ADIADO: ‘Riobaldo’ adapta clássico de Guimarães Rosa para os palcos

Devido ao cenário de combate ao COVID-19, o espetáculo foi adiado, sem previsão de retorno. Leia o comunicado oficial:

“Olá a todos!

A temporada da peça Riobaldo está temporariamente cancelada. Segue orientação do Centro de Operações.

Até breve!!!

RIO ENTRA EM ESTÁGIO DE ATENÇÃO

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informa que a cidade entrou em Estágio de Atenção às 16h desta sexta-feira, 13 de março, devido às medidas de prevenção e contenção ao contágio do novo coronavírus no município.

– A Prefeitura do Rio não vai conceder licenças para eventos que causem grandes aglomerações. Licenças já concedidas serão canceladas a partir de segunda-feira;
– A Prefeitura do Rio suspende os períodos de férias do pessoal da saúde e assistência social enquanto durar a pandemia;
– A Prefeitura do Rio suspende as aulas em escolas municipais na próxima semana, mantendo os refeitórios abertos para o almoço a partir das 11h às 13h;
– Estão suspensas também, a partir de segunda-feira, 16, atividades nas Casas de Convivência, cinemas, teatros, lonas culturais e museus da Prefeitura do Rio;
– A Prefeitura do Rio recomenda que pessoas com baixa imunidade (asma, pneumonia, tuberculose, câncer, renais crônicos e transplantados) evitem sair de casa;
– Prefeitura do Rio orienta que a população evite frequentar cinemas e teatros particulares;
– Recomendação de jornadas de turnos de trabalho alternativos para empresas, com o objetivo de evitar a superlotação nos transportes coletivos. E, sempre que possível, o trabalho em casa. O setor público deverá adotar o mesmo princípio de escala;
– Prefeitura do Rio irá disponibilizar álcool gel em todas as repartições municipais de atendimento ao público, incluindo hospitais, abrigos, estações de BRT, escolas e equipamentos culturais;
– Prefeitura do Rio recomenda que as atividades esportivas no Engenhão não sejam abertas ao público.”

O universo sertanejo de Guimarães Rosas ganha os palcos cariocas em março. O monólogo “Riobaldo”, com direção de Amir Haddad, adapta o clássico “Grande Sertão: Veredas”, mas com foco nas mulheres que determinaram a trajetória do protagonista da história.

Peça Riobaldo
Crédito: Renato Mangolin/ DivulgaçãoUniverso do “Grande Sertão: Veredas” chega aos palcos do Rio de Janeiro

Na trama, o ex-jagunço Riobaldo reflete sobre uma série de questões existenciais, como religiosidade, a relação do homem com Deus – e com o Diabo -, o real e o misterioso, a sexualidade, a masculinidade e o amor, em suas mais diversas formas.

Ao longo de suas andanças pelo sertão, enfrentando uma guerra que nem sempre faz muito sentido para ele, o personagem central da obra também embarca em uma viagem interna. Nesse processo de descoberta e autoconhecimento,três figuras femininas têm um papel fundamental nas escolhas de Riobaldo.

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O grande amor por Diadorim apresentou-lhe a vida de jagunço e abriu-lhe as portas do conhecimento da natureza e do humano, levando-o ao pacto fáustico. O amor carnal pela prostituta Nhorinhá floresceu nele uma relação sem julgamentos. Por fim, o amor purificador por Otacília, a esposa, resgatou-o do pacto fáustico e converteu-o em um “homem de bem”.

“Riobaldo” fica em cartaz no Espaço Cultural Municipal Sergio Porto entre 7 e 30 de março, com sessões às sextas, aos sábados e às segundas, às 20h, e aos domingo, às 19h . A peça tem duração de 70 minutos e a classificação indicativa é 16 anos.

Conheça a equipe

Com José Celso Martinez Corrêa e Renato Borghi, Amir Haddad criou, em 1958, o Teatro Oficina, ainda em atividade com o nome de Uzyna Uzona. Nesse grupo, dirigiu “Cândida”, de George Bernard Shaw, atuou em “A Ponte”, de Carlos Queiroz Telles, e em “Vento Forte para Papagaio Subir” (1958), de José Celso Martinez Corrêa, entre outros espetáculos.

Atualmente, com o microfone na mão, Haddad coordena uma trupe de atores pelas ruas e praças. Recentemente, tem dirigido e/ou supervisionado peças com nomes como Clarice Niskier, Andrea Beltrão, Pedro Cardoso, Maitê Proença, entre outros.

Quem interpreta o icônico ex-jagunço é Gilson de Barros, que já atuou em “Bolo de Carne”, de Pedro Emanuel; “Murro em ponta de faca”, com direção de Augusto Boal; “Ópera Turandot”, com direção de Amir Haddad; “Os melhores anos de nossas vidas”, com direção de Domingos de Oliveira; “Da Lapinha ao Pastoril”, com direção de Luís Mendonça.

Que tal aproveitar a sessão da peça às segundas para curtir outros rolés no Rio?

Agência Fática

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