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Tabus sobre a morte são tema do espetáculo Eu/Telma

Leitores Catraca Livre e VilaMundo têm desconto nos ingressos

Por: Redação Comunicar erro
Até
30
de setembro 2019
Segunda - Sábado - Domingo
Sábados e às segundas, 21h; domingos, 19h30
De 2 a 30 de setembro, somente às segundas, 21h.

A atriz Nicole Marangoni, que pesquisa desde 2013 o teatro documental, estreia o solo Eu/Telma. Com provocações cênicas de Evinha Sampaio, Janaína Leite, Naiene Sanchez e Rhena de Faria, a peça explora os limites entre ficção e realidade e cria uma reflexão sobre os “tabus” do morrer.

Nicole Marangoni por Rafael Latorre
Crédito: Rafael LatorreO espetáculo Eu/Telma mescla depoimentos ficcionais e autobiográficos que permeiam a temática da morte.

O espetáculo acontece de 20 de julho a 30 de setembro, na Sala Atelier da Aliança Francesa. Os ingressos custam R$ 30, mas leitores Catraca Livre e VilaMundo ganham desconto. Quem apresentar a matéria na bilheteria paga apenas R$ 10. Não precisa imprimir, só mostrar no próprio celular. O espetáculo acontece aos sábados e às segundas, 21h; e aos domingos, às 19h30. De 2 a 30 de setembro, as apresentações são somente de segunda, às 21h.

O ponto de partida para a criação do solo foi uma oficina de atuação, da qual Nicole participou em 2013, enquanto passava pelo processo de luto por seu pai. Na ocasião, foi sugerido como estímulo de pesquisa para a atriz o desenvolvimento de uma personagem cuidadora de idosos. Desde então, Marangoni vem desenvolvendo uma narrativa ficcional (Telma) pautada por uma situação autobiográfica – os cuidados de fim de vida de seu pai.

Nicole Marangoni por Rafael Latorre
Crédito: Rafael LatorreNicole Marangoni estreia solo Eu/Telma no Teatro Aliança Francesa

O fio condutor da trama é a história de Telma, uma cuidadora de idosos que perdeu a mãe prematuramente e vive com seu pai, jardineiro. A dramaturgia e as cenas finais da peça são constituídas a partir de um diálogo entre depoimentos autobiográficos e ficcionais.

Por se tratar de um processo criativo individual, afetivo, particular, longínquo e independente; a criação não é conduzida pela figura de um diretor teatral, mas por provocadores cênicos, figuras que questionam e/ou questionaram a pesquisa e as escolhas do ator-criador a partir de elementos estéticos, dramatúrgicos e de encenação.

Como referências para a encenação, Nicole pesquisou filmes como “Amor” (2012), de Michael Haneke; “Sonata de Outono” (1978), de Ingmar Bergman; “Kya Ka Ra Ba A” (2001) e “O Segredo das Aguas” (2014) de Naomi Kawase; “Elena” (2012) e “Olmo e a Gaivota” (2014), de Petra Costa; “Fale com Ela” (2002), de Pedro Almódovar; “Jogo de Cena” (2007) e “Edifício Master”(2002), de Eduardo Coutinho; entre outros. Outra referência importante foi o livro “A Morte É Um Dia Que Vale a Pena Viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes, médica especialista em cuidados paliativos.

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