Mostra apresenta criatividade da cinematografia africana

Mostra de Cinemas Africanos é exibida no Cinesesc

Por: Redação
Até
17
de julho 2019
Segunda - Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Confira a programação

Em sua quarta edição, a Mostra de Cinemas Africanos apresenta em São Paulo uma janela de exibição da cinematografia africana contemporânea no Brasil, com diversos títulos inéditos no país.

Com 24 filmes oriundos de 14 países do continente, a Mostra de Cinemas Africanos tem curadoria de Ana Camila e Beatriz Leal e pretende mostrar a explosão de riqueza, criatividade e diversidade na última década de uma cinematografia com um pouco mais de meio século de vida.

Crédito: ReproduçãoNa Mostra de Cinemas Africanos, “Kasala!”, da diretora Ema Edosio Deelen, é um exemplo da novíssima geração do cinema na Nigéria, que desafia a indústria conhecida como Nollywood com muita originalidade e frescor

Durante uma semana, o público pode conferir uma cuidadosa seleção de filmes africanos e afrodiaspóricos reconhecidos em grandes festivais e respaldados pela crítica e públicos internacionais.

A Mostra de Cinemas Africanos dá atenção especial à produção contemporânea. Ao total, são 14 longas e 9 curtas de ficção e um documentário projetados no CineSesc.

Um dos destaques entre os longas fica para “Cinco Dedos por Marselha” (“Five Fingers for Marseilles”, 2017), inédito no Brasil. O longa sul-africano, dirigido por Michael Matthews, é um autêntico western africano, com um visual impressionante e aclamado em diversos festivais no mundo.

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'Cinemas Africanos' oferece uma chance rara ao público brasileiro de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticas
'Cinemas Africanos' oferece uma chance rara ao público brasileiro de conhecer e discutir uma cinematografia vibrante e diversa em temáticas, paisagens e estéticasReprodução
O roteiro de
O roteiro de "Vaya" foi concebido a partir de histórias reais de pessoas em situação de rua em Joanesburgo, e traz um retrato realista desta cidade cheia de contrastesReprodução

“Vaya”, de Akin Omotoso (África do Sul, 2016) também está na lista. O filme acompanha a trajetória de três personagens que viajam a Joanesburgo com missões simples, mas acabam sendo tomados por situações difíceis e inesperadas.

A sessão especial de curtas conta com quatro filmes que abordam o universo afrofuturista:

  • “Pumzi”, de Wanuri Kahiu (Quênia, 2009)
  • “Afronautas”, de Nuotama Bodomo (Gana/EUA, 2014)
  • “Gagarine”, de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh (França, 2015)
  • “As Espadas”, de Cédric Ido (Burkina Faso, França, 2011)

A sessão é comentada pela pesquisadora Kênia Freitas, que tem em sua trajetória uma investigação muito interessante sobre as narrativas do afrofuturismo no cinema.

A maioria dos filmes é inédito no Brasil ou em São Paulo, o que faz da mostra uma chance rara de assistir a importantes produções que circularam em grandes festivais e talvez nunca cheguem ao circuito comercial do Brasil.

Na curadoria 2019 da mostra, chama atenção o protagonismo das mulheres realizadoras, onde 14 dos 24 filmes escolhidos são dirigidos por mulheres.

Confira na galera abaixo algumas das diretoras: 

