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Mostra no CCBB explora relação das redes com a cultura brasileira

Nem só de descanso se faz uma rede e a exposição 'Vaivém' mostra a força cultural do objeto com 300 obras do século 16 até hoje

Por: Redação | Comunicar erro
Até
29
de julho 2019
Segunda - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Das 9h às 21h

Já parou para pensar que aquela rede de descanso que você adora deitar quando tá de férias na praia tem muito mais a dizer do que realmente parece? Não? Pois o CCBB SP apresenta a mostra “Vaivém” que pretende investigar as relações entre as redes de dormir e a construção da identidade nacional no Brasil.

Criadas por diferentes povos originários ameríndios, a rede passou a ser associada de maneira direta com o território brasileiro e a noção de brasilidade, e a exposição reúne cerca de 300 obras de coleções públicas e privadas, algumas especialmente criadas para o projeto, que refletem sobre as permanências, rupturas e resistências na representação e nos usos das redes de dormir na arte e na cultura visual brasileiras. Entre os artistas que expõe suas obras relacionadas ao objeto, datado em imagens desde o século XVI, 32 são indígenas, como Arissana Pataxó e Jaider Esbell.

Ana Miguel_sonho escrito na tinta de brasil no CCBB SP
Crédito: Wilton MontenegroAna Miguel_sonho escrito na tinta de brasil
Obra de Andre Komatsu e Marcelo Cidade
Crédito: Andre KomatsuObra de Andre Komatsu e Marcelo Cidade "O Peso do Regime"
Foto de Luiz Braga
Crédito: Acervo Banco ItauFoto de Luiz Braga "Barco em Santarem"
Instalação
Crédito: OpavivaráExposição quer mostrar que a rede é sim o lugar do prazer, mas ela é também o berço esplêndido da violência colonial
Obra de Adriana Aranha - sem título CCBB SP
Crédito: Coleção da ArtistaObra de Adriana Aranha - sem título

A exposição ocupa cinco andares do centro cultural e busca desconstruir o lugar que as redes ocupam no senso comum, associado à preguiça, à vadiagem e à tropicalidade. A exemplo disso estão a instalação “Cântico Guarani”, de Armando Queiroz, em que redes negras recolhidas pendem do teto do cofre do CCBB, e a obra “Berço com Crânios”, de Tunga, que pensa a rede como símbolo da morte.

Fotografia de Tunga "100 rede" CCBB SP
Crédito: Wilton MontenegroFotografia de Tunga “100 rede”

Para conferir de pertinho – e até deitar em algumas instalações abertas a experimentação público, basta comparecer ao Centro Cultural Banco do Brasil até 29 de julho. A mostra fica em cartaz de quarta a segunda, das 9h às 21h, e tem entrada gratuita.