Mostra no IMS SP apresenta fotos icônicas de Letizia Battaglia

Exposição reúne fotos dos conflitos que abalaram a cidade de Palermo nas décadas de 1970 e 1980

Por: Redação
Até
22
de setembro 2019
Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
Das 10h às 20h
Exceto às quintas, que o IMS fica aberto até às 22h

Está em cartaz no IMS SP a mostra “Letizia Battaglia: Palermo“, que apresenta icônicos registros da fotógrafa que usava sua câmera como instrumento de intervenção e de denúncia social das mazelas de Palermo, na Itália.

Desde 1971, quando começou a fotografar, a obra de Letizia Battaglia permanece estritamente ligada à cidade.

A prisão do feroz chefe mafioso Leoluca Bagarella, Palermo, 1979
Crédito: Letizia BattagliaA prisão do feroz chefe mafioso Leoluca Bagarella, Palermo, 1979

Como editora de fotografia do cotidiano L’Ora, a partir de 1974, documentou os conflitos que abalaram a cidade, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, na época mais violenta da “guerra da Máfia”.

Estas são imagens extremamente intensas, brutais, sem dúvida entre as suas fotografias mais conhecidas da fotógrafa.

Mas Battaglia documentou também a vida dos bairros pobres de Palermo, os movimentos políticos, o despertar de novos comportamentos sociais, produzindo imagens que se tornaram icônicas.

A força expressiva e a formalidade marcam suas fotos com uma assinatura inconfundível e a tornaram um dos nomes mais importantes da fotografia europeia de sua geração.

Crianças brincam com armas que receberam de presente dos pais em 2 de novembro, Dia de Finados, Palermo, 1986
Crianças brincam com armas que receberam de presente dos pais em 2 de novembro, Dia de Finados, Palermo, 1986Letizia Battaglia
Perto da igreja de Santa Chiara: brincando de assassino, Palermo, 1982
Perto da igreja de Santa Chiara: brincando de assassino, Palermo, 1982Letizia Battaglia
A festa acabou na praia de Arenella, Palermo, 1986
A festa acabou na praia de Arenella, Palermo, 1986Letizia Battaglia

Em 1985, quando recebeu o prêmio W. Eugene Smith for Humanistic Photography, estava engajada nos protestos contra a máfia e seus conluios com o poder público, conhecidos como “primavera de Palermo”.

No mesmo ano, tornou-se secretária de cultura pelo Partido Verde. Nessa função teve um papel importante na recuperação do centro histórico de Palermo.

Nos anos seguintes, retomou a fotografia, foi deputada da Assembleia Regional da Sicília e se dedicou à edição.

Letizia publicou as revistas Grandevú (uma fanzine que teve um papel importante para os movimentos sicilianos de contracultura) e Mezzocielo (dedicada exclusivamente a obras e textos de mulheres).

Menina com a bola, bairro La Cala, Palermo, 1980
Na mostra no IMS SP, dá pra entender como Battaglia registrava a vida dos bairros pobres de Palermo, os movimentos políticos, o despertar de novos comportamentos sociais, produzindo imagens que se tornaram icônicasLetizia Battaglia
Homem se cobre com uma capa para não ser fotografado, Geraci Siculo, 1989
No IMS SP, você confere essa foto de um homem que se cobre com uma capa para não ser fotografado por Letizia, em Geraci Siculo, 1989Letizia Battaglia

Além disso, criou a editora Edizioni della Battaglia, centrada em poesia, literatura, ensaios de sociologia e política ligados à região siciliana.

A exposição “Letizia Battaglia: Palermo” tem curadoria de Paolo Falcone, especialista na obra da fotógrafa, e é uma adaptação da mostra montada em Palermo (Cantieri Generali della Zisa) e em Roma (Maxxi).

Com apoio do Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, Departamento de Cultura do Município de Palermo e Fundação Sambuca, a mostra reúne 58 imagens, exemplares de publicações e vídeos, entre eles o documentário La mia Battaglia (2016), do cineasta siciliano Franco Maresco.

Para conferir o olhar politizado de Battaglia, basta ir ao IMS SP de terça a domingo, das 10h às 20h (às quintas, até às 22h), até 22 de setembro. A exposição tem entrada gratuita.

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