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Pílula anticoncepcional: usar ou não usar?

A Coach de Saúde Integrativa Melissa Setubal fala sobre o poder da escolha consciente ao tomar ou não a pílula e o medo de engravidar:

Nós mulheres estamos vivendo no meio de um verdadeiro dilema: usar ou não usar o anticoncepcional hormonal? A queridinha da emancipação e do empoderamento feminino, a pílula é também tem sido um dos maiores problemas causados à saúde física e mental da mulher nas últimas décadas.

A lista de efeitos colaterais cresce cada dia mais. Não estou nem falando apenas dos trágicos que vemos nos noticiários, como os casos em que a mulher sofre um AVC, câncer ou trombose. Mas também aumento do apetite, depressão e ansiedade, enxaqueca, insônia, infestação crônica de Cândida, problemas de libido, entre vários outros.

É como se um homem gordo estivesse sentado no meu útero.

Calma que não vou ficar aqui jogando pedra nos avanços da medicina moderna, sobre voltarmos aos tempos das cavernas, ou te julgar se você vai pro céu ou pro inferno ao usar pílula.

Quero conversar aqui sobre poder de escolha. Eu acredito que somente temos verdadeira liberdade de decidir o que é melhor para nós quando temos informações suficientes de vários pontos de vista sobre um assunto. E sobre o uso ou não do anticoncepcional, eu penso o mesmo. Até porque, durante muitas décadas e até os dias de hoje, esse medicamento é oferecido pra gente como se não fosse nada demais.

E é. No meu ponto de vista, algo não é seguro quando pode colocar a vida de uma pessoa em risco. E algo não é eficiente quando pode te livrar de um sintoma ou consequência e trazer vários outros.

Existem muitas nuances nessa história que a grande maioria de nós está alheia, e temos a falsa sensação de liberdade porque uma solução mágica promete uma vida livre da preocupação da gravidez indesejada. Talvez esse seja um dos maiores medos que constroem em nós mulheres desde antes da adolescência.

A todo momento recebo mensagens de clientes, leitoras e seguidoras me perguntando: “Mas que opção eu tenho? Pílula é a única coisa que me oferecem…” O anticoncepcional hormonal é vendido como a solução segura para evitar que nossa vida seja “destruída” por uma noite de sexo que resulta na fecundação de um óvulo.

Muitas de nós mulheres crescemos ouvindo o mito do “posso engravidar a qualquer momento”. Vamos entender melhor isso: a mulher somente é fértil durante, no máximo, 5 dias por ciclo, podendo acontecer uma concepção durante seus 4 dias da fase ovulatória e no primeiro dia da fase luteal (pré-menstrual). Mesmo assim, fazer sexo quando se está ovulando não significa engravidar com certeza (há estatísticas que falam de 33% de chance apenas!).

Penso ser muito importante desconstruir também o mito de que os anticoncepcionais são os métodos mais seguros contra a gravidez indesejada. Os dados que nos são fornecidos sobre a sua eficácia contraceptiva, são normalmente os do chamado “uso perfeito”. 1 entre 100 mulheres ficam grávidas fazendo esse “uso perfeito” da pílula oral.

Mas sabemos bem que na maioria das vezes nem a mocinha mais perfeitinha e CDF consegue fazer o uso ideal. Seja porque nos esquecemos de tomar um dia, porque não tomamos no mesmo horário todos os dias, porque mudamos de marca, porque tivemos vômito/diarréia, porque tomamos outro medicamento e não sabíamos que interagia com o anticoncepcional.

9 entre 100 mulheres engravidam usando pílula quando ocorrem essas e outras coisas que atrapalham a ação dos hormônios artificiais.

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Em parceria com Superela

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