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Ocupação festeja centenário de Paulo Freire e seu legado para a educação

Conheça a trajetória de um dos maiores pensadores brasileiros nesta exposição linda do Itaú Cultural!

Por: Redação

Até 05 de dezembro de 2021

Todos os dias

Das 11h às 19h

Grátis

Em um dos momentos históricos em que educação é cada vez mais urgente em nosso país, o Itaú Cultural celebra o centenário de Paulo Freire (1921-1997), considerado um dos maiores intelectuais e educadores brasileiros.

Mais uma edição pra lá de especial do projeto Ocupação vai te contar um pouco mais sobre o enorme legado deixado por esse filósofo, escritor e educador recifense. A exposição é gratuita e pode ser conferida entre os dias 18 de setembro e 5 de dezembro, de terça-feira a domingo, das 11h às 19h.

Ocupação Paulo Freire
Crédito: Paulo Freire é entrevistado em seu gabinete na Secretaria Municipal de Educação pelo sociólogo francês Yvon Minvielle, para veiculação em TV francesa.1990. - Foto: Márcio Novaes_Acervo SME/ Memorial da Educação MunicipalOcupação no Itaú Cultural celebra centenário deixado por Paulo Freire para a nossa educação

Com expografia de Thereza Faria, a mostra ocupa a sala Multiuso, no segundo andar do Itaú Cultural. A curadoria é assinada pelos núcleos Audiovisual e Literatura e de Educação e Relacionamento da instituição.

A Ocupação Paulo Freire traça um panorama da trajetória do patrono da educação brasileira, passando por momentos marcantes como o nascimento e infância; o desenvolvimento de seu método de alfabetização; a repercussão internacional do seu pensamento; o exílio forçado na ditadura militar e os diversos países onde ele viveu; e o retorno ao Brasil.

A mostra conta essa história a partir de quatro eixos: “Formação”, “Angicos”, “Exílio” e “Retorno”. O acervo reúne cerca de 140 itens, entre fotografias, vídeos, cartas, manuscritos originais e outros documentos.

Logo no começo da sala você confere uma animação com as páginas escritas à mão de “Pedagogia do Oprimido”, o livro mais conhecido de Freire.  E o mapa interativo “Paulo Freire pelo Mundo” mostra todos os lugares que foram impactados pela obra de homenageado.

Na área “Formação”, a mostra destaca as origens e a nordestinidade do educador, com destaque para a infância, a família e a casa onde nasceu e se alfabetizou no Recife.

Crédito: Autoria desconhecida | Acervo Instituto Paulo Freire - divulgação - Conteúdo ComunicaçãoCasa onde nasceu Paulo Freire em 19 de setembro de 1921. Estrada do Encanamento, 724, Casa Amarela, Recife (PE)

Já em “Angicos”, que cobre um período entre 1960 e 1964, há documentos e imagens que rementem à experiência de alfabetização de Paulo Freire nessa pequena cidade do Rio Grande do Norte.

Você pode conferir, por exemplo, textos para a formação dos educadores envolvidos no processo; documentos sobre o Plano Nacional de Alfabetização e outras aplicações do sistema de alfabetização pensado por ele no Acre, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

A seção “Exílio”, que vai de 1964 a 1980, conta como o regime civil-militar obrigou Freire a se exilar por 16 anos do Brasil. Há registros sobre a saída do país pela Bolívia e os anos vividos no Chile, Estados Unidos e Suíça; a atuação do Instituto de Ação Cultural (Idac); e a liderança em programas de educação e alfabetização em países africanos.

Por fim, o eixo “Retorno”, de 1980 a 1997, mostra a volta do homenageado ao Brasil com a anistia; e a atuação em instituições como a PUC-SP e a Unicamp, onde ele lecionava.

A área ainda dá destaque aos muitos reconhecimentos recebidos pelo educador, como o Prêmio Educação para a Paz, da Unesco; à atuação como secretário municipal de educação no mandato de Luiza Erundina em SP; e à morte em 1997, um ano depois da publicação de “Pedagogia da Autonomia”.

A Ocupação Paulo Freire conta também com uma série de atividades paralelas online, como bate-papos semanais com intelectuais, podcast, experiência virtual e um videoguia. Para saber mais sobre essas atividades, fique ligado(a) no site do Itaú Cultural.

Um pouquinho sobre Paulo Freire

Reconhecido em todo o mundo por seu pensamento, o professor Paulo Freire defendia que os educadores precisavam estar em diálogo constante com seus educandos, o que depende da escuta e do trabalho em equipe.

Dotado de grande sensibilidade social, ele entendia que a educação não se separa das condições e das perspectivas de vida de cada um. Com isso, desenvolveu uma prática educacional que se fundamenta no universo do educando.

Freire escreveu vários livros importantes para entendermos o universo complexo e cheio de potencial da Educação, como “Pedagogia do Oprimido” (1968), “Pedagogia da Autonomia” (1996), “Pedagogia da Esperança” (1992), “Política e Educação” (1985), “Alfabetização: leitura do mundo, leitura da palavra” (1987), entre vários outros.

Crédito: Francisco Brennand / Instituto Oficina Cerâmica Francisco Brennand - divulgação - Conteúdo ComunicaçãoIlustrações de Francisco Brennand para o Plano Nacional de Alfabetização (PNA)

E é autor de frases importantíssimas, como “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade. Não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa”; “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” e “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.


#DicaCatraca: sempre lembre de usar a máscara de proteção, andar com álcool em gel e sair de casa somente se necessário! Caso pertença ao grupo de risco ou conviva com alguém que precise de maiores cuidados, evite passeios presenciais. A situação é séria! Vamos nos cuidar para sair desta pandemia o mais rápido possível. Combinado? ❤


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