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Girl Power: 10 atrações para se sentir empoderada em São Paulo

Por: Catraca Livre

Quer refletir sobre temáticas femininas ou simplesmente fazer programas culturais que coloquem a mulher em primeiro plano? O Catraca Livre separou algumas atrações especiais para você. Na lista, shows, exposições, bate-papo, festa e festival de cinema mostram todo o potencial girl power da cidade.

Bora conferir as dicas?

Música

  • Rock de qualidade, sim
    Sesc Pompeia: Minas no Front
    De 21 a 23 de junho, às 21h30
    Rua Clélia, 93 Água Branca
    Ingressos: R$ 20 (inteira), R$ 10 (meia) e R$ 6 (credencial plena)

O festival, que acontece na Comedoria, busca valorizar as mulheres que estão nos palcos, na equipe técnica ou na produção cultural. Seis bandas de rock apresentam seus sons junto com uma DJ. Na quinta, dia 21, os grupos são Dominatrix e Cora, com discotecagem de Camila Mazzini. Na sexta, dia 22, é a vez de Miêta e Rakta, com discotecagem de Amanda Buttler. No sábado, dia 23, Ema Stoned e My Magical Glowing Lens dividem o palco, com discotecagem de Lu Riot.

Sucesso na cena pop brasileira da década de 1990, a cantora Deborah Blando apresenta um show para relembrar alguns dos hits que marcaram sua carreira, como “Unicamente”, tema da novela “A Indomada” (1997); “Innocence”, de “Perigosas Peruas” (1992) e sua versão de “Decadance Avec Elegance”, de Lobão, que foi trilha de “Deus Nos Acuda” (1992). Além disso, mostrará aos fãs suas canções mais recentes e lançará o videoclipe de seu novo single, “One Truth”.

Deborah Blando lança videoclipe de “One Truth” no Paris 6 Burlesque
  • Exposições
    Teve mulher fazendo arte abstrata

    Pinacoteca: Hilma af Klint: Mundos Possíveis
    Até 16 de julho
    Ingressos: R$ 6 (inteira), R$ 3 (meia), gratuito aos sábados, crianças com menos de 10 anos e adultos com mais de 60 não pagam. De quarta a segunda, das 10h às 17h30

As obras da pintora sueca Hilma af Klint (1862-1944) estão, pela primeira vez na América Latina, em uma mostra individual. Frequentadora da Real Academia de Belas Artes, ela começou a ser reconhecida como pioneira no campo da arte abstrata.

Influenciada pelos movimentos espirituais Rosa-cruz, Teosofia e Antroposofia, ela integrou o “As cinco”, grupo artístico composto por artistas mulheres que acreditavam ser conduzidas por espíritos elevados que desejavam se comunicar por meio de imagens e já experimentavam desde o final do século 19 a escrita e o desenho automático, antecipando as estratégias surrealistas em mais de 30 anos.

Obra “Cat. 85, The Ten Largest, Nº 3, Youth, Group IV, 1907” integra exposição de Hilma af Klint na Pinacoteca

A exposição faz um recorte na produção da suíça radicada no Brasil Mira Schendel (1919-1988), trazendo 20 pinturas produzidas entre os anos 1960 e 1980. A artista nasceu em Milão, Itália, onde estudou arte e filosofia. Mudou-se para São Paulo em 1953 e logo se envolveu no vibrante meio intelectual e cultural da cidade. Desenvolveu uma linguagem visual influenciada pela abstração, física quântica e fenomenologia, passando pelo Budismo Zen e experiências de deslocamento.

Obra “Sarrafo”, de 1987, integra exposição de Mira Schendel na galeria Bergamin & Gomide
  • Teatro
    Conhecendo uma figura histórica

    CCBB SP: “Leopoldina, Independência e Morte”
    Até 21 de junho
    Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
    Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), segunda, quarta, quinta, sexta e sábado às 20h; domingo às 18h
    * Não haverá sessão no dia 17 de junho devido ao jogo da Copa do Mundo da Rússia
    Sessões extras: dias 16 e 21 de junho, às 17h

A peça teve como ponto de partida o ensaio de Maria Rita Kehl publicado no livro “Cartas de uma Imperatriz” (Estação Liberdade). A ideia é explorar esta figura tão emblemática para a história do Brasil, mas que foi injustiçada por D. Pedro I. Além de falar diversos idiomas, a imperatriz era botânica e mineralogista, e, entre os seus feitos, destaca-se a declaração de independência do país no dia 2 de setembro, feita no período em que atuava como Regente Interina de Dom Pedro I.

