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Espetáculo gratuito apresenta brasilidade de Villa-Lobos no Ibirapuera

Por: Redação | Comunicar erro

O Auditório Ibirapuera recebe a estreia do espetáculo “Voos de Villa – Impressões Rápidas Sobre Todo O Brasil”. No repertório, uma nova experiência, mais focada na brasilidade da obra de Heitor Villa-Lobos. A apresentação nasceu de uma parceria entre o Instituto Tomie Ohtake e o maestro Gil Jardim, diretor artístico e regente titular da Orquestra de Câmara da ECA/USP.

Crédito: Marcelo MacaueProfessor do Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da USP. É autor do livro O estilo antropofágico de Heitor Villa-Lobos e do CD Villa-Lobos em Paris

O projeto é um antigo sonho do maestro Gil Jardim, que acredita revelar novas possibilidades de se ouvir e curtir as músicas do mestre Villa-Lobos. Para este trabalho inédito, Jardim convidou a designer de palco Anna Turra que, juntos, criaram o que chamam de “experiência multimídia total”. Assim, exploram as inúmeras maneiras de expressar a brasilidade na obra do compositor. As apresentações são gratuitas e acontecem nas noites de 16 e 17 de agosto, sexta-feira e sábado, às 21h.

Crédito: Pedro NapolitanoAnna Turra é designer multidisciplinar com formação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP

O Espetáculo

Também foram especialmente convidados 19 músicos brasileiros que, para a realização deste projeto, formaram o Villa Brasil Ensemble. Clarice Assad, Toninho Carrasqueira, Alexandre Ficarelli, Diogo Maia, Fabio Cury, Douglas Braga, Vitor Ferreira, Amarildo Nascimento, Donizetti Fonseca, Jennifer Campbell, Daniel Grajew, Carlos dos Santos , Paulo Santos (UAKTÍ), Ari Colares, Ana de Oliveira, Eliane Tokeshi, Ricardo Kubala, Ji Yon Shim Anderson e Neymar Dias.

O programa, com duração de 90 minutos, é composto por três obras de Villa Lobos. São elas Bachianas Brasileiras nº 4 (Prelúdio – Coral – Ária e Danza); O Uirapuru – O pássaro encantado e uma seleção de canções de Villa: Cantilena – Remeiro do São Francisco – Abril – Pobre Cega – Vôo – Realejo – Modinha – Cair da Tarde – Veleiro e A menina e a Canção.

“Para essas canções, a ideia é devolver à terra, à natureza, as sementes colhidas por Villa-Lobos na elaboração de sua produção, realizando links com a música brasileira produzida a partir de sua criação”, afirma Gil Jardim.

Crédito: Marcelo MacaueProfessor do Departamento de Música da Escola de Comunicação e Artes da USP. É autor do livro O estilo antropofágico de Heitor Villa-Lobos e do CD Villa-Lobos em Paris

Segundo o maestro, o subtítulo desse espetáculo nasce de uma obra de Villa-Lobos, o “Noneto”. A composição foi executada no concerto que Villa-Lobos fez na capital francesa em 30 de maio de 1924, em sua primeira viagem à capital francesa. “Esse subtítulo inspira o espírito com que esse espetáculo foi desenvolvido e, de forma sensível, propicia conexões com o Brasil dos dias de hoje”.

Já para Anna Turra, a criação multimídia do espetáculo potencializa a magnitude sonora da performance musical tangenciando a experiência sinestésica, evidenciando ainda mais as “sonoridades reeditadas” da obra de Villa-Lobos. “A movimentação de cenários físicos, o direcionamento do olhar por meio da Iluminação e da poesia visual em movimento e também o conteúdo de vídeo-projeção nos conduzirão a ambiências inovadoras a um só tempo sonoras e espaciais, inéditas para a escuta da música de Heitor Villa-Lobos”, completa.