Online e grátis: Itaú Cultural exibe filmes nacionais premiados

A mostra "Cinema Brasileiro Contemporâneo" reúne cinco filmaços! Confira as sinopses:

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Até 19 de outubro de 2020

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Cinéfilos e cinéfilas de plantão, tem um evento no Itaú Cultural dedicado a vocês! A “Mostra Projeções – Cinema Brasileiro Contemporâneo” exibe gratuitamente cinco filmes que exploram o gênero da autoficção.

mostra cinema brasileiro contemporâneo - itaú cultural
Crédito: Reprodução“Corpo Elétrico” é um dos filmes da mostra do Itaú Cultural

Os títulos foram premiados em festivais nacionais e internacionais e são de vários estados: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo. A curadoria é de Moira Toledo que, ao lado de Renata Druck, desenvolveu o curso “EAD Projeções – Linguagem e Processos Criativos no Cinema Brasileiro Contemporâneo” – atividade oferecida pelo Itaú Cultural até dezembro.

Você pode assistir a cada um deles entre os dias 5 e 19 de outubro, no horário em que achar mais conveniente. Basta acessar este link e dar o play. Em novembro, uma nova leva de filmes fica disponível, mas com outra temática: documentário político/ sobre política e as novas vertentes de cinema de gênero, complementando a discussão proposta pelo curso.

  • Conheça os filmes selecionados para a mostra:

Em “Baronesa” (2017), a cineasta mineira Juliana Antunes narra a difícil realidade das pessoas que vivem em comunidades tomadas pela violência e a falta de estrutura. Usando como exemplo as histórias de Andreia e Leid, duas vizinhas que residem em um bairro periférico de Belo Horizonte, o longa mostra como elas vivem em um contexto situado entre a guerra do tráfico e a preocupação com as enchentes provocadas pela chuva.

A produção foi premiada na categoria Melhor Filme na “20º Mostra de Cinema de Tiradentes”, em 2017. No mesmo ano, a obra foi premiada no “Festival Internacional de Cinema de Marselha”, na França.

O longa baiano “Café com Canela” (2017), de Ary Rosa e Glenda Nicácio, narra o reencontro entre duas amigas. Após perder o filho, Margarida se separa do marido e passa a viver isolada da sociedade, enquanto Violeta leva uma rotina de dificuldades, marcada pelo passado. Quando elas retomam o contato, tem início um processo de transformação nas vidas de ambas.

O filme foi exibido em importantes festivais internacionais, entre eles o “47º Festival Internacional de Rotterdam”- Holanda, o “22º Festival Ecrans Noirs” – Camarões e a “3ª Mostra Internacional de Cinema da Cova da Moura – África e suas Diásporas”, em Portugal.

“Corpo Elétrico” (2017), do diretor mineiro Marcelo Caetano, traz a história de um jovem que tenta equilibrar seu cotidiano entre o trabalho em uma fábrica de vestuários e os encontros casuais com seus colegas de trabalho. Depois de mais uma noite fazendo hora extra, ele e os operários decidem sair juntos para tomar uma cerveja e espairecer. A partir desse encontro, percebe que a distância entre ele e o grupo é menor do que imaginava.

Também tem curta-metragem na seleção da “Mostra Projeções – Cinema Brasileiro Contemporâneo”! “Peripatético” (2017), dirigido pela paulista Jéssica Queiroz, mostra como três jovens moradores da periferia se preparam para o início da vida adulta.

curta Peripatético
Crédito: Reprodução“Peripatético” é um representante paulista na mostra do Itaú Cultural

Enquanto Simone está à procura do seu primeiro emprego, Thiana estuda para prestar o concorrido vestibular de medicina. Diferente das amigas, Michel ainda não sabe o que fazer. Então, um acontecimento histórico em São Paulo, em maio de 2006 – quando a cidade vivia um tenso, caótico e assustador dia durante uma onda de ataques do crime organizado contra alvos policiais – muda o rumo de suas vidas para sempre.

Diretamente de Brasília, o longa “Branco Sai, Preto Fica” (2015), de Adirley Queirós, aborda uma realidade cotidiana de segregação racial nas comunidades brasileiras. Dois homens ficam gravemente feridos após uma troca de tiros em um baile de black music na periferia de Brasília. Em seguida, um rapaz chega para investigar o acontecido e provar que a culpa do crime é da sociedade repressiva.

A produção levou o prêmio de melhor filme pelo “Festival Internacional de Cinema do Uruguai” e, na mesma categoria, no “Festival de Mar del Plata”. O júri popular do “47º Festival de Brasília” elegeu a obra como Melhor Filme, Melhor Direção de Arte, Melhor Montagem e Melhor Captação de Som.

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Agência Fática

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