Últimas notícias:

Loading...

Saiba antes: MASP inicia ambicioso projeto de expansão

Iniciativa transforma um dos cartões-postais da cidade em uma das mais modernas infraestruturas museológicas da América Latina! Veja como:

Por: Redação

Para se manter a altura de uma metrópole super moderna e com mais de 12 milhões de habitantes, o MASP encara uma grande transformação. Até janeiro de 2024, esse que é um dos cartões-postais da cidade vai passar pela maior expansão física da sua história, tornando-se uma das mais modernas infraestruturas museológicas da América Latina!

MASP expansão
Crédito: Divulgação/ Assessoria de Imprensa FSB ComunicaçãoObras de expansão do MASP garantem um museu ainda mais moderno

Com essas obras, o edifício assinado por Lina Bo Bardi (1914-1922) faz uma conexão subterrânea com um prédio de 14 andares, localizado no número 1510 da Avenida Paulista, composto por cinco galerias expositivas e duas multiuso, salas de aula, reserva técnica, laboratório de restauro, restaurante, loja e áreas para eventos.

Assim, o MASP não só consegue aumentar sua capacidade de visitantes como amplia – e muito! – as atividades realizadas ao longo de um ano.

O ambicioso projeto adiciona 6.945 m² à área do museu, totalizando 17.680m². E o impacto disso para o acervo é enorme, tendo em vista que, atualmente, apenas 1% das obras adquiridas pela instituição conseguem ficar expostas para o público. Com a expansão, o tradicional prédio com vão livre passa a abrigar esses itens, especialmente no subsolo.

MASP expansão
Crédito: Divulgação/ Assessoria de Imprensa FSB ComunicaçãoCafé e restaurante do novo MASP têm uma ampla vista

E olha que a coleção do MASP não para de crescer! O acervo conta com 11 mil obras, entre pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, considerando produções europeias, africanas, asiáticas e das Américas.

Assim, o papel das novas galerias é o de receber exposições temporárias de impacto. Aliás, duas mostras estão confirmadíssimas para a inauguração desse novo espaço: em 2024, acontece uma sobre o pintor anglo-irlandês Francis Bacon (1909-1992) e, em 2025, é o francês Claude Monet (1840-1926) quem tem o trabalho exibido no museu.

Instalações moderníssimas

O novo prédio recebe o nome de Pietro Maria Bardi que, além de marido da Lina, foi diretor artístico do MASP por 45 anos consecutivos. Já o  edifício histórico será nomeado como Lina Bo Bardi. É uma bela homenagem, não?

Como não poderia deixar de ser, as novas instalações do museu refletem o que há de mais moderno e tecnológico no universo museológico. Para começar, o empreendimento está repleto de soluções sustentáveis, o que garante a redução da pegada de carbono, assunto tão relevante para os dias de hoje.

novo edifício do Museu de Arte Assis Chateaubriand
Crédito: Divulgação/ Assessoria de Imprensa FSB ComunicaçãoOlha esse terraço incrível no novo MASP

Buscando reduzir o consumo de energia, por exemplo, foram encontradas duas soluções. Primeiramente, a iluminação será toda em LED. Em segundo lugar, a construção é revestida por uma malha metálica, cuja função é permitir a formação de uma camada de ar entre o edifício e a fachada externa, criando um microclima e reduzindo a sensação de calor. Dessa forma, alivia-se o sistema de ventilação.

Em relação a área técnica, o novo edifício comporta mais depósitos e docas, qualificando as instalações do museu. E, para a nova arquitetura não competir com o icônico projeto inicial da instituição, os pavimentos junto ao chão são totalmente transparentes, estabelecendo um diálogo com o vão livre.

Ao mesmo tempo, a chapa metálica que reveste os outros andares não inviabiliza a vista da paisagem e nem a entrada de luz natural.

bilheteria do novo Museu de Arte Assis Chateaubriand
Crédito: Divulgação/ Assessoria de Imprensa FSB ComunicaçãoCom projeto de expansão, bilheteria do MASP muda de lugar, liberando o vão livre para ocupação total do público

Outra mudança importante diz respeito à localização da bilheteria. Com o fim das obras, ela passa a ocupar o prédio Pietro Maria Bardi, de maneira que o vão livre seja usado apenas como uma grande praça pública, algo bastante defendido por Lina Bo Bardi.

Quem assina o projeto MASP em expansão é o arquiteto Júlio Neves (presidente do museu de 1995 a 2009) em parceria com o escritório METRO Arquitetos Associados, dos sócios Martin Corullon e Gustavo Cedroni, responsável pelas adaptações técnicas nos cavaletes de vidro desenvolvidos por Lina Bo Bardi e reinstalados em 2016, entre outras ações.

O custo dessa iniciativa é da ordem de R$ 180 milhões. E foi o público que tornou tudo isso possível, tendo em vista que o projeto será totalmente financiado por meio de doações de pessoas físicas, sem nenhum incentivo da Lei Rouanet.

Explore a cidade de São Paulo de muitas formas: