MIS faz Clube de leitura de HQs em janeiro e fevereiro


Centro cultural

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Por: Redação | Comunicar erro

A exposição de Quadrinhos do MIS tem mais uma atividade paralela para os apaixonados pelas HQs. Durante o verão, o museu promove o Clube de Leitura de HQs, encontros para discussão, análise e reflexão de quadrinhos nacionais e internacionais, de diversos gêneros.

Crédito: Reprodução/V de Vingança“V de Vingança” permanece como uma das maiores obras dos quadrinhos

O público pode participar gratuitamente dos encontros que tem a leitura de “Scott Pilgrim – Contra o mundo”, dia 11 de janeiro, e “Maus” e “Palestina – Uma Nação Ocupada”, no dia 18. Nos dois dias, o evento acontece das 15h às 17h. Em fevereiro acontecem dois encontros: um no dia 1º com a leitura de “V De Vingança”, clássico de Alan Moore e David Lloyd, e outro no dia 8 que traz “Valente”, do brasileiro Vitor Cafaggi.

Os encontros são promovidos pelo Educativo MIS e  para participar os interessados devem retirar senha na recepção do museu. Podem participar maiores de 14 anos e a leitura prévia das obras não é obrigatória.

Saiba mais sobre as obras:

Scott Pilgrim – Contra o mundo

A primeira edição do clube tem início com primeiro capítulo da série de graphic novels Scott Pilgrim – Contra o mundo, do canadense Bryan Lee O’Malley. Lançada no Brasil pela Companhia das Letras, a série foi dividia em três volumes: o primeiro volume inclui as histórias “Scott Pilgrim – contra o mundo” e “A preciosa vidinha de Scott Pilgrim”. O segundo volume contém: “Scott Pilgrim e a tristeza infinita” e “Scott Pilgrim entra na linha”. O terceiro e último volume, contém as histórias de: “Scott Pilgrim contra o universo” e “A hora e a vez de Scott Pilgrim”.

Scott Pilgrim é o nome do personagem principal, um roqueiro adolescente cuja vida parece um jogo de videogame. Ele se apaixona por Ramona Flowers, garota com um passado misterioso. Mas, para ficar com ela, Scott terá que enfrentar os Sete Ex-Namorados do Mal. Combinando elementos dos universos do videogame, do mangá, dos filmes de kung fu, da música e do cinema às grandes questões do amor jovem e do início da vida adulta, O’Malley criou um mundo vibrante, com um humor tão particular – e desconcertante – quanto os personagens que o habitam.

Maus

Maus (“rato”, em alemão), de Art Spiegelman, é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Foi publicado em duas partes, a primeira em 1986 e a segunda em 1991. No ano seguinte, o livro ganhou o prestigioso Prêmio Pulitzer de literatura. A obra é um sucesso estrondoso de público e de crítica. Desde que foi lançada, tem sido objeto de estudos e análises de especialistas de diversas áreas – história, literatura, artes e psicologia.

Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto. Spiegelman, porém, evita o sentimentalismo e interrompe algumas vezes a narrativa para dar espaço a dúvidas e inquietações. É implacável com o protagonista, seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho. De vários pontos de vista, uma obra sem equivalente no universo dos quadrinhos e um relato histórico de valor inestimável.

Palestina – Uma nação ocupada

Palestina, de Joe Sacco, é resultado de uma longa viagem que o autor fez ao Oriente Médio. Durante dois meses, Sacco coletou histórias nas ruas, nos hospitais, nas escolas e nas casas dos refugiados. Presenciou violentos confrontos dos soldados com a população e entrevistou vítimas de tortura. Conversou com militantes, com outros já conformados com a situação, com idosos e com crianças.

Palestina representa um desafio: provar que se pode fazer uma reportagem em forma de quadrinhos. O livro arrancou elogios entusiasmados de toda a crítica, inclusive daquela não especializada em quadrinhos. Do New York Times ao The Nation. Entrou para o currículo de diversas universidades norte-americanas. E, por fim, ganhou o American Book Awards.

Crédito: Reprodução/Joe Sacco“Palestina” representa um desafio: provar que se pode fazer uma reportagem em forma de quadrinhos.

V de Vingança (V for Vendetta, Alan Moore e David Lloyd, Reino Unido) 

Uma poderosa e aterradora história sobre perda de liberdade e cidadania, em um mundo bem possível, V de Vingança permanece como uma das maiores obras dos quadrinhos e o trabalho que revelou ao mundo seus criadores, Alan Moore e David Lloyd. Encenada em uma Inglaterra de um futuro imaginário que se entregou ao fascismo, esta arrebatadora história captura a natureza sufocante da vida em um estado policial autoritário e a força redentora do espírito humano que se rebela contra essa situação. Obra de surpreendente clareza e inteligência, V de Vingança traz inigualável profundidade de caracterizações e verossimilhança a este audacioso conto de opressão e resistência.

Valente (Vitor Cafaggi, Brasil) 

Valente, série de tirinhas escritas e desenhadas por Vitor Cafaggi (Turma da Mônica: Laços), foi inicialmente publicado como tira no jornal O Globo e posteriormente lançado como HQ, pela Panini Comics. São cinco volumes: Valente para sempre, Valente para todas, Valente por opção, Valente para o que der e vier e Valente para onde você foi?. A HQ conta a história de Valente, um jovem cão que, em meio a truques de mágica, RPG e muitas referências nerds, tenta encontrar o amor em meio às idas e vindas do começo da vida adulta.

Megaexposição Quadrinhos

Quadrinhos apresenta uma ampla retrospectiva da 9ª arte contada através de revistas, artes originais e itens raros dos diversos gêneros das HQs – super-heróis, infantis, terror, aventura, romance, mangá, faroeste e muitos outros – em ambientes temáticos e imersivos que ocupam todas as áreas do Museu, apresentando também a influência das HQs na cultura pop e em outras mídias como cinema e TV. Concebida pelo MIS com curadoria de Ivan Freitas da Costa e expografia da Caselúdico, a megaexposição fica em cartaz  até 31 de março de 2019.

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Autor: Por: Redação