Agora é que são elas: festival leva o poder das minas para o CCSP

Evento reúne mesas de debates, oficinas, mentorias, música, cinema e artes plásticas só com mulheres incríveis!

Por: Redação Comunicar erro
Até
22
de setembro 2019
Sábado - Domingo
Sábado, das 14h às 22h
Domingo, das 14h às 21h30

Entramos em contagem regressiva para o Festival Agora É Que São Elas! O evento que se propõe a ser um espaço de diálogo e troca em torno de lutas por direitos igualitários, vai receber muita mulher incrível na programação 2019, que tem o “poder” como eixo condutor.

sonia guajajara, marina silva e manuela d'ávila são convidadas do festival agora é que são elas
Crédito: reproduçãoSonia Guajajara, Marina Silva e Manuela D’ávila são as convidadas destaque do festival

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Pra você ter uma noção, entre as convidadas confirmadas para o festival, estão Marina Silva, Manuela D’ávila, Sônia Guajajara – três ex-presidenciáveis nas eleições de 2018 -, Centro Cultural São Paulo, das 14h às 22h. A entrada é totalmente gratuita.

placa escrito marielle presente hoje e sempre
Crédito: divulgaçãoNa edição 2019, Festival Agora É Que São Elas tem mesa de debate em homenagem à Marielle Franco

Agora É Que São Elas nos debates

As mesas de debates deste ano vão enfatizar a violência de gênero na política e, exatamente por isso, o legado de Marielle Franco, vereadora do Rio assassinada em 2018, é um dos destaques da programação.

Uma delas traz a viúva de Marielle, Mônica Benício, e a cineasta Éthel Oliveira, diretora de documentário sobre seis mulheres negras que se lançaram na política após o crime. As duas discutem a importância do legado de Marielle para as próximas gerações.

Em outra mesa, a ativista indígena Sonia Guajajara, coordenadora da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), e a pesquisadora Helena Vieira, do Núcleo de Políticas de Gênero e Sexualidade da Unilab (Universidade Federal da Lusofonia Afro-Brasileira), vão abordar a violência política contra indígenas e transexuais. Dois temas muito atuais.

Mulheres assistem debate no festival agora é que são elas
Crédito: divulgaçãoFestival reúne mesas de debates, oficinas, mentorias, música, cinema e artes plásticas só com mina foda que luta por direitos igualitários

Enquanto isso, os desafios e as soluções para elevar a representatividade na política são o tema da mesa que reúne a ex-candidata à vice-presidência da República Manuela D’Ávila e a advogada e assessora parlamentar Roberta Eugênio, integrante do Instituto Alziras.

As inscrições para os debates, oficinas e mentoria estão disponíveis pelo site oficial festival.

Agora É Que São Elas nas Mentorias

Três mentorias se destacam na programação do Agora É Que São Elas.

  • Mentoria Plataforma Hysteria

Oficina e mentoria de desenvolvimento e produção de projetos audiovisuais. A Plataforma Hysteria vai levar mulheres de sucesso e experiência em projetos audiovisuais para trocar com você. Cada participante tem direito a três encontros de 15min com diferentes mentoras.

*Inscrição antecipada obrigatória. 

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  • Mentoria Redes Sociais
foto de monique evelle
Crédito: divulgaçãoMonique Evelle é uma jovem ativista do movimento negro, feminista e empreendedora

Monique Evelle é criadora da Desabafo Social, organização fundada em 2011 que utiliza a comunicação e novas tecnologias para promoção dos Direitos Humanos. Ela vai ministrar a oficina de Formatação de Modelo de Negócio e Estratégia de Comunicação e Marketing.

  • Mentoria MEMOH

Os homens são mais que bem-vindos na programação do Agora É Que São Elas! Por isso, a MEMOH, plataforma que promove a equidade de gênero, vai criar  um espaço de troca entre homens. A ideia é fazer com que eles possam trocar experiências com seus pares que estão na mesma busca por um mundo livre da masculinidade tóxica.

As inscrições para os debates, oficinas e mentoria estão disponíveis pelo site oficial.

Agora É Que São Elas nas artes

Ainda na programação, a exposição “Mulheres na arte brasileira: entre dois vértices” leva artistas contemporâneas, que vêm questionando os cânones e privilégios históricos, como o heterocentrismo, a lesbo-homofobia e o masculinismo sexista.

O público pode ver trabalhos, sobretudo em vídeo, fotografia e performance que discutem o corpo da mulher como signo cultural, o autorretrato e a produção de identidade como ferramentas de emancipação, fazendo crer que o pessoal é político.

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As intervenções começam no fim de semana do festival e vão até 22 de outubro. Durante esse período, acontecem rodas de conversa, sempre aos sábados, com as artistas.

sala de debate da edição de 2018 do festival agora é que são elas
Crédito: divulgaçãoCom temáticas variadas, os diálogos e trocas do Agora É Que São Elas têm como objetivo contribuir para a compreensão e afirmação da luta histórica das mulheres contra a desigualdade de gênero e violência

Ainda na pegada artística, uma mostra de cinema dedicada à cineasta Barbara Hammer acontece na semana do festival.

Intitulada “O Corpo Não É Metáfora”, a mostra exibe 15 filmes em sessões de 19 a 22 de setembro. Os ingressos são distribuídos uma hora antes das exibições no CCSP, confira mais detalhes aqui.

Por fim, mas não menos importante, uma edição especial da Feira Preta vai reunir, no fim de semana do festival, empreendedoras negras em moda, cosméticos e gastronomia, entre outras áreas.

E tem muuuuuuito mais! A programação completinha você encontra aqui.

Quer mais um evento incrível feito por minas?

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