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ADIADOS: Cia do Sopro ocupa Teatro Poeirinha com dois solos

Devido ao cenário de combate ao COVID-19, os espetáculos foram adiados, sem previsão de retorno. Leia o comunicado oficial:

Por: Redação

“Em razão do coronavírus, o Governo do estado do RJ acaba de baixar um decreto que cancela espetáculos, shows e eventos em geral.

A temporada da Cia. do Sopro segue suspensa até segunda ordem.”

Confira a postagem oficial.

A paulistana Cia do Sopro aterrissa no Rio de Janeiro para uma ocupação de solos no Teatro Poeirinha. O público pode conferir dois espetáculos que abordam universos totalmente diferentes: um é baseado em um conto do Guimarães Rosa (1908-1967) e o outro é sobre o feminino.

Cia do Sopro no Teatro Poeirinha
Crédito: Águeda Amaral | Yukio YamashitaSolos da Cia do Sopro são destaque no Teatro Poeirinha

Em “A Hora e a Vez”, os espectadores acompanham a trajetória de Augusto Matraga, o Nhô Augusto, que após cair em uma emboscada liderada por Major Consilva é dado como morto. No entanto, ele é socorrido por um casal e, quando se recupera, decide dedicar sua vida ao trabalho, à penitência e à oração.

Depois de anos de reclusão, no povoado do Tombador, decide partir. O destino o leva ao Arraial do Rala-Côco, onde o reencontro com o amigo e poderoso cangaceiro, Seu Joãozinho Bem-Bem, provoca nova reviravolta em sua vida.

A Hora e a Vez, Teatro Poeirinha
Crédito: Águeda Amaral/ Divulgação“A Hora e a Vez” é inspirada no universo de Guimarães Rosa e já foi considerada uma das melhores peças em cartaz em SP

Dirigido por Antonio Januzelli, o Janô, o monólogo é totalmente centrado no trabalho do ator e na sua gestualidade, como já é característico da estética do diretor. Por isso, a encenação usa elementos minimalistas de cenografia e iluminação. A adaptação e a atuação são de Rui Ricardo Diaz.

A peça é inspirada no texto “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, um dos contos que está no livro “Sagarana”. O solo estreou em 2014 no projeto Teatro Mínimo, do Sesc Ipiranga, e foi considerado pela Veja São Paulo uma das 10 melhores em cartaz daquele ano.

Quem quiser conferir, as apresentações acontecem até o dia 12 de abril no Teatro Poeirinha, às sextas e aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h. É possível comprar os ingressos antecipadamente aqui. A peça dura 55 minutos e tem classificação de 16 anos. A inteira custa R$ 60.

“Como Todos os Atos Humanos” tem outra proposta. A partir das obras de Marina Colasanti, Nelson Coelho (1928-2014) e Giorgio Manganelli (1922-1990), o solo trata de forma simbólica o ‘feminino’ refém do patriarcado, da violência explícita ou mesmo velada a que a mulher é submetida ao longo da história

Na montagem, uma filha relata ao público o seu crime de parricídio. Construída a partir de referências visuais dos pintores Francis Bacon, Edvard Munch e René Magritte, a peça aborda a ‘naturalização da violência’ e leva à cena uma narrativa tétrica na qual a moça, obcecada por seu pai e por ele subjugada, termina por incidir simbolicamente no aniquilamento arquetípico do patriarcado e de toda a vigília que a redoma masculina exerce sobre a mulher.

Como todos os atos humanos, Teatro Poeirinha
Crédito: Yukio Yamashita/ Divulgação“Como Todos os Atos Humanos” reflete sobre o feminino

A peça foi construída após três anos de trabalho, em uma verticalização da pesquisa iniciada com “A Hora e Vez”. A dramaturgia e a atuação são de Fani Feldman, a direção é de Rui Ricardo Diaz e a preparação é de Antonio Januzelli.

“Como Todos os Atos Humanos” faz apresentações no Teatro Poeirinha de terça a quinta, às 21h, entre 3 de março e 9 de abril. A duração é de 55 minutos e a classificação é 16 anos. Você pode garantir seus ingressos aqui. A inteira custa R$ 50.

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