Zé Manoel e Diogo Strausz fazem show especial no Teatro Itália

Opernambucano Zé Manoel e o carioca Diogo Strausz.
Por: Redação | Comunicar erro

O show Interseções acontece no dia 20, às 21h, no Teatro Itália é um encontro direcionado a um público que busca novas emoções musicais. Afinal, estamos falando da mistura da elegância acústica/melódica do pernambucano Zé Manoel com a sofisticação da batida eletrônica/orquestral do carioca Diogo Strausz com participação especial de Tássia Reis.

Crédito: DivulgaçãoO pernambucano Zé Manoel e o carioca Diogo Strausz.

Em parceria com a Chave VilaMundo, a produção do show oferece 50% de desconto para quem comprar o ingresso com o cupom de desconto na bilheteria. Pegue aqui o cupom.

Quem conhece o trabalho de um, de outro, ou dos dois, sabe que se trata de um belo desafio. O que Interseções propõe é que cada um rearranje composições inéditas do outro, acrescentando camadas de significados, nuances de interpretação, toques musicais, percepções regionais, caprichos pessoais e idiossincrasias estéticas – não necessariamente nessa ordem.

Para além da admiração que une os dois artistas, sob a fina camada visível (ou audível), há mais afinidades do que divergências entre os dois projetos artísticos. Tanto Zé Manoel quanto Strausz possuem referências estéticas muito bem delineadas no berço da MPB dos anos 60 e 70. Zé Manoel dá continuidade à trilha aberta pelos mestres, como Edu Lobo e Tom Jobim, e pavimentada, na década de 1980, por nomes como Wagner Tiso, Cesar Camargo Mariano e Egberto Gismonti, para citar apenas três.  É a turma que trouxe a sofisticação melódica da música clássica brasileira para a MPB, que reinterpretou Villa-Lobos, que não tem medo de erudição – porque a possui e pode se divertir com ela.

Strausz, por sua vez, retoma um veio hoje quase esquecido da época: o dos grandes arranjadores, dos maestros que sabiam usar a volumetria arquitetônica do som a seu favor. E podiam fazer isso, uma vez que existia verba nas gravadoras para a contratação de orquestras – e algumas chegavam a possuir orquestras próprias, coisa impensável nos dias de hoje. Impensável? Nem tanto. Strausz mostra que o que mudou foi a maneira de produzir arranjos. Hoje, novos recursos tecnológicos permitem recriar a abundância sonora da época, desde que artista saiba o que fazer com ela. Diogo Strausz sabe. O resultado de seu trabalho traz ecos de Erlon Chaves, Ed Lincoln, Emir Deodato e Sérgio Mendes.

Tamanha riqueza e diversidade artística vêm sendo reconhecidas tanto no âmbito nacional quanto no internacional. Spectrum vol.1, seu primeiro álbum, combina participações tão diversificadas quanto os clássicos da MPB Danilo Caymmi e da Jovem Guarda, como Leno, com artistas da cena indie internacional, como o violoncelista nova-iorquino Brent Arnold e o cantor e multiartista londrino Jacob Perlmutter. Como produtor musical, também acumula experiências bem-sucedidas, como o álbum Rainha dos Raios, de Alice Caymmi; Desastre Solar , de Laura Lavieri e outros, além de coproduzir, em Los Angeles, o álbum de estreia de Chay Suede, Aymoreco, em parceria com o legendário Mario Caldato Jr. (Bestie Boys, Beck, Jack Johnson). Atualmente, também se dedica ao projeto Balako, em parceria com Rodrigo Peirão, que produz música dançante 100% orgânica e já lançou faixas pelo selo nova-iorquino Razor’n Tape e pelo selo britânico Greco-Roman, de Joe Goddard, integrante da banda Hot Chip.

O pernambucano Zé Manoel é uma das maiores revelações da música brasileira nos últimos anos. Zé Manoel, seu álbum de estreia, em 2012, saiu no Japão pelo selo Production Dessinee e duas de suas músicas fizeram parte da trilha sonora da série da TV Globo Louco por Elas, do diretor João Falcão. O elogiado Canção e Silêncio, produzido em 2015 com patrocínio da Natura Musical, foi lançado no Japão pelo selo CORE PORT e figurou entre os primeiros colocados em várias listas de melhores álbuns brasileiros de 2015, inclusive no Japão. No ano seguinte, lançou Delírio de um Romance a Céu Aberto pelo selo Joia Moderna.  Produzido pelo DJ Zé Pedro e por Thiago Marques, o álbum teve participações de intérpretes como Ana Carolina (que regravou a música Canção e Silêncio, anteriormente gravada por Filipe Catto), Ná Ozzetti, Tiganá Santana e Fafá de Belém, além da parceria com Vanessa da Mata na canção que dá nome ao disco.

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Autor: Por: Redação