ADIADA: MASP recebe mostra especial de Tisha Brown e Oiticica

Considerando o cenário de combate ao COVID-19, o MASP estará fechado ao público por tempo indeterminado. Leia o comunicado oficial:

Por: Redação

“No contexto de escalada do COVID-19 no Brasil e seguindo as recomendações do Governo do Estado de São Paulo, a partir do dia 17.3, terça-feira, o MASP estará fechado para visitação por tempo indeterminado, visando preservar a saúde e segurança de seus visitantes e colaboradores.

As exposições “Hélio Oiticica: a dança na minha experiência”, “Trisha Brown: coreografar a vida” e “Sala de vídeo: Babette Mangolte”, que abririam dia 20.3, serão adiadas até o museu retomar suas atividades.”

Confira mais informações no site oficial do MASP.

As exposições “Hélio Oiticica: a dança na minha experiência”, “Trisha Brown: coreografar a vida” e “Sala de vídeo: Babette Mangolte”, que abririam dia 20.3, serão adiadas até o museu retomar suas atividades.

Em 20 de março, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) dá início ao ciclo de “Histórias da dança” com Trisha Brown, na exposição “Coreografar a vida” e Hélio Oiticica com a mostra “A dança na minha experiência”.

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Crédito: ReproduçãoAmbos os artistas ganham, pela primeira vez, mostras individuais

Com curadoria de André Mesquita, “Coreografar a vida” é a primeira mostra individual da coreógrafa e dançarina norte-americana Trisha Brown (1936-2017) no Brasil e reúne cerca de 160 trabalhos, incluindo fotos, desenhos e vídeos.

Dentro do Ciclo de Dança do MASP, a mostra é dividida em oito núcleos pensados a partir do vocabulário e dos ciclos de trabalho de Trisha: Corpo democrático, Contra a gravidade, Transmitir os Gestos, Acumulações, Diagrama em Movimento, Impulso Contraditório, Máquinas de Dança, Desenhar, Performar.

Trisha fez parte de uma geração de artistas que, liderados por Anna Halprin (1920), contribuiu, por exemplo, para introdução de corpos não habituais na dança, criação de peças como manifestos políticos realizados nas ruas, utilização da improvisação como prática e ferramenta compositiva, utilização da fala e da voz como parte da dança e criação de peças para lugares não tradicionais.

A mostra busca apontar as complexas relações entre dança e artes visuais, exibindo em simultâneo os desenhos com as imagens de suas coreografias. Estarão reunidos trabalhos fundamentais no percurso da artista e que enfatizam o aspecto inovador de sua produção.

Já “A dança na minha experiência” apresenta, dentro do Ciclo de Dança do MASP, a relação entre a produção de Hélio Oiticica (1937-1980) e a dança, a música, o ritmo e a cultura popular brasileira. A exposição é uma parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), que recebe a mostra entre julho e outubro deste ano.

Com curadoria de Adriano Pedrosa e Tomás Toledo, a exposição apresenta uma ampla seleção de Parangolés, incluindo cópias de exposições que poderão ser usadas pelo público. Além disso, outros trabalhos serão reunidos sob a perspectiva da dança e do ritmo, apresentando uma trajetória que culminará no Parangolé, compondo uma espécie de genealogia deste trabalho radical com a apresentação de obras das séries Metaesquemas, Relevos espaciais, Núcleos e Bólides.

Vale lembrar que no mês que marca quarenta anos da morte de Hélio Oiticica (1937-1980), um dos mais importantes nomes da arte brasileira, o MASP realiza, pela primeira vez, uma exposição individual do artista.

Ambas as exposições que dão início ao Ciclo da Dança do MASP ficam em cartaz de 20 de março a 7 de junho, de quarta a domingo, das 10h às 18h; e às terças, das 10h às 20h. Os ingressos para o museu custam até R$ 45 (compre online aqui) e às terças a entrada é gratuita!

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#DicaCatraca: sabemos que existem casos de Coronavírus confirmados em SP, então aproveite o evento com consciência, lave as mãos sempre, use álcool gel, e ao tossir ou espirrar, use o antebraço para cobrir a boca 😉