Nova Geração da Música retratada por Mariana Marçal

Por: Catraca Livre Comunicar erro

Entre tanta gente, tanto talento, tantos nomes e tantas cores da nova música de São Paulo sentimos uma grande vontade de ver, ser e querer estar, sintomas de uma inquietude que essa arte nos deixa.

Mariana Marçal apresenta o resultado do seu Trabalho de Conclusão de Curso aqui na Rede Catraca Livre. Formada em Jornalismo pela PUC-SP no final de 2010, ela mostrou o que está sendo feito de novo

O palco para tudo isso é a imensidão dessa cidade. Centros Culturais de Norte a Sul recebem e divulgam esses ‘novos paulistas’. “São Paulo recebeu a diversidade musical acolhendo quem é de fora”, comenta Mariana. “Algo está acontecendo na música brasileira. Com a internet e o fácil acesso à tecnologia surge uma geração independente e com liberdade para criar”, completa.

“Bárbaros em Cena” é o resultado de muito suor, pesquisas, entrevistas e imagens condensadas em deleitosos minutos. Através de uma personagem principal, a cantora Bárbara Eugênia, que lançou recentemente o álbum “Journal de BAD”, a jovem jornalista retrata toda uma geração que veio para ficar.

Assista “Bárbaros em Cena”

Entenda os motivos de Mariana Marçal em concluir sua faculdade retratando a nova música brasileira:

Por que escolher fazer vídeo no seu TCC?

Eu decidi fazer em vídeo antes mesmo de saber o tema porque adorei fazer vídeos durante a faculdade. Quero ainda fazer um curso, ter mais técnica.

Por que você escolheu falar de música?

Eu estava procurando um tema quando vi que teria um show do Geração SP, que aconteceria no teatro Mars. O projeto que foi idealizado pelo Daniel Barra, reuniu diversos artistas da cena atual da música de São Paulo para fazer um cd. Baixei porque vi que Tulipa Ruiz participava, e adoro a Tulipa. Sem saber direito do que se tratava pedi para filmar ensaios e o show. E foi no ensaio do Geração SP que conheci a Bárbara, ela era uma das pessoas que faziam parte. Através das conversas que presenciei e de tudo que vejo frequentando shows, reconsiderei minhas opções. Resolvi então fazer um registro do que está acontecendo na música em São Paulo através de uma personagem que seria o fio condutor, a Bárbara.

E cadê a Tulipa no vídeo?

Achei que encontraria a Tulipa no show do Geração SP mas ela não estava porque tinha show no mesmo dia. E no fim, quando resolvi fazer a partir de uma personagem, fiz com pessoas que estavam no mundo da Bárbara. O Guizado, por exemplo, não aparece. Filmei o show dele, mas não consegui entrevistá-lo e ele toca com muitas pessoas, como a Karina e o Bruno, que estão no vídeo. Outra pessoa que não consegui entrevistar, justamente por tocar com muitas pessoas e ter uma agenda difícil, foi o Dustan Gallas, que foi produtor do CD da Bárbara.

– Por que escolher um personagem principal e não vários personagens?

A ideia inicial era fazer vários perfis. Mas depois percebi que seria mais difícil acompanhar diversas pessoas, porque eu trabalhava e ainda tinha a faculdade. Além disso, eu jamais conseguiria por todos os artistas no projeto, mesmo se tivesse mais tempo, porque é algo que está acontecendo e tem muita gente boa, nunca conseguiria por todo mundo. A Bárbara estava lançando um CD, pensei em acompanhar esse processo. No fim o show de lançamento acabou sendo adiado e aconteceu depois de eu ter apresentado o TCC. Tanto que as imagens de shows que eu tenho são de gravações que fiz em lugares menores, com pouca luz e não estão muito boas.

– Como foi conseguir contato com todas as pessoas que você entrevistou?

Conheci muitas pessoas através da Bárbara, durante shows que os amigos iam vê-la, ou ainda como na audição do cd que aconteceu na casa da Patrícia Palumbo. Além disso, entrava em contato com muitas pessoas pelo Facebook mesmo. Todos são super conectados! E cada show que eu filmava, não só da Bárbara, mas dos outros artistas também.

– O que você esperava do resultado? Foi o que você pensou? Faltou alguma coisa que você não consegui abordar?

Eu esperava ter um documentário e concorrer no “É Tudo Verdade”, rs. Eu acho que a ideia do que está acontecendo está ali. Tudo o que eu queria passar, abordar está no vídeo. Talvez eu pudesse ter me aprofundado mais em algumas coisas, o Geração SP, por exemplo, não aparece porque não coube. E claro, muita gente não apareceu. Mas é um trabalho de conclusão de curso e não um documentário. O que eu mais sinto falta no “Bárbaros” é técnica mesmo, porque fiz tudo: filmei, fiz o roteiro, editei. E isso com meu conhecimento básico, com as coisas que aprendi nas aulas, gravando e usando programa. Nunca fiz um curso específico.

– E por que Bárbara Eugênia entre tanta gente?

A Bárbara foi a primeira pessoa que conheci. Antes eu ainda tinha a ideia inicial de vários perfis. Mas depois quando resolvi fazer a partir de um personagem, eu já tinha contato com ela e sua autorização para filmar. Além disso, a Bárbara é uma fofa e sempre super gentil, aberta, não ligava de ter alguém filmando tudo. No TCC não tem nem metade das coisas que filmei com ela. Gravei diversos ensaios, shows, o vídeo que aparece ela cantando “Por aí” filmei no festival da Serrinha, em Bragança Paulista…

– Por que você não entrevistou nenhuma pessoa de fora da música, uma pessoa que somente admira esse “cenário”?

Pensei em entrevistar gente que não acha que tem algo novo na música, para ter um contraponto. Mas como eu acredito que algo está acontecendo e essa era a imagem que eu queria passar, desisti. Mas nunca pensei em entrevistar alguém que não é desse mundo, justamente porque eu queria que essa ideia tivesse um fundamento, e não apenas a opinião de alguém que concordasse comigo.

– E sua percepção sobre esse novo cenário, como está agora?

Tem muita coisa boa rolando e acho que não estão dando a devida atenção mesmo. Eu concordo um pouco com o Romulo quando ele diz que a rádio não toca a música desse pessoal e que esse é o principal problema. São poucas as pessoas que lêem uma matéria no jornal e vão comprar ou baixar o cd. Música você tem que ouvir. A Oi Fm, por exemplo, tem o Oi Novo Som, mas toca na sua programação muito mais música de fora do país. A única coisa nova na Nova Brasil FM é o nome. E também acho que falta interesse das pessoas, do público mesmo.

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