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Museu da Língua Portuguesa tem programação especial na Luz

Programação celebra o Dia da Língua Portuguesa e dá um gostinho da potência do museu, que tem reinauguração para 2020

Por: Redação
Até
07
de maio 2019
Segunda - Terça - Domingo
Das 9h às 17h

O Museu da Língua Portuguesa vai promover três dias de muita cultura e educação para celebrar o Dia Internacional da Língua Portuguesa, comemorado dia 5 de maio nos países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

estação da luz
Crédito: IStock/@AlfribeiroMuseu da Língua Portuguesa se faz tão vivo quanto à língua em programação especial no saguão da Estação da Luz

A programação vai dar um gostinho pra gente do que vem por aí na reabertura ao público do museu, que está fechado desde 2015 após um incêndio. Mas, assim como a língua, o espaço cultural é vivo e vai tomar conta do saguão da Estação da Luz, nos próximos dias 5, 6 e 7 de maio, com apresentações musicais, slam, teatro, oficinas de texto, contação de histórias, performance e instalação.

Essa é a terceira edição da celebração do Dia da Língua Portuguesa promovida pelo Museu desde que começaram sua reconstrução.

Com o tema “Museu, Escola e Território”, as atividades do Dia Internacional da Língua Portuguesa deste ano aprofundam o incentivo à integração com os estudantes da região. A programação marca o lançamento do projeto Ônibus Andante, que vai envolver estudantes de escolas vizinhas ao Museu ao longo do ano.

A atividade é um trajeto a pé, aos moldes de uma linha de ônibus, explorando a região da escola, com o objetivo de despertar o olhar e o interesse das crianças e jovens. Três “linhas” do Ônibus Andante foram criadas para levar estudantes, professores e pais para participar da programação na Estação da Luz, partindo das escolas Infante Dom Henrique/Maria Carolina de Jesus, João Theodoro e Prudente de Moraes.

Na Estação da Luz, a programação é aberta a todo o público e totalmente gratuita. Pela primeira vez, artistas, educadores, escritores e coletivos foram selecionados a partir de um edital público, por um júri convidado. São atividades que celebram e refletem sobre a pluralidade do idioma e suas formas na arte ou no cotidiano.

As atrações vão da oficina Cartografias Imaginadas, que promove um intercâmbio cultural entre os vários países de língua portuguesa, até o Slam das Minas, com apresentações de poesia falada, passando pelo violonista Felipe Machado, de apenas 16 anos, e peças de teatro encenadas em caixas estilo lambe-lambe. A programação traz ainda oficinas de hip-hop, de línguas indígenas e de grafite, entre outras atividades.

Confira a programação completinha abaixo:

Dia 5 de de maio

Instalação – Máquina hipertexto
Com O (grupo) cinza

Trata-se de uma “máquina de conversa” em que duas pessoas, sentadas uma de costas para outra, podem dialogar através de mensagens por escrito, projetadas numa tela (parede) à sua frente. A máquina, ao unir tecnologia, comunicação e corpo, permite o diálogo de pessoas conhecidas e/ou desconhecidas que se instaura, ao mesmo tempo, de forma presencial e à distância.

9h às 12h

O pequeno grande teatro
Com Cia Mala Caixeta de Teatro Surpresa

Três caixas cênicas, apresentando peças livremente inspiradas em obras literárias. São elas: “Os Lusos”, “A Selva” e “O Seco”, respectivamente, em uma fusão de linguagens e técnicas teatrais que recriam microuniversos dentro de cada caixa. Estes espetáculos formam a trilogia “O Pequeno Grande Teatro” elaborado a partir de técnicas do Teatro Lambe-Lambe e do Teatro de Papel.

10h

Almoço de domingo
Com André Bispo e Vanessa Lima

Quantas vezes nossas memórias são ativadas quando sentimos um cheiro? E automaticamente relembramos o sabor daquela comida. Ou quando escutamos um som de uma palavra, e, ao ouvi-la, reconstruirmos visualmente algumas lembranças. O Almoço de Domingo é uma ação que busca, através de palavras relacionadas à alimentação de diferentes culturas, compartilhar receitas que despertam memórias afetivas nas pessoas.

11h

Cartografias Imaginadas
Com O Circulador

Uma oficina educativa que terá como proposta central a criação de mapas e cartografias dos territórios concretos ou subjetivos vividos e/ou imaginados pelos participantes com o objetivo principal de compartilhar suas realidades com cidadãos de outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Os participantes produzirão mapas que serão enviados por correio para escolas da rede pública e privada nas principais capitais da CPLP.

11h

Performance-literatura
Com Sarau do Binho

Homopoéticus. O Homopoéticus é um cavaleiro andante que carrega, debaixo de sua armadura, uma roupagem florida e muita poesia, que com a ajuda das pessoas vai desfazendo-se de sua dureza e se transforma em poesia e beleza.

12h

Show “Awó”
Com As Iyagbás

Awò aborda os aspectos artísticos dos ritos de matriz africana, buscando valorizar e afirmar a ancestralidade e as tradições africanas em seu encontro com a cultura popular brasileira. O repertório é composto de canções autorais, inspiradas em ítàns, contos yorubás, cultuados no candomblé Ketu, que saúdam a cada Orisá do panteão do candomblé. Awò é teatro, música e dança.

Dia 6 de maio

Instalação – Máquina hipertexto
Com O (grupo) cinza

Trata-se de uma “máquina de conversa” em que duas pessoas, sentadas uma de costas para outra, podem dialogar através de mensagens por escrito, projetadas numa tela (parede) à sua frente. A máquina, ao unir tecnologia, comunicação e corpo, permite o diálogo de pessoas conhecidas e/ou desconhecidas que se instaura, ao mesmo tempo, de forma presencial e à distância.

9h às 12h 

O pequeno grande teatro
Com Cia Mala Caixeta de Teatro Surpresa

Três caixas cênicas, apresentando peças livremente inspiradas em obras literárias. São elas: “Os Lusos”, “A Selva” e “O Seco”, respectivamente, em uma fusão de linguagens e técnicas teatrais que recriam microuniversos dentro de cada caixa. Estes espetáculos formam a trilogia “O Pequeno Grande Teatro” elaborado a partir de técnicas do Teatro Lambe-Lambe e do Teatro de Papel.

10h

Mitos indígenas brasileiros
Com Ana Luísa Lacombe

Contos das três principais raízes do nosso povo narrados pela premiada contadora de histórias Ana Luísa Lacombe. O conto “A Árvore de Tamoromu”, mito do povo Wapixana; “Carne de Língua”, da África (Quênia); e “As Três Cidras”, de Portugal.

11h 

Paginário
Com Leonardo Villa-Forte e Rodrigo Lopes

Um intercâmbio de leituras que resulta em mural artístico participativo colado com técnica lambe-lambe em parede/superfície. O projeto visual é previamente elaborado usando folhas de papel coloridas. Na ação, haverá copiadora e marca-textos para seleção e grifo de páginas dos livros que os presentes tragam de casa e dos disponíveis, todos de literatura em língua portuguesa.

12h

Linhas contadas
Com Alfabantu

É uma ação de mediação de leitura que incentiva o interesse espontâneo de crianças e adolescentes a percorrerem narrativas literárias de modo mais alegre, podendo trocar experiências pessoais junto com os livros bilíngues a fim de construir novas percepções sobre o mundo. O objetivo central será conectar os leitores à língua portuguesa e à língua banta, quimbundo por meio das histórias de líderes, heróis e heroínas negras.

14h 

Cartografias imaginadas
Com O Circulador

Uma oficina educativa que terá como proposta central a criação de mapas e cartografias dos territórios concretos ou subjetivos vividos e/ou imaginados pelos participantes com o objetivo principal de compartilhar suas realidades com cidadãos de outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Os participantes produzirão mapas que serão enviados por correio em grandes envelopes para diferentes escolas da rede pública e privada nas principais capitais da CPLP.

15h30 

Infinity class: Redefinindo a história pela ótica do hip-hop
Com Marcello Gugu

Imagine uma aula de história que vai desde a “descoberta” da América até 1980 no Bronx? Ou melhor, imagine uma aula que mostra de forma cronológica o surgimento da consciência da cultura Hip Hop até a sua manifestação em forma de arte? O Infinity Class é exatamente isso.

17h

Português de quebrada com a música reggae
Com Banda Indaiz

No projeto Português de Quebrada com a Música Reggae, a banda busca fortalecer de forma positiva o debate do português falado nas periferias de São Paulo, mais especificamente da região Noroeste Taipas/Jaraguá, onde atua de forma mais ativa. Quer levar esse português falado nas quebradas para o centro de São Paulo através da Música Reggae, movimento que vem crescendo nas periferias através de saraus, artes integradas e publicações de livros e discos que retratam a realidade com um português muito autêntico.

Dia 7 de maio

Instalação – Máquina hipertexto
Com O (grupo) cinza

Trata-se de uma “máquina de conversa” em que duas pessoas, sentadas uma de costas para outra, podem dialogar através de mensagens por escrito, projetadas numa tela (parede) à sua frente. A máquina, ao unir tecnologia, comunicação e corpo, permite o diálogo de pessoas conhecidas e/ou desconhecidas que se instaura, ao mesmo tempo, de forma presencial e à distância.

9h-12h

O pequeno grande teatro
Com Cia Mala Caixeta de Teatro Surpresa

Três caixas cênicas, apresentando peças livremente inspiradas em obras literárias. São elas: “Os Lusos”, “A Selva” e “O Seco”, respectivamente, em uma fusão de linguagens e técnicas teatrais que recriam microuniversos dentro de cada caixa. Estes espetáculos formam a trilogia “O Pequeno Grande Teatro”, elaborado a partir de técnicas do Teatro Lambe-Lambe e do Teatro de Papel.

10h 

Contos das águas
Com Lune Cia. de Teatro

A companhia apresenta “Contos das Águas”, projeto composto por 4 apresentações de histórias sobre o universo das águas: rio, mar, lago e cacheira. São contos inspirados em mitos africanos, contos europeus e indígenas, e que refletem a importância das águas e da cultura brasileira.

11h 

Oficina de grafite: Dialeto das ruas
Com Marcelo Eco

A oficina abordará a base da arte do grafite, que são as letras e suas mensagens, e o dialeto criado nesse meio para que os grafiteiros pudessem trocar informações sem que pessoas de fora entendessem. A ideia é expandir para os participantes de forma divertida e dinâmica.

11h

Cartografias imaginadas
Com O Circulador

Uma oficina educativa que terá como proposta central a criação de mapas e cartografias dos territórios concretos ou subjetivos vividos e/ou imaginados pelos participantes com o objetivo principal de compartilhar suas realidades com cidadãos de outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Os participantes produzirão mapas que serão enviados por correio em grandes envelopes para diferentes escolas da rede pública e privada nas principais capitais da CPLP.

14h 

As línguas gerais indígenas tupi-guarani e o português brasileiro
Com Patricia Veiga

Oficina sobre a presença e influência das línguas gerais indígenas de origem tupi-guarani no português brasileiro; presente nos topônimos (Piracicaba, Jabaquara, Anhanguera, Indaiatuba etc); na fonética (com o uso oral do “i” e “u” ao invés do “e” e “o”, respectivamente) e no léxico, por exemplo, no uso das palavras pereba, mandioca, piriri, jacaré etc.

15h30

Show com Felipe Machado Quarteto

Felipe Machado, de apenas 16 anos, apresenta músicas autorais e releituras de grandes obras da MPB de diferentes gerações e segmentos. Apresenta bossa nova, samba, choro, forró e moda de viola. Acompanhado de seu avô e mentor, o cantor, compositor, instrumentista e arranjador Filó Machado, realizam shows juntos pelo Brasil e outros países desde 2014.

17h

Slam das Minas: Entre a luz e o tempo – a convivência plural da poesia falada

A proposta é composta por uma projeção de vídeos- poesias do Slam das Minas- RJ e SP, que são batalhas de poesia falada (spoken poetry), com a participação de uma representante-poeta negra de cada Slam. A atividade vai se dividir entre a experiência do processo de criação das poesias e performances e a apresentação de poesia propriamente dita.

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