André Abujamra abre o ano com shows do ‘Omindá’ no Sesc Santana

André Abujamra
Por: Redação | Comunicar erro

Durante os domingos de novembro, artista mostra versão pocket de Omindá – A União das Almas do Mundo Pelas Águas.

Nos dias 12 e 13 de janeiro, Omindá chega, em versão reduzida, mas não menos impactante, ao Sesc Santana. A ousadia sempre fez parte dos mais de quarenta anos de carreira de André Abujamra. Omindá – A União das Almas do Mundo Pelas Águas – lançado em março de 2018 – não foge a isso. Em tempos tecnológicos onde as fronteiras se tornam inexistentes, mas as barreiras mentais ainda nos impedem de viver em união, André Abujamra busca inspiração nas águas – que também não conhecem fronteiras.

Crédito: Mustafa SevenAndré Abujamra

Em parceria com o VilaMundo, a produção do show oferece 10 pares de ingressos gratuitos para os primeiros que apresentarem enviarem e-mail para chavevilamundo@vila-mundo.com

André (guitarra e voz) será acompanhado por Mano Bap (baixo) e as percussões de Maurício Badé e Ari Colares. Assim como na estreia da turnê, o show traz imagens captadas durante as viagens de Abujamra pelo mundo – o filme para as faixas que compõem sua trilha sonora, produzidas em coautoria com os músicos com quem trabalhou em sua viagem, estreia na 42ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, junto com o Showfilme captado nos shows de lançamento. Clipes das músicas estão disponíveis no canal oficial do músico no YouTube.

O repertório do show traz as 15 faixas do disco, como a que dá nome ao disco, “Omindá”, e outras como “O Mar”, “Real Grandeza”, “Barulhinho” e “Povo Bonito” – compostas por André – além de parcerias dele com Xis, Theo Werneck e Oki Dub em “Leviatan” e Mauricio Pereira, Mintcho Garramone, Anelis Assumpção e Martim Buscaglia em “Xangô”, e outras.

O trabalho pode ser encontrado em CD, vinil e nas plataformas digitais e reúne artistas convidados de diversos lugares do globo, dos Estados Unidos ao Japão, passando por Rússia, Índia, Bulgária, Jordânia, entre muitos outros, que acrescentam à música de André sons de seus próprios territórios. Resultado de 11 anos de trabalho e de muitas viagens, o álbum foi lançado em 22 de março, Dia Mundial da Água, seguido pelos shows esgotados no Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, com a participação de artistas como o percussionista Marcos Suzano e a Trupe Chá de Boldo.

Além dos artistas internacionais, como a The City of Praga Philharmonic Orchestra (República Checa), o tradicional coro The Mystery of the Bulgarian Voices (Bulgária), Zaza Fournier (França), Ballaké Sissoko (Mali), Maria de Medeiros (Portugal), Sasha Vista (Rússia), Oki Kano (Japão), Perota Chingó – Julia Ortiz e Dolores Aguirre (Argentina), Rishab Prasanna e Sharat Srivastava (India), participam do disco artistas brasileiros como o percussionista Marcos Suzano, o violeiro Ricardo Vignini, a Trupe Chá de Boldo, o companheiro de André n’Os Mulheres Negras, Maurício Pereira, Ritchie, Paulinho Moska, entre muitos outros.

Omindá em Yoruba é a junção das palavras Omin (água) e Da (alma). O significado reflete o objetivo do projeto: ser uma grande celebração da diversidade e da comunhão pela arte.  O encontro artístico de André Abujamra com estes artistas de várias partes do mundo, convivendo com culturas, tradições, musicalidades e traçando conexões com o Brasil e o exterior como parte fundamental da trajetória do artista.

Que a arte sirva de elo e laço para construção deste encontro de almas. Seguindo sempre uma linguagem original e ousada, Abujamra seguirá pelo mesmo caminho inovador de seus trabalhos anteriores (Infinito de Pé, Retransformafrikando, Mafaro e Homem Bruxa), onde mistura cinema, música, teatro e tecnologia.

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Autor: Por: Redação