Teatro Oficina reestreia ‘Roda Viva’, de Chico Buarque, no Bixiga

Montagem original de "Roda Viva" completou 50 anos em 2018
Até
10
de fevereiro 2019
Sexta - Sábado - Domingo
Às sextas e sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h. Três sessões especiais ocorrem em dezembro, no dia 23, às 14h30; e nos dias 25 e 31, às 20h. Classificação: 14 anos. Duração: 3h30 (com intervalo de 15 minutos).

site: teatroficina.com.br

telefone: (11) 3106-2818

Espetáculo comemora os 50 anos de sua primeira montagem e 60 anos de carreira da companhia liderada por José Celso Martinez Corrêa

O histórico Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, que acaba de completar seus 60 anos trajetória com a remontagem “Roda Viva”, de Chico Buarque, faz uma nova temporada desse espetáculo em sua sede no Bixiga, centro de SP, entre 23 de dezembro e 10 de fevereiro. As apresentações acontecem às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h, com ingressos vendidos por até R$60.

cena da peça "Roda Viva"
Crédito: Jennifer Glass - divulgaçãoMontagem original de “Roda Viva” completou 50 anos em 2018

A companhia faz três sessões especiais da peça em dezembro. A primeira delas ocorre no domingo, dia 23, às 14h30, em memória de Luiz Antônio Martinez Correa – irmão de Zé Celso -, que foi assassinado a facadas em 1987, vítima de um crime de homofobia. As outras duas apresentações ocorrem na terça, dia 25, às 20h, em comemoração ao Natal; e na segunda, dia 31, às 20h, em comemoração ao Ano Novo.

Com direção de Zé Celso, a montagem narra a ascensão e a queda de Benedito Silva, transformado pelas figuras do Anjo da Guarda e do Capeta no fenômeno Bem Silver, um cantor e compositor de sucesso fabricado pela indústria cultural. Ele tem sua genialidade pautada e monitorada pelos índices de popularidade na mídia.

Depois de todo sucesso, o herói pop é novamente moldado em Benedito Lampião, cantor de música nordestina. E, finalmente, é devorado pelo coro da peça e substituído por sua esposa Juliana, que vira o novo ícone da cultura. A trilha sonora traz sucessos de Chico Buarque que surgiram da própria dramaturgia na montagem original, como “Roda Viva” e “Sem Fantasia”, além de outras canções mais recentes, como “Caravanas” e “Cordão”.

cena da peça
Crédito: Jennifer Glass - divulgação"Roda Viva" estreou pela primeira vez em 1968, plena ditadura militar brasileira
cena da peça
Crédito: Jennifer Glass - divulgaçãoChico Buarque escreveu "Roda Viva" como uma resposta à montagem de Zé Celso para "O Rei da Vela", de Chico Buarque
cena da peça
Crédito: Jennifer Glass - divulgaçãoRemontagem estreou recentemente no Sesc Pompeia
cena da peça
Crédito: Jennifer Glass - divulgaçãoMontagem original da peça deu origem ao famoso coro que acompanha o Teat(r)o Oficina desde então
cena da peça
Crédito: Jennifer Glass - divulgaçãoPrimeira montagem de "Roda Viva" teve como figurinista e cenógrafo o famoso Flávio Império (1935-1985)

A peça questionadora de Chico Buarque foi escrita em 1986 durante o ápice da Ditadura Militar brasileira. A dramaturgia era uma espécie de resposta para a icônica montagem antropofágica de Zé Celso e Renato Borghi para “O Rei da Vela”, de Oswald de Andrade. Depois de assistir a esse espetáculo, o cantor e dramaturgo convidou o Teat(r)o Oficina para montar “Roda Viva” junto com o famoso cenógrafo e figurinista Flávio Império (1935-1985).

O elenco principal da peça é formado por Roderick Himeros, Camila Mota, Guilherme Calzavara, Joana Medeiros, Marcelo Drummond e Vera Barreto Leite; e o coro antropofágico, por Cafira Zoé, Carol Castanho, Clarisse Johansson, Cyro Morais, Danielle Rosa, Fernanda Taddei, Isabela Mariotto, Kael Studart, Kelly Campello, Lucas Andrade, Marcella Maia, Marcelo Dalourzi, Mayara Baptista, Nash Laila, Nolram Rocha, Sylvia Prado, Tony Reis, Tulio Starling, Viviane Clara e Zé Ed.

Já a banda conta com a participação de Amanda Ferraresi (violoncelo), André Santana (bateria), Carina Iglecias (percussão), Felipe Botelho (baixo), Giuliano Ferrari (piano), Ito Alves (percussão) e Moita Mattos (guitarra).

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Autor: Por: Redação