Tarsila e Lina dão sequência às mostras feministas do MASP

Tarsila do Amaral_Operários, 1933_Óleo sobre tela, 150 x 205 cm_Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo
Até
28
de julho 2019
Quarta a sexta, das 10h às 19h
Terça, sábado e domingo, das 10h às 20h

Museu

site: www.masp.art.br

email: atendimento@masp.art.br

telefone: (11) 3149-5959

Por: Redação | Comunicar erro

Lina Bo Bardi e Tarsila do Amaral dão sequência ao ciclo 'Histórias das mulheres, histórias feministas', eixo temático da programação do MASP em 2019

Dando sequência ao ciclo “Histórias das mulheres, histórias feministas”, eixo temático que guia a programação do MASP ao longo de 2019, o museu recebe duas grandes exposições a partir de abril: “Tarsila popular“, sobre a artista que foi figura central do modernismo brasileiro e “Lina Bo Bardi: habitat“, mostra que gira em torno dos projetos fundamentais da carreira da arquiteta que projetou um dos maiores vão livres do mundo.

fachada do masp
Crédito: Eduardo Ortega - divulgaçãoEm 2019, programação do Masp será pautada pelo ciclo “Histórias das Mulheres, Histórias Feministas”

“Tarsila popular” tem curadoria de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, e reúne cerca de 120 obras da artista, entre pinturas e desenhos. O “popular” do título refere-se tanto ao recorte da obra de Tarsila, pelos curadores, como ao programa de revisão da produção de nomes centrais do modernismo brasileiro, empreendido pela atual direção artística do MASP.

Em 2016, por exemplo, o museu realizou Portinari popular, uma seleção de trabalhos de Candido Portinari (1903-1962) relacionados com a cultura popular brasileira. Assim como Portinari, a obra de Tarsila está na base da construção de uma identidade nacional nas artes, ao lado de nomes como Lasar Segall (1891-1957) e Anita Malfatti (1889-1964).

Operários, 1933
Óleo sobre tela, 150 x 205 cm
Crédito: Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São PauloOperários, 1933 Óleo sobre tela, 150 x 205 cm
Morro da Favela, 1924 Óleo sobre tela, 63,5 x 75,5 cm Coleção particular, Rio de Janeiro
Crédito: Jaime AcioliMorro da Favela, 1924 Óleo sobre tela, 63,5 x 75,5 cm Coleção particular, Rio de Janeiro

Sem abdicar por completo da matriz modernista europeia e formal da qual fez parte, Tarsila voltou-se para personagens, temas e narrativas ligados ao popular no Brasil. Esse aspecto se manifestou em diversos trabalhos, como é possível observar em suas cenas de Carnaval, favelas e feiras ao ar livre, além da relação de sua obra com a religiosidade e, ainda, com as lendas populares e indígenas — caso das obras “A cuca” (1924), “Abaporu” (1928) e “Batizado de Macunaíma” (1956).

Paralela à “Tarsila popular”, o MASP apresenta a amplitude produtiva e de pensamento de “Lina Bo Bardi: Habitat”, mostra acompanhada do mais completo catálogo já produzido sobre a obra e o legado da arquiteta. O habitat do título diz respeito também ao mergulho empreendido pela arquiteta no contexto brasileiro, que procurou entender antes de aplicar aqui as ideias modernistas trazidas da Itália.

A mostra é divida em três capítulos. O primeiro deles, “O Habitat de Lina Bo Bardi”, conta com os quinze primeiros exemplares da revista. A revista falava de arte popular, de mobiliário, da educação como transformação social e política, e de sua visão de arte, não eurocêntrica ou estadunidense. No catálogo, esse capítulo é complementado por textos de Lina publicados em outros veículos — prolífica, a arquiteta também produziu um grande volume de escritos.

“Repensando o museu”, a segunda parte, revê o envolvimento de Lina com o MASP desde a sede da 7 de Abril, dos Diários Associados, grupo de mídia do empresário e mecenas Assis Chateaubriand, fundador do MASP, com destaque para o edifício-sede da avenida Paulista e sua radical pinacoteca com cavaletes de vidro. O capítulo repassa ainda a experiência da arquiteta na Bahia, onde criou o Museu de Arte Moderna (MAM-BA) nos escombros de um incendiado Teatro Castro Alves, e o Museu de Arte Popular do Solar do Unhão, edifício cuja escada, feita à maneira dos encaixes de carros de boi, se imortalizou na história da arquitetura brasileira.

Lina Bo Bardi_Estudo preliminar – esculturas praticáveis do belvedere Museu de Arte Trianon, 1968_Nanquim e aquarela sobre papel, 56,3 x 76,5 cm_
Crédito: Acervo MASP, doação Instituto Lina Bo e P.Lina Bo Bardi_Estudo preliminar – esculturas praticáveis do belvedere Museu de Arte Trianon, 1968_Nanquim e aquarela sobre papel, 56,3 x 76,5 cm_

A parte final da mostra e do livro, “Da Casa de Vidro à Cabana”, trata da trajetória de Lina como projetista. Sua trajetória se inicia com uma influência mais acentuada do modernismo europeu, com projetos como o da Casa de Vidro, sua primeira obra construída e sua residência até a morte, e com o passar do tempo agrega referências da cultura popular brasileira e das técnicas vernaculares de construção, características que podem ser observadas em projetos como a Casa Valéria Cirell, a Igreja Espírito Santo do Serrado e o SESC Pompéia, um de seus principais projetos.

Ambas as mostras do ciclo “Histórias das mulheres, histórias feministas” ficam abertas até 28 de julho, de quarta a sexta, das 10h às 19h, e às terças, sábados e domingo das 10h às 20h. A entrada no MASP custa até R$ 40, e tem entrada gratuita todas as terças.

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Tags: #Agenda São Paulo #Arte #Arte moderna #artes visuais #entrada franca #feminismo #feminista #Masp #Museu #Tarsila do Amaral
Autor: Por: Redação
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