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Representatividade negra é tema de mostra de cinema GRATUITA

Curtas, médias e longas-metragens dirigidos por negros e negras são exibidos no Sesc Ipiranga

Por: Redação Comunicar erro
Até
26
de agosto 2018
Domingo - Terça - Quarta - Quinta - Sexta - Sábado
Diversos horários

Representatividade importa! Por isso, entre 26 de julho e 26 de agosto, o Sesc Ipiranga recebe a mostra de cinema “Cena Preta, Plano Negro”, que projeta gratuitamente curtas, médias e longas-metragens dirigidos por negros e negras. Além dos filmes, o público poderá acompanhar uma programação paralela com bate-papos, oficina de Tranças e penteados com Amanda Diva Green e show do rapper Tiely com Luana Hansen, Filosofia de Rua e Hellena Borgys.

Mulher negra vestida de branco cantando
Crédito: Giovanni LemmesCena do filme "No Ritmo das Obás", da Mostra “Cena Preta, Plano Negro” discute representatividade no cinema nacional
Menina negra se pinta de roxo
Crédito: Alile DaraCena do filme "Lápis de Cor", da Mostra “Cena Preta, Plano Negro” discute representatividade no cinema nacional
Duas mulheres negras apontam para a câmera
Crédito: Priscila F. PascoalMostra “Cena Preta, Plano Negro” discute representatividade no cinema nacional
Mulher negra vestida de azul cantando
Crédito: Divulgação Preta Portê FilmesMostra “Cena Preta, Plano Negro” discute representatividade no cinema nacional
Pintura de lugar árido com Orixá ao fundo
Crédito: Diane LuzMostra “Cena Preta, Plano Negro” discute representatividade no cinema nacional
Pintura de Orixá subindo uma escada em direção a outro Orixá com o universo ao fundo
Crédito: Cristian CarvalhoMostra “Cena Preta, Plano Negro” discute representatividade no cinema nacional

As exibições acontecem no teatro do Sesc Ipiranga, na área de convivência e no espaço “sala de estar”, montado especialmente para o projeto. As crianças serão contempladas com sessões especiais no dia 1º de agosto, às 19h30, no Cine Favela Heliópolis, e nos dias 21 e 22 de agosto, às 9h, no teatro do Sesc Ipiranga.

A ideia é explorar narrativas que fujam dos estereótipos que historicamente relegaram aos negros papéis secundários nas produções brasileiras. O evento integra um ciclo de mostras focadas nas temáticas gênero, sexualidade, negritudes e direito a ocupação e moradia no audiovisual brasileiro.

Um dos destaques é o programa composto pelos curtas “O dia de Jerusa”, de Viviane Ferreira, sobre o encontro entre a moradora de um sobrado envelhecido no Bixiga e uma mulher que faz pesquisa de opinião, e “Mulheres Negras: Projetos de Mundo”, dirigido por Day Rodrigues e Lucas Ogasawara, um documentário com nove mulheres, incluindo a Djanila Ribeiro, que refletem sobre o que é ser negra no Brasil. Essa sessão acontece no dia 26 de julho, às 19h.

Outro documentário é o longa “Raça”, dirigido por Joel Zito Araujo, que apresenta o trabalho de três afro-brasileiros que lutam por igualdade racial: Paulo Paim, único negro senador da república, Netinho de Paula, cantor e apresentador de TV e Miúda dos Santos, neta de escravos e ativista quilombola. Para quem quiser assistir, a sessão acontece no dia 27 de julho, às 16h.

Em clima girl power, o programa composto pelos curtas “Nós, Carolinas”, do Coletivo Nós, Mulheres da Periferia, “No ritmo das obás”, de Graciela Zapatta, “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal e Claudia Alves, e “As minas do rap”, de Juliana Vicente, pode ser uma boa pedida. As obras serão exibidas no dia 29 de julho, às 16h.

No espaço “sala de estar”, diversos curtas são exibidos de maneira contínua. Acompanhe a programação pelo site.

Bate-papos

Na quinta, dia 26 de julho, às 20h, acontece o bate-papo Representatividade e a presença negra na produção cinematográfica brasileira, com participação de Carolina Costa, presidente da comissão de gênero, raça e diversidade da ANCINE, e as cineastas Viviane Ferreira e Day Rodrigues.

Já no sábado,  dia 28 de julho, às 17h, está prevista a mesa Três gerações na direção cinematográfica brasileira, com a participação dos cineastas Renata Martins, Gabriel Martins e Adélia Sampaio – considerada a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem no Brasil.