As ‘Cores de Almodóvar’ vão colorir o próximo Noitão do Belas Artes

Nesta edição especial, cada uma das três salas recebem dois filmes-surpresa e a exibição do mais recente trabalho de Almodóvar, "Dor e Glória"

Por: Redação
14
de junho 2019
às 23h30

O anúncio de um novo filme de Pedro Almodóvar é sempre motivo de grande expectativa entre cinéfilos do mundo inteiro. Após ter sua estreia mundial no recente Festival de Cannes, onde Antonio Banderas levou o prêmio de Melhor Ator, é a vez do público do Noitão do Belas Artes, enfim, conhecer “Dor e Glória”, o vigésimo primeiro longa-metragem do diretor espanhol, que tem outros títulos exibidos na maratona noturna, todos eles como filme-surpresa.

Dor de gloria é o filme destaque do noitão belas artes cores de almodóvar
Crédito: ReproduçãoApesar do Noitão Belas Artes se chamar ‘Cores de Almodóvar’, seu novo longa ‘Dor e Glória’ é o menos colorido e engraçado das produções do diretor

O novo longa de Almodóvar narra uma série de reencontros de Salvador Mallo (Antonio Banderas), um diretor de cinema em declínio. Alguns físicos, outros de suas lembranças: sua infância nos anos 1960, quando ele emigrou com os pais para Paterna, uma cidade de Valência em busca de prosperidade, o primeiro desejo, seu primeiro amor adulto e em Madrid, nos anos 1980, a dor do fim desse amor, quando ele ainda estava vivo e pulsante, a escrita como a única terapia para esquecer o inesquecível, a descoberta precoce do cinema e do vazio, o vazio imensurável diante da impossibilidade de seguir.

Em tom autobiográfico, Almodóvar fala da criação, da dificuldade de separá-la da própria vida e das paixões que lhe dão sentido e esperança. Na recuperação de seu passado, o protagonista de “Dor e Glória” encontra a urgente necessidade de narrá-lo e, nessa necessidade, encontra também sua salvação.

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Além de Antonio Banderas, que já havia trabalhado com Almodóvar em sete filmes, sendo “Labirinto de Paixões” (1982) o primeiro deles, “Dor e Glória” reúne diversos nomes já conhecidos do universo do diretor, como Penélope Cruz, indicada ao Oscar por “Volver” (2006); Cecilia Roth (1999), protagonista de “Tudo Sobre Minha Mãe”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e Julieta Serrano, a surtada Lucía de “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988). O argentino Leonardo Sbaraglia, de “Relatos Selvagens” (produzido por Almodóvar), junta-se ao time pela primeira vez.

A programação deste Noitão é aberta nas três salas com “Dor e Glória”, seguido de dois filmes-surpresa. Além disso, as três salas vão ser denominadas com as principais cores quentes da paleta de Almodóvar: sala “Laranja”, sala “Amarela” e sala “Vermelha”.

Tá se coçando pra saber quais filmes vão ser exibidos em cada sala? Aqui vão algumas pequenas pinceladas (com spoilers!):

  • Na sala “Laranja”, o primeiro filme-surpresa gira em torno de pessoas obcecadas por outras pessoas… E outras que sentem na pele o peso da má sorte. O filme seguinte aborda a história de um amor cego, traído e abraçado com fantasmas do passado.
  • Em seu primeiro filme-surpresa, a sala “Amarela” traz uma emocionante história que é do agrado de todos. Nela estão elementos como identidade sexual, existencialismo e tudo sobre relações humanas. Aqui, o último filme tem a ver com amarrações do amor.
  • Na sala “Vermelha”, o primeiro filme-surpresa desenterra questões do passado para devolver a paz de espírito de uma família envolvida em antigos segredos. Nesta sala, o encerramento é com uma trama de paixões carnais, violentas e trépidas.
Penelope Cruz, antonio banderas e almodóvar no festival de cannes
Crédito: Eric Gaillard/ReutersAlmodóvar posa ao lado de Penélope Cruz e Antonio Banderas, estrelas de ‘Dor e Glória’, filme destaque do Noitão Belas Artes

Chega de pistas. Escolha a sua Cor de Almodóvar e aproveite essa edição especial do Noitão, que acontece na sexta, dia 14, a partir das 23h30. O ingresso está disponível para compra online e custa até R$ 38. No fim das sessões, na manhã de sábado, rola um café da manhã para os “sobreviventes” da maratona.

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