Mostra de arte negra reúne espetáculos de teatro e shows a R$10

Por: Redação | Comunicar erro

De 2 a 13 de agosto, o Teatro Francisco Nunes recebe uma programação dedicada à arte negra, com espetáculos de teatro, dança e música, por R$ 10. Aquilombô – Mostra de Artes Negra promove apresentações de terça a domingo, com ingressos vendidos na bilheteria do teatro ou pelo site.

O projeto nasceu da vontade de promover a diversidade, tanto da cena artística, quanto do público. Mais do que incentivar um encontro entre artistas negros, a mostra procura enaltecer as diversas identidades das pessoas que compõem a plateia. É hora de colorir o Chico Nunes!

A abertura do evento fica por conta do Grupo dos Dez, que reestreia em BH seu último espetáculo, “Madame Satã”. Aquilombô recebe também coletivos e artistas que trazem olhares diversos acerca da arte, dialogando com a ancestralidade e reivindicando nomes importantes da arte negra brasileira.

Confira a programação completa:

  • 2 de agosto | 20h

“Madame Satã” – Grupo dos Dez
Um espetáculo poético e político sobre a luta de invisíveis. “Madame Satã” se dedica à pesquisa de linguagem sobre o teatro musical e suas possibilidades. O grupo se vale da biografia de um dos mais peculiares personagens brasileiros para dialogar com questões que permeiam a critica contra a homofobia e o racismo.

  • 3 de agosto | 20h

“Memórias de Bitita – O Coração Que Não Silenciou” – Cia. Circo Teatro Olho da Rua e show com Pé de Amora
O espetáculo cênico/musical, livre adaptação da obra de Carolina Maria de Jesus, apresenta a força, a determinação, a generosidade e o lirismo contidos nos diários e composições musicais da autora. Negra, favelada e semianalfabeta, Carolina revela em seus textos uma mulher sensível, plenamente consciente de seu lugar e do papel que deveria ocupar: ser cronista de uma realidade onde nossa principal característica – ser humano – é sistematicamente ultrajada.

  • 4 de agosto | 20h

“Chão de Pequenos” – Companhia Negra de Teatro
Com direção de Tiago Gambogi e Zé Walter Albinati, o espetáculo é apenas o primeiro trabalho na trajetória da Companhia Negra de Teatro. Toda a dramaturgia é baseada em histórias reais, dentro de um intenso processo de pesquisa no qual foram realizadas entrevistas com várias famílias e pessoas que têm relação com o tema da adoção.

  • 5 de agosto | 20h

“Imune”
Show de Rodrigo Negão e Guilherme Ventura

  • 6 de agosto | 19h

“Eras” – Coletivo Negras Autoras
A peça é um show cênico musical com composições sobre as relações temporais e atemporais entre o universo da mulher negra e o que a rodeia na contemporaneidade. O espetáculo é a segunda criação com composições autorais do Coletivo Negras Autoras, grupo formado por mulheres negras, mutli-artistas, que encontram na arte a forma de descrever o percurso e o posicionamento da mulher negra ativa na sociedade.

  • 8 de agosto | 20h

“Kalundú” – Espetáculo de dança, com Benjamim Abras
Fragmentos de palavras, cânticos e dialetos antigos evocam, através da voz, a presentificação de um corpo permeado por outros corpos. O performer faz da voz a via de deslocamento destas corporeidades, gerando um espiral onde o encarnar da palavra assenta memórias de poéticas da diáspora afro-brasileira, silenciosamente resguardadas pela potência de suas fragilidades no jogo “lúdico” das mandingas populares.

  • 9 de agosto | 20h

“Louvação” – Rodrigo Jerônimo canta Gilberto Gil com Raphel Sales
O primeiro disco da carreira de Gilberto Gil completa 50 anos em 2017. Para prestar uma justa homenagem a essa importante obra, Rodrigo Jerônimo e Raphel Sales sobem ao palco do Francisco Nunes.

  • 10 de agosto | 20h

“O Grito do Outro – O Grito Meu!” – Cia. Espaço Preto e bate papo com Leda Maria Martins
“Onde estão os negros? Você os vê? Você os ouve? Quem é negro? Vozes que ecoam, gestos que se completam, histórias que se misturam”. Partindo dos lugares de fala dos próprios atores, o espetáculo aborda o racismo e a construção da identidade em um sociedade que se funda sobre o mito da democracia racial. A pesquisa, voltada para a dramaturgia negra e para a arte marginal, desenvolveu textos autorais e buscou, na musicalidade e corporalidade do hip hop, elementos para a construção cênica.

  • 11 de agosto | 20h

“Imune”
Show de Batuque Cello, Carla Gomes e Pêlos

  • 13 de agosto | 19h

“Imune”
Show de Maíra Baldaia e Alysson Salvador

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