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Negro na moda

Por: Catraca Livre
Publicado originalmente no blog Baoobaa por Jessica Gonçalves

São Paulo se volta nesta última semana de janeiro para o glamour da moda na 15ª edição do evento São Paulo Fashion Week – S.P.F.W.

Tendências, deslumbrância, estilo e uma série de modelos que prometem entrar na passarela para mostrar o que a moda no Brasil tem de especial. O Baoobaa, portanto, não poderia ficar fora deste acontecimento.

Para isso, disponibilizamos aqui uma matéria que aborda o negro no mundo fashion. Quais são as tendências, caracterizações, quem são os tops deste universo da moda? Saibam aqui!

Neste ano de 2011 a Vogue Brasil trouxe, depois de 35 anos de existência no país, uma negra em sua capa. A edição “Black is Beautiful” fez um especial das modelos negras que estão despontando na moda. A Vogue norte-americana, por sua vez, só publicou em sua capa uma modelo negra após 82 anos de existência nos EUA, em 1974. A modelo prestigiada foi Beverly Johnson.

Beverly Johnson

No Brasil, quem teve a oportunidade de ilustrar a capa da Vogue foi a modelo pernambucana Emanuela de Paula.

Emanuela de Paula

Cotas para modelos negros nas passarelas

Em maio de 2010 o Ministério Público e a organização da São Paulo Fashion Week assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que criou-se uma cota de 10% para modelos afrodescendentes, negros ou indígenas nos desfiles da SPFW. Entre aprovações e discordâncias, o tema tomou grandes proporções e ficou em questão durante dias na mídia.

Helder Dias, fundador da agência HDA Models comenta sobre a cota: “Eu acho que ela é importante porque ela é gera uma discussão para o país. E tudo o que gera discussão sofre um deslocamento, sofre uma mudança, sofre uma inquietação, ou seja, as pessoas discutem um determinado assunto. Eu acho que ela é pertinente para essa discussão, mas que ela viesse, fizesse seu papel de inclusão para que isso se tornasse natural ao longo dos anos porque nós temos que ser tratados de igual para igual e não ter essa diferença ou essa divisão de etnias para determinados assuntos da sociedade. “

Segundo Helder, o negro não é tratado como fashion, mas como um objeto que visa satisfazer o ego. “Então a negra vai sair com os seios a mostra, com o bumbum a mostra ou então caracterizada de alguma tribo, nunca contemporâneo, nada inovador, nada diferente. Então ela vai desfilar descalça, com tererê na cabeça, com colares de propostas africanas. Sim, nós temos que referenciar a nossa raça, mas cada coisa tem seu momento certo e cada situação. Nós negros só somos solicitados para esse tipo de eventos” afirma.

A primeira modelo negra nos EUA

Naomi Sims

Em 1948, no Mississippi, nasceu Naomi Sims – que se tornaria mais tarde a primeira modelo negra dos EUA e a maior referência mundial.

Naomi despontou para o cenário da moda nos anos 60, década em que os EUA lutavam a favor dos direitos civis. Para que a modelo chegasse ao auge, muitos foram os desafios enfrentados, as agências diziam que não podiam aceitá-la por ela possuir a pele escura. Portanto, Naomi não se desolava e corria atrás dos fotógrafos até conseguir o seu objetivo.

Assim, ultrapassando todas as barreiras do preconceito racial, que Naomi chegou a ser a primeira negra nas capas das revistas de moda The New York Times, o Fashion of the Times, em 1967, Ladies Home Journal e ficou famosa mundialmente em 1969, quando foi capa da revista Life, além de eleita Modelo do Ano.

Naomi Sims faleceu em 2009 com câncer de mama em New Jersey, aos 61 anos.

Veja as modelos negras que mais se destacaram na história da moda no Baoobaa

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