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Masp e Instituto Tomie Ohtake recebem ‘Histórias Afro-Atlânticas’

"Merengue" (1937), de Jaime Colson, é destaque no Masp
Até
21
de outubro 2018
Domingo - Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado
No Masp, de terça-feira a domingo, das 10h às 18h, e às quintas, das 10h às 20h. No Instituto Tomie Ohtake, de terça a domingo, das 11h às 20h.

Cidade

Megaexposição reúne mais de 400 obras, de 210 artistas nacionais e internacionais, cobrindo cinco séculos de arte

Consideradas duas das principais instituições culturais da cidade, o Masp – Museu de Arte de São Paulo e o Instituto Tomie Ohtake uniram-se para realizar a megaexposição “Histórias Afro-Atlânticas”, que exibe mais de 400 obras, de 210 artistas nacionais e internacionais, sobre os “fluxos e refluxos” da escravidão dos povos atlânticos – termo derivado do fotógrafo Pierre Verger.

A mostra ocupa duas salas do Instituto Tomie Ohtake (localizado na rua Coropés, 88, Pinheiros), entre 1º de julho e 21 de outubro, com visitação de terça-feira a domingo, das 11h às 20h, e entrada Catraca Livre. Já no Masp (localizado na avenida Paulista,1578, Bela Vista), a exposição ocupa todos os espaços expositivos temporários entre 29 de junho e 21 de outubro, com visitação de terça a domingo, das 10h às 18h, e às quintas, das 10h às 20h, e ingressos vendidos por até R$35 (exceto às terças, quando a entrada é gratuita).

Obra
Crédito: Mariano Hernandez - divulgação"Merengue" (1937), de Jaime Colson, é destaque no Masp
Crédito: John Lee, Nationalmuseet, Danmark"Negro Woman with Child" (1641), de Albert Eckhout, é destaque no Masp
Obra
Crédito: National Gallery of JamaicaConversation (1981), de Barrington Watson, é destaque no Masp
Obra
Crédito: Romulo Fialdini - divulgaçãoObra "Amnésia" (2015), de Flávio Cerqueira, é destaque no Masp
Obra Gene (1970), de Mallica “Kapo” Reynolds
Crédito: Franz Marzouca - divulgação"Gene" (1970), de Mallica “Kapo” Reynolds, é destaque no Masp
The Secret of England's Greatness' (Queen Victoria presenting a Bible in the Audience) (1863), de Thomas Jones Barker
Crédito: National Portrait Gallery - divulgação"The Secret of England's Greatness (Queen Victoria presenting a Bible in the Audience)" (1863), de Thomas Jones Barker, é destaque no Masp
Obra
Crédito: Hank Willis Thomas - divulgaçãoObra "What Goes Without Saying" (2012), de Hank Willis Thomas, é destaque no Masp
Obra
Crédito: Paul Mellon Collection - divulgaçãoObra "A Mother with her Son and a Pony", de Agostino Brunias, é destaque no Masp

Com curadoria de Adriano Pedrosa, Lilia Schwarcz, Ayrson Heráclito, Hélio Menezes e Tomás Toledo (curador assistente), a megaexposição cobre cinco séculos de história da arte africana, europeia, latino-americana, norte-americana e caribenha, com artistas de diferentes estéticas e escolas.

As obras incluem pinturas, desenhos, esculturas, filmes, vídeos, instalações, fotografias, documentos e publicações de arte. Esses materiais vêm não só do acervo do Masp e outras instituições brasileiras, mas de empréstimos em vários museus, com destaque para Metropolitan Museum (EUA), National Gallery of Art (EUA), Victoria and Albert Museum (Inglaterra), Museo Nacional de Bellas Artes de La Habana (Cuba), National Gallery of Jamaica (Jamaica), Musée du quai Branly (França), National Gallery of Denmark (Dinamarca), entre outros.

Obra
Crédito: Acervo do Masp - divulgação"O negro Cipião" (1866/68), de Paul Cézanne, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Obra de Pierre Verger
Crédito: Acervo do Masp - divulgaçãoD. Maria Bibiana do Espírito Santo, mãe do terreiro Axé Opó Afonjá (1950), de Pierre Verger, é destaque no Tomie Ohtake
Série
Crédito: divulgaçãoSérie Na Lona, Rio de Janeiro (1987-2002), de Rogério Reis, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Obra
Crédito: Jaime Acioli - divulgaçãoCostumes Brasileiros (1840), de Joaquim Lopes de Barros, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Obra
Crédito: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil - divulgaçãoSouvenirs d'un aveugle, voyage autor du monde (1839), de Jean Jacques Arago, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Obra
Crédito: Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil - divulgaçãoNegro fujão (1832), de Frederico Guilherme Briggs, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Cartaz
Crédito: divulgaçãoCartaz "CRIOULO fugido: desde o dia 18 de outubro de 1854"
Foto Mãe e bebe Kalunga do portfólio Quilombola Tradições e Cultura da Resistência (2005), de Andre Cypriano
Crédito: André Cypriano - divulgaçãoMãe e bebe Kalunga do portfólio Quilombola Tradições e Cultura da Resistência (2005), de Andre Cypriano, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Vídeo “Apagamento #1 - Cabula” (2017), de Tiago Sant’Anna
Crédito: Tiago Sant’Anna - divulgaçãoVídeo “Apagamento #1 - Cabula” (2017), de Tiago Sant’Anna, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Vídeo “Apagamento #1 - Cabula” (2017), de Tiago Sant’Anna
Crédito: Tiago Sant’Anna - divulgaçãoVídeo “Apagamento #1 - Cabula” (2017), de Tiago Sant’Anna, é destaque no Instituto Tomie Ohtake
Outros Carnavais: A greve dos Garis Cariocas (2015), de Mídia Ninja
Crédito: Mídia Ninja - divulgaçãoOutros Carnavais: A greve dos Garis Cariocas (2015), de Mídia Ninja, é destaque no Instituto Tomie Ohtake

Alguns artistas em destaques são Emiliano Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Paul Cézanne, Arthur Bispo do Rosário, Pierre Verger, Abdias do Nascimento, Cícero Dias, Jacob Lawrence, Jaime Lauriano, Jean-Baptiste Debret, Andy Warhol, Joshua Reynolds, Kara Walker, Loïs Mailou Jones, Emory Douglas, Ernest Mancoba, Faith Ringgold, Frans Post, Gerard Sekoto, Rubem Valentim, Sıdney Amaral, Titus Kaphar, Toyin Odutola, Uche Okeke e Wilfredo Lam.

A exposição inédita surgiu como desdobramento da mostra “Histórias Mestiças”, realizada pelo Instituto Tomie Ohtake em 2014, com curadoria de Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz.

Outra motivação para a mostra é a História do próprio Brasil, que completou 130 anos da abolição da escravidão em maio deste ano. O país foi o último a acabar com a escravidão e recebeu 46% dos africanos escravizados ao longo de 300 anos.

Núcleos temáticos

As mais de 400 obras da mostra estão organizadas a partir de vários núcleos temáticos, que podem ser visitados em qualquer ordem, sem qualquer recomendação.

No Instituto Tomie Ohtake, o visitante encontra os núcleos “Emancipações”, que mostra como a certeza da sonhada liberdade manteve-se firme mesmo durante toda a escravidão; e “Ativismos e Resistências”, com obras sobre a resistência à dominação, as lutas por direitos civis, o combate ao racismo e as contra narrativas de empoderamento e formação de espaços de sociabilidade negra.

Já o Masp tem os núcleos “Mapas e Margens”, sobre o trânsito entre a África, as Américas e o Caribe; “Cotidianos”, sobre a vida em diferentes contextos históricos antes e depois da escravidão; “Ritos e Ritos”, sobre as várias manifestações com influência da matriz africana (samba, carnaval, merengue, religiões, etc); “Retratos”, com representações de negros e negras em diferentes períodos históricos; “Modernismos Afro-Atlânticos”, com obras de artistas modernistas africanos, brasileiros, cubanos e norte-americanos; e “Rotas e Transes: África, Jamaica, Bahia”, com os temas transe, religiões, rastafari, hipismo e psicodelismo.

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Autor: Por: Redação