu amigo Sebastian, mas quando o protagonista se apaixona por Charlie, seu mundo utópico será desafiado.

Quer mais dicas?

Você vai se acabar de tanto dançar com a programação de shows super empoderados do “Festival Mix Brasil”! Além do hip-hop de Linn da Quebrada, curta o pop soul do cantor Martte, a música preta da multi-instrumentista e cantora Bia Ferreira e as boas vibrações do pop de Jaloo.

Para quem ama teatro, o festival separou seis textos inéditos, apresentados presencialmente no Centro Cultural da Diversidade e transmitidos pelo site do evento e pelo YouTube. Os artistas concorrem aos prêmios Coelho de Ouro (do júri) e Coelho de Prata (do público).

Entre as peças, destacam-se “Wonder! Vem pra Barra Pesada”, de Rafael Carvalho, inspirada na trajetória da artista, performer e militante Claudia Wonder; “Meta-Me – um Dossiê de Ode ao  Júbilo”,  um solo de  Bruno Canabarro sobre amor próprio e paixão homoerótica; e “O Armário Normando”, com direção e performance de Janaina Leite e André Medeiros Martins, sobre as manifestações da pornografia.

O “Festival Mix Brasil” ainda tem um monte de bate-papos sobre temas relevantes para a comunidade LGBTQIA+, literatura, atividades de formação, o tradicional Show do Gongo, uma exposição de fotos impressas em lambe-lambes na Vila Itororó e muito mais.

Curtiu? Clique aqui para conferir a programação completa do evento.

Poder para todes! Olha estes outros programinhas super empoderados:

Agência Fática

Em parceria com Agência Fática

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