Imagem do Topo

Divinadança mescla dança e tecnologia em espetáculo gratuito

Raios, explosões, imagens tridimensionais e até emojis que mudam a ótica e a percepção da apresentação

Por: Redação Comunicar erro
Até
28
de outubro 2018
Quinta - Sexta - Sábado - Domingo
quinta, 20h, sexta, 20h, sábado, às 17h e 20h30; e domingo, às 18h

Dança, tecnologia, realidade aumentada. O Divinadança sobe ao palco da Galeria Olido, entre os dias 25 e 28 de outubro, e do Centro Cultural Santo Amaro nos dias 6 e 7 de novembro. O espetáculo Algoritmo – Entre o Possível e o Inevitável tem direção da coreógrafa Andrea Pivatto, em parceria com o artista digital Rogério Lima.

Crédito: Renato HatsushiA montagem se apoia em recursos tecnológicos para realidade virtual e surge da necessidade de diálogo entre arte e tecnologia

Dividido em dois atos, “Algoritmo” foi concebido por meio de improvisações que partiram dos bailarinos. A diretora imprimiu nos movimentos as conexões, formas de diálogo, interação e distanciamento de uma sociedade influenciada pelas mídias sociais. A entrada para as apresentações é gratuita.

“O espetáculo é uma criação coletiva. Os bailarinos estão imersos neste universo virtual e, por isso, grande parte da obra partiu de seus improvisos cênicos. Várias cenas da obra são improvisadas, garantindo um novo espetáculo a cada apresentação”, explica. “Algoritmo é um termo usado pela tecnologia, mas quis encontrar um termo que refletisse a ideia da busca, do compartilhamento e da troca”, completa a diretora.

Os atos

No primeiro ato, uma grande caixa preta com um QR-Code está no meio do palco. Os bailarinos se relacionam com ela e a plateia também por meio da tecnologia. São distribuídos óculos de realidade aumentada para que que o público essa outra conexão por meio da tecnologia. A ferramenta, porém está disponível apenas para Android.

Os óculos devem ser compartilhados entre o público durante a apresentação, assim estimulando a interação do espetáculo. Para utilizar o equipamento, é necessário baixar o aplicativo e inserir o smartphone na frente da lente dos óculos.

No segundo ato, os elementos que distanciam o real e o virtual se fundem. As relações virtuais estabelecidas por meio da tela do computador revelam-se agora anacrônicas, agressivas e selvagens. Isso está na tanto na simbolização do vírus Cavalo de Tróia e os jogos cênicos, quanto nos figurinos assinados pelo estilista Jadson Raniere, da Casa de Criadores.

Andreia Pivatto e Rogério Lima, que juntos criaram a Bionikos – Arte Digital, braço do Grupo Divinadança. Após o espetáculo o público é convidado para uma conversa com Andrea, Lima e elenco.