Para a atriz que interpreta Leopoldina, Sara Antunes, é difícil encontrar figuras femininas historicamente relevantes devido a um apagamento proposital da atuação das mulheres ao longo do tempo. O espetáculo dirigido por Marcos Damigo tem o objetivo de mudar esse cenário.

Aproveitando o tema, o CCBB SP também promove a exibição do documentário  “Dona Leopoldina, da Áustria para o Trono do Brasil”, dirigido por Dimas de Oliveira Junior entre 14 e 18 de junho, com sessões às 15h e às 19h30 na quinta, na sexta e na segunda e às 14h e às 18h30 no sábado e no domingo.

“Leopoldina, Independência e Morte” fica em cartaz no CCBB SP até 21 de junho

O espetáculo fala sobre resiliência e conflitos femininos. No enredo, uma dona de casa, uma servidora sexual e uma intelectual passam por reviravoltas em suas vidas, abordando, com muita irreverência as vantagens e desvantagens de não serem princesas, nem escravas, mas mulheres.

Dramaturgicamente, a peça é apresentada como um Teatro de Cabaré, em que três atrizes performers, cantoras e dançarinas (Christiane Tricerri, Angela Dippe e Rachel Ripani), fazem monólogos que se entrecruzam. Trata-se de uma comédia rasgada com uma crítica social que destaca o protagonismo feminino. A direção é de Cacá Rosset e o texto é de Humberto Robles.

Peça “Nem princesas, nem escravas” fica em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso até 9 de julho

É um cabaré totalmente idealizado, produzido e executado por mulheres. Um espaço de resistência, fortalecimento, troca e visibilidade para toda e qualquer artista. Um cortejo sai às 18h do Metrô Palmeiras-Barra Funda e segue para a Lona da UNESP. Alguns números possuem conteúdo sexual, mas crianças acompanhadas de seus responsáveis são bem-vindas. A edição desse mês tem até quentão!

Organizada pelo Centro Cultural Artemis, a tradicional festa feita de mulheres para mulheres terá foodtruck vegano, cerveja gelada e presença das DJS Isabella Porto e Carolina Ribeiro. A proposta é celebrar, conhecer, se relacionar, dançar, se divertir, curtir, conversar, rir e fazer o que quiser sem nenhuma opressão. E aproveitando o clima de festa junina terá até correio elegante!

Companheiras de diversos campos da arte trocam experiências e propõem sínteses sobre a cultura em SP. A conversa tem participação de Fernanda Azevedo (teatro – Kiwi Cia de Teatro), -Luana Hansen (musica, hip-hop), MagMagrela (grafite),  Ciça Coutinho (Dança- Cia Sansacroma), Amina Jorge (cinema) e mediação de Isa Penna. Além do diálogo, o encontro tem intervenção do Cabaré Feminista de Elaine Guimarães.

A primeira edição do Festival Internacional de Mulheres no Cinema busca a equidade de gênero na indústria cinematográfica. Com programas especiais, mostras competitivas e ações de formação, o evento apresenta um bom panorama de realizadoras brasileiras e estrangeiras, como Helena Ignez, Paula Gaitán, Helena Solberg, Beth Formaggini, Lucia Murat, Naomi Kawase, María Novaro e Léonor Serraille. A curadoria é de Beth Sá Freire, Juliana Vicente e Andrea Cals e a realização é da Casa Redonda e da Associação Cultural Kinoforum.

Alguns dos destaques são o documentário “Chega de Fiu Fiu”, de Amanda Kamanchek e Fernanda Frazão, que aborda a campanha contra o assédio sexual em espaços públicos; “Tesoros”, de María Novaro, exibido na Berlinale em 2017, que ressalta a importância de se cuidar do meio-ambiente, contando a história de um grupo de crianças que acreditam poder encontrar um tesouro escondido por um pirata na costa de Guerrero há quatro séculos; e “SLAM: Voz de Levante”, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva, que retrata os campeonatos performáticos de poesia falada, acompanhando a poetisa negra e feminista Luz Ribeiro, campeã brasileira de 2016, até a Copa do Mundo da modalidade em Paris.

  • Que tal mais uma dica de peça? Confira: