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MAM SP celebra a arte indígena contemporânea em mostra inédita

Gratuita, a exposição “Moquém_Surarî" apresenta trabalhos de 34 artistas de diversos povos

Por: Redação
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Até 28 de novembro de 2021

Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo

Das 10h às 18h

Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência não informados pelo próprio organizador do evento

O MAM SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo) exibe a mostra “Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea” de 4 de setembro a 28 de novembro. É possível conferir, gratuitamente, pinturas, esculturas e obras em outros suportes de 34 artistas de vários povos. Basta reservar o ingresso neste link.

arte indígena contemporânea, Jaider Esbell
Crédito: Divulgação/ Assessoria de Imprensa a4&holofote comunicaçãoObra do artista Jaider Esbell, que também é o curador da exposição

Entre os destaques estão os trabalhos do Makuxi Jaider Esbell, que também é o curador da mostra; criações do líder indígena, escritor e filósofo Ailton Krenak; tecelagens de Bernaldina José Pedro; esculturas de Dalzira Xakriabá e Nei Xakriabá e muito mais.

“Moquém_Surarî” leva ao MAM SP traduções visuais das cosmovisões e narrativas dos artistas que pertencem aos povos Baniwa, Guarani Mbya, Huni Kuin, Krenak, Karipuna, Lakota, Makuxi, Marubo, Pataxó, Patamona, Taurepang, Tapirapé, Tikmũ’ũn_Maxakali, Tukano, Wapichana, Xakriabá, Xirixana e Yanomami.

Sueli Maxakali, Tartaruga
Crédito: Sueli Maxakali/ Assessoria de Imprensa a4&holofote comunicação“Tartaruga”, série Yãmiy/homem-espírito (2009), obra da fotografa Sueli Maxakali

Nessa seleção poderosa, há tanto nomes já conhecidos no mercado da arte quanto artistas desconhecidos (mestres das práticas xamânicas e pajés). Há também obras de roraimenses que tratam de temas políticos e territoriais.

Elisclésio Makuxi, arte indígena contemporânea
Crédito: Divulgação/ Assessoria de Imprensa a4&holofote comunicaçãoObra sem título (2020), do artista Elisclésio Makuxi

O título da exposição – “Moquém_Surarî” – fala sobre a troca e a transformação de conhecimento por diferentes tempos. Segundo Jaider Esbell, um dos objetivos da curadoria é apresentar ao público outras histórias da arte, sem tentar encaixar a arte indígena em uma narrativa ocidentalizada.

“Moquém” é uma ferramenta milenar utilizada pelos povos indígenas para conservar alimentos. Entre os Makuxi, existe a lenda da transformação do “moquém” em uma mulher que subiu aos céus à procura de seu dono. No céu, “Surarî” virou a constelação responsável por trazer chuva.

A mostra conta com uma série de depoimentos em vídeo de artistas de Roraima. Todo esse material fica disponível nas redes sociais do museu.

Também estão programadas oficinas e lives com os artistas sobre assuntos como arte e xamanismo, povos indígenas e a história da arte e a força das mulheres indígenas.

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