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Peça ‘Fronteira’ discute deslocamentos humanos no Sesc Pinheiros

Novo trabalho da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico parte da relação entre duas mulheres para criar reflexão sobre os múltiplos significados dessa palavra

Por: Redação Comunicar erro
Até
07
de setembro 2019
Quinta - Sexta - Sábado
De quinta a sábado, às 20h30 (exceto no dia 7 de setembro, quando a peça acontece às 18h)

Duas mulheres estão em territórios diferentes e vivem um dilema: enquanto uma quer cruzar para o outro lado, a outra ameaça impedir a sua passagem. Este é o ponto de partida do espetáculo Fronteira, o novo trabalho da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, em cartaz no Auditório do Sesc Pinheiros, entre 8 de agosto e 7 de setembro.

Atrizes Thaís Rossi e Tathiana Botth
Crédito: João Caldas FºA peça explora os múltiplos sentidos implícitos na ideia de fronteira

As sessões acontecem de quinta a sábado, sempre às 20h30 (exceto no feriado do dia 7 de setembro, quando ocorre às 18h). Os ingressos custam até R$25 e já estão à venda pela internet.

Com texto de Carla Kinzo e direção de Marcelo Lazzaratto, a peça apresenta o cotidiano dessas mulheres sem nome, interpretadas por Tathiana Botth e Thais Rossi, que estão presas a um presente imutável, reforçado por uma burocracia paralisante.

Sobreviventes em meio a um território em ruínas, elas precisam uma da outra para ressignificar essa nova realidade, sem deixar ruir a fronteira interpessoal que existe.

Atrizes Thaís Rossi e Tathiana Botth
Crédito: João Caldas Fº"Fronteira" tem texto de Carla Kinzo e direção de Marcelo Lazzaratto
Atrizes Thaís Rossi e Tathiana Botth
Crédito: João Caldas FºEspetáculo "Fronteira" narra encontro entre duas mulheres no limite de dois territórios
Atrizes Thaís Rossi e Tathiana Botth
Crédito: João Caldas FºEm cena, estão as atrizes Thaís Rossi e Tathiana Botth

A ideia é trabalhar os múltiplos significados – geográfico, político, psíquico, identitário etc. – escondidos na no conceito de “fronteira”, tratada como uma barreira física e burocrática que limita a circulação de pessoas entre dois territórios, a separação entre culturas e o espaço que preserva as individualidades entre pessoas e povos, preservando a diversidade.

Todo o conflito entre essas duas moças acontece em um tablado industrial de 4mx3,5m. Somente ali, naquele espaço diminuto, as moças existem. E nesse lugar, questões como a necessidade de afeto, a ficção como possibilidade de sobrevivência e a solidão de um lugar sem identidade, são discutidas.