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Conheça o MUTHA, o 1º Museu Transgênero de História e Arte do Brasil

Plataforma expõe obras artísticas da população trans, travesti e não binária de forma virtual e gratuita!

Por: Redação

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24h

Recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência não informados pelo próprio organizador do evento

Muito se fala sobre a visibilidade trans, mas o Brasil ainda caminha lentamente para dar o espaço de direito à população trans, travesti e não binária. Mas, no mundo das artes, chegou o momento desta comunidade se sentir representada e divulgada. Esta é a ideia do MUTHA – Museu Transgênero de História e Arte!

Guilhermina Augusti, obra Escolhe, MUTHA
Crédito: MUTHA / divulgação“escolhe” (2018), pintura virtual de Guilhermina Augusti

O MUTHA é o primeiro museu do Brasil, e um dos poucos da América Latina, destinado a divulgar obras artísticas da população trans, travesti e não binária.

Em julho de 2021, a instituição inaugura seu portal com a maior exposição brasileira de artes trans realizada até hoje no país! São mais de 300 pessoas envolvidas no projeto.

Enquanto o portal não vem, já é possível acessar o site do museu e conferir sua primeira exposição artística na Galeria Virtual MUTHA, um local criado para exposição permanente.

Rio Tapajós, Maria do Rio
Crédito: MUTHA/ divulgaçãoObra de Maria do Rio, primeiro ensaio das ações performáticas realizadas nos Rios da Amazônia

Na exposição inaugural são apresentados trabalhos de mais de 56 pessoas trans. São artistas das cinco regiões do Brasil – tanto estrangeiros vivendo por aqui, quanto brasileiros vivendo no exterior -, fazendo conexões com seis países em quatro continentes.

A mostra tem dois temas: “Transespécie”, que elabora fissuras em conceitos de espécie e de gênero, propondo criação de novos seres e mundos; e “Transjardinagem”, que estabelece uma jardinagem para resgatar memórias das ruínas de séculos de destruição impostas aos corpos.

Maria do Rio Negro é uma multiartista, travesti e ativista LBTQIAP+ de Manaus. A obra “Rio Tapajós” (2018) faz parte da Série “Rios”. Para a artista, sua intervenção performática é também um ritual de oferenda às divindades associadas às águas dos rios, Oxum e Yara, das culturas afro-brasileira e indígena.

Maria Quitéria Transsapatão, Tali boy - Museu Transgênero de História e Arte
Crédito: MUTHA/ divulgação“Maria Quitéria Transsapatão” (2020) é uma obra em homenagem a Maria Quitéria de Jesus, que lutou pela independência do Brasil

Tali boy nomeia-se como sapatão transmasculine e artivista urbana. Ela utiliza a arte como ferramenta política e a política como ferramenta artística. Mestranda em artes visuais pela EBA-UFBA, sua principal produção é a série “LUTO”, com a intenção de dar à mulher a voz do protagonismo.

No país mais perigoso para transexuais no mundo, a exposição procura fortalecer as redes culturais e de produção, aumentar o mercado de trabalho para a população trans e a venda de obras de arte. O MUTHA é um espaço virtual e nacional, criado pelo pesquisador, artista e autor trans Ian Habib.

Segundo o idealizador da iniciativa, a colaboração de toda a comunidade é extremamente importante na formação de redes de apoio, fomento institucional e na construção de um arquivo e de empregabilidade.

Afrofuturismo, Copioba
Crédito: MUTHA/ divulgaçãoColagem e Manipulação Digital “Afrofuturism” (2019) de Copioba

Copioba é uma artista visual e performer que desenvolve pesquisa em autorretrato performático, vídeo colagens, colagens digitais e manuais. Sua obra faz parte da exposição temática “Transespécie”.

O museu pretende criar um arquivo brasileiro sobre História e Arte transgênera, valorizar memórias e produções artísticas, produzir eventos e debates sobre diversidade de gênero e suas interseccionalidades, como processos étnico-raciais, deficiência, classe, sexualidade e outros.

No site do MUTHA é possível conferir a exposição e descobrir todas as propostas deste museu incrível.. Corre lá!

Quer mais representatividade? Então veja: