Mostra online ‘Brasil Cinema Agora!’ exibe filmes premiados

Seleção do Itaú Cultural reúne títulos que discutem temas socioculturais importantes para compreender nosso país

Até 01 de agosto de 2020

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Para os amantes de cinema, aqui vai uma dica imperdível: a mostra online “Brasil Cinema Agora!, que exibe no site do Itaú Cultural, entre os dias 18 de julho e 1º de agosto, quatro filmes brasileiros que foram premiados em festivais nacionais e internacionais.

Mostra Brasil Cinema Agora - filmes online
Crédito: Divulgação“Inferninho” (2018), de Guto Parente e Pedro Diógenes, é um dos destaques da mostra “Brasil Cinema Agora”

Esta é a chance de assistir àqueles longas incríveis que praticamente não tiveram espaço e tempo de circulação nas salas de cinema em nosso próprio país – e que, geralmente, você só encontra em mostras.

Saiba mais sobre os filmes que ganham exibição online:

A curadoria é assinada por Francesca Azzi, da Zeta Filmes, que priorizou aqueles títulos sobre temas socioculturais extremamente relevantes para compreendermos melhor o contexto atual brasileiro – como a cultura indígena, a intolerância religiosa, a sexualidade e os processos de subjetivação.

Arábia
Crédito: Divulgação“Arábia” (2017), de Affonso Uchôa e João Dumans, discute a precarização das relações de trabalho na mineração

Os cineastas mineiros Affonso Uchôa e João Dumans discutem a precarização das relações de trabalho na mineração em “Arábia” (2017), vencedor como melhor filme no 50º Festival de Brasília. Na trama, o jovem André encontra o diário do trabalhador Cristiano e conhece sua comovente história diante das mudanças sociais pelas quais o país passou nos últimos 10 anos.

Em “Azougue Nazaré” (2018), o diretor pernambucano Tiago Melo retrata acontecimentos fantásticos em uma cidade pequena perdida entre o Carnaval do Maracatu e a religião evangélica. O filme foi premiado no International Film Festival Rotterdam.

Enquanto os outros moradores desse lugarejo vivem suas tensões, desafios, sonhos e rituais fantásticos, Catita esconde de sua esposa que participa do Maracatu, pois sua companheira é fiel da igreja do Pastor Barachinha, um antigo mestre de maracatu convertido à igreja evangélica.

Outro destaque é “Inferninho” (2018), de Guto Parente e Pedro Diógenes, premiado no Festival Internacional de Cinema Queer, de Portugal.

No longa, conhecemos o amor entre Deusimar, dona do bar Inferninho (uma espécie de cabaré dos excluídos), e o marinheiro Jarbas, que acaba de chegar à cidade. Enquanto ela sonha abandonar tudo e viver em um lugar distante, ele quer fincar raízes naquele lugar.

“Chuva é cantoria na aldeia dos mortos” (2017), de João Salaviza e Renée Nader Messora, foi exibido em mais de 30 eventos internacionais e recebeu os prêmios de melhor obra de ficção no Festival de Cinema de Lima e especial do júri da seção “Un Certain Regard” em Cannes.

O longa dá voz aos indígenas da aldeia de Pedra Branca, no Tocantins, terra da etnia Krahô. O jovem Ihjãc, amedrontado com os feitiços de seu pajé e triste pela morte de seu pai, se recusa a se tornar xamã e foge para a cidade grande. Longe de seu povo e da própria cultura, ele enfrenta as dificuldades de ser um indígena neste Brasil contemporâneo.

Curtiu os filmes da mostra online “Brasil Cinema Agora”? Dá uma olhada nestas outras dicas:

Em parceria com Agência Fática

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