Ema Edosio é uma artista e diretora de cinema. Seu longa de comédia, Kasala! está percorrendo o mundo nos festivais de cinema. Ema iniciou sua carreira de forma autodidata, ao acompanhar cineastas da indústria de cinema de Nollywood, na Nigéria. É formada em cinematografia e direção pela New York Film Academy e pelo Motion Pictures Institute of Michigan, nos Estados Unidos. Seu longa
Ema Edosio é uma artista e diretora de cinema. Seu longa de comédia, Kasala! está percorrendo o mundo nos festivais de cinema. Ema iniciou sua carreira de forma autodidata, ao acompanhar cineastas da indústria de cinema de Nollywood, na Nigéria. É formada em cinematografia e direção pela New York Film Academy e pelo Motion Pictures Institute of Michigan, nos Estados Unidos. Seu longa "Kasala!" está na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução
Hawa Essuman é cineasta e trabalhou com documentários e comerciais de TV antes de dirigir a série televisiva queniana Makutano Junction. Seu longa Soul Boy (2010) foi exibido em mais de 40 festivais de cinema ao redor do mundo. O documentário
Hawa Essuman é cineasta e trabalhou com documentários e comerciais de TV antes de dirigir a série televisiva queniana Makutano Junction. Seu longa Soul Boy (2010) foi exibido em mais de 40 festivais de cinema ao redor do mundo. O documentário "A Luta de Silas", que Hawa co-dirige com Anjali Nayar, está na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução
Philippa Ndisi-Herrmann, nascida em 1985 na Alemanha, é uma premiada artista alemã-queniana, dedica ao ofício da poesia, fotografia e cinema. Interessada em memória, espiritualidade e o ritmo do oceano, seu trabalho revela uma mistura de documentário autobiográfico e poesia. Seu documentário autobiográfico experimental
Philippa Ndisi-Herrmann, nascida em 1985 na Alemanha, é uma premiada artista alemã-queniana, dedica ao ofício da poesia, fotografia e cinema. Interessada em memória, espiritualidade e o ritmo do oceano, seu trabalho revela uma mistura de documentário autobiográfico e poesia. Seu documentário autobiográfico experimental "Lua Nova" está na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução
Nascida em Nairobi, Wanuri Kahiu realizou seis filmes, que foram exibidos em festivais em diversos locais do mundo e aclamados internacionalmente. É co-fundadora da Afrobubblegum, empresa de mídia que dá apoio e comissiona arte africana. Foi indicada ao TED Fellow em 2017 e líder cultural do World Economic Forum em 2018. É autora do livro infantil The Wooden Camel (O camelo de madeira, inédito no Brasil). Trabalha atualmente na pós-produção de seu novo longa e na pré do próximo filme que vai rodar, uma ficção científica ambientada em Nairobi. Seu longa
Nascida em Nairobi, Wanuri Kahiu realizou seis filmes, que foram exibidos em festivais em diversos locais do mundo e aclamados internacionalmente. É co-fundadora da Afrobubblegum, empresa de mídia que dá apoio e comissiona arte africana. Foi indicada ao TED Fellow em 2017 e líder cultural do World Economic Forum em 2018. É autora do livro infantil The Wooden Camel (O camelo de madeira, inédito no Brasil). Trabalha atualmente na pós-produção de seu novo longa e na pré do próximo filme que vai rodar, uma ficção científica ambientada em Nairobi. Seu longa "Rafiki" e seu curta "Pumzi" estão na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução
Meryem Benm’Barek nasceu em 1984 em Rabat, Marrocos. Dirigiu cinco curtas, dentre os quais Nor (2013) e Jennah (2014), com destaque para este último, selecionado para inúmeros festivais internacionais e considerado para uma submissão ao Oscar em 2015 por seu país.
Meryem Benm’Barek nasceu em 1984 em Rabat, Marrocos. Dirigiu cinco curtas, dentre os quais Nor (2013) e Jennah (2014), com destaque para este último, selecionado para inúmeros festivais internacionais e considerado para uma submissão ao Oscar em 2015 por seu país. "Sofia" é seu primeiro longa-metragem e está na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução
Diretora e roteirista gabonesa, Samantha Biffot estudou na Ecole Supérieur de Réalisation Audiovisuelle (Paris), de 2004 a 2007. Antes de voltar ao Gabão em 2010 para criar a Princesse M Productions (em Libreville), ela trabalhou em inúmeras produções em Paris. Seu documentário
Diretora e roteirista gabonesa, Samantha Biffot estudou na Ecole Supérieur de Réalisation Audiovisuelle (Paris), de 2004 a 2007. Antes de voltar ao Gabão em 2010 para criar a Princesse M Productions (em Libreville), ela trabalhou em inúmeras produções em Paris. Seu documentário "O Africano que Queria Voar" está na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução
Jenna Bass é diretora e roteirista sul-africana. Ame Quem Você Ama é seu primeiro longa, e é seguido de High Fantasy (2017) e Flatland (2019), um faroeste feminista que estreou no Berlinale. Jenna é um dos nomes mais criativos do cinema sul-africano contemporâneo. Seu primeiro longa,
Jenna Bass é diretora e roteirista sul-africana. Ame Quem Você Ama é seu primeiro longa, e é seguido de High Fantasy (2017) e Flatland (2019), um faroeste feminista que estreou no Berlinale. Jenna é um dos nomes mais criativos do cinema sul-africano contemporâneo. Seu primeiro longa, "Ame Quem Você Ama", está na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução
Sara CF Gouveia é uma jovem cineasta portuguesa, residente na África do Sul. Produziu e dirigiu curtas-metragens documentais, campanhas publicitárias internacionais e videoclipes musicais ao longo dos anos. Seu documentário média-metragem Mama Goema: The Cape Town Beat in Five Movements (2011) venceu prêmio de melhor documentário no TriContinental Film Festival de 2011 e foi exibido em festivais ao redor do mundo. Seu documentário
Sara CF Gouveia é uma jovem cineasta portuguesa, residente na África do Sul. Produziu e dirigiu curtas-metragens documentais, campanhas publicitárias internacionais e videoclipes musicais ao longo dos anos. Seu documentário média-metragem Mama Goema: The Cape Town Beat in Five Movements (2011) venceu prêmio de melhor documentário no TriContinental Film Festival de 2011 e foi exibido em festivais ao redor do mundo. Seu documentário "A Dança das Máscaras" está na programação da Mostra de Cinemas AfricanosReprodução

A programação se estabelece ainda como um evento itinerante que coloca o Brasil na rota de circulação dos cinemas produzidos na África e sua diáspora. O evento possibilita que o público brasileiro acompanhe anualmente os lançamentos da cinematografia do continente e que crie repertório sobre ela.

Nesta edição em São Paulo, a Mostra ganha um catálogo com apresentação dos filmes e debates com especialistas de renome internacional, sendo mais uma forma de incentivar a produção de conhecimento sobre um cinema inovador, original e com narrativas as mais diversas.

A Mostra de Cinemas Africanos fica em cartaz de 10 a 17 de julho, no CineSesc.

Toda a programação tem entrada gratuita e o horário dos filmes pode ser conferido neste link.

Uma homenagem à cultura afro-brasileira

Clique aqui e conheça o Museu Afro Brasil, espaço onde a perspectiva africana é exposta como a principal fonte na formação do patrimônio, identidade e cultura brasileira